Viagem de Moto Viagem de Moto Inspirando viajantes

Alma de Condor

As cholas por 2 pesos. Não paguei a lhamitaOlá pessoal! Cheguei a Lima hoje. Cidade infernal, de mais de oito milhões de habitantes, trânsito difícil. É uma São Paulo com buzinas e apitaços de guardas, e é cercada de favelas. O centro histórico é razoável.

A Estrada do Pacífico, para Lima, termina gloriosamente numa pista excelente, duplicada, a 200 km da capital. Só deserto. Hoje avistei o Oceano Pacífico pela primeira vez na viagem.

Vista do aviãoOi família, acabo de voltar das Linhas de Nazca. Fiz um vôo de 35 minutos sobre o deserto, e foi bem legal. Deu pra ver bem o que eu tinha visto da estrada ontem. Há montanhas, planície, e um vale que é um oásis. E as Linhas são incríveis. Formas geométricas de um astronauta, animais e outras puramente trapézios. Tem o desenho perfeito de um macaco, só que não há macacos aqui! Foram feitas retirando-se o material ferroso oxidado da superfície, e assim permanecem (não sei como), há quase três mil anos. Foram feitas de 900 antes de Cristo a 1000 d. C., pelos povos Paracas e Nazca. não se sabe pra que, nem como fizeram. As formas são realmente perfeitas e só podem ser apreciadas a uma altura de 300m a 400 m. É realmente um mistério. Pena que minha máquina não tem a mínima chance de fotografar. Mas consegui um bom zoom numa figura de colibri.

Deserto deserto desertoEntão, depois de muito caminhar a pé por Cuzco, que é o melhor que se tem a fazer por lá, ontem viajei de Cuzco a Nazca. Foi uma experiência transcendental e metafísica. Esse trecho da Cordilheira é o mais bonito que já vi.

Saindo de Cuzco iniciei uma longa descida e achava que para Nazca seria só isso, pois sabia que Nazca fica mais embaixo e faz calor, segundo me disseram. Mas não era isso. Até Albancay, uma cidade referência no caminho, ainda subi muito outra vez. Até aí cerca de 200 km. A paisagem lindíssima, com montanhas incríveis e picos nevados de mais de seis mil metros.

Catedral em Cuzco - 1556 a 1669Hoje escrevo de Cuzco, região central do Peru, e capital do império Inca.

Nem sei como começar a contar tudo. Fiquei tão entusiasmado hoje na carretera, impressionadíssimo com a beleza da cordilheira dos Andes, que nenhuma foto que tirei fará jus.

Saí o mais cedo que pude de Puerto Maldonado (Amazônia peruana), depois de fazer o seguro obrigatório SOAT e arrumar tudo. Estava uns trinta graus por lá.

Rio Madre de Dios, Puerto MaldonadoCheguei hoje em Cuzco. Uma loucura de trânsito até o centro histórico, mas agora estou bem instalado no hotel Anden Inca, na calle Saphy 482. A moto está no saguão, belo saguão, e em exposição!!

Tenho sido tratado muito bem no Peru. Muita gente quer tirar foto comigo, da moto etc., e sempre muitas perguntas.

Hoje encontrei na Interoceânica o Jair, um gaúcho que está viajando de bicicleta desde lá há dois meses e meio, com previsão de ser 8 meses! De Cuzco começará a descer ate Ushuaia. Tomamos um chá de coca juntos.

Rio Madeira para o AcreSaudações acreanas!

Hoje é meu último dia no Brasil. Já foram 3.700 km. Minhas mãos estavam inchadas hoje cedo de tanto pilotar. Os calos saltados. A estrada hoje foi uma baba perto do trecho de ontem. Os buracos, caminhões e o período noturno, em 1079 km, me cansaram demais. Estava tão cansado que não tinha fome, e demorei pra dormir. Mas o hotel em ARIQUEMES foi ótimo. Que hotel legal, parecendo o estilo americano de hotéis de beira de estrada, com vagas do carro bem na frente dos quartos, térreos, alinhados.

Pit-stop já perto do AcreFala Galera!! Rodei mais ou menos 3.700 km, cheguei no Acre e amanhã sigo para Puerto Maldonado. Primeiro dia em Campo Grande/MS, segundo em Cáceres/MT, terceiro em Ariquemes/RO, e hoje em Rio Branco.

Saúde em ordem; a moto com um  amassadinho na roda de trás, graças a um buracão uns 100 km antes de Ariquemes/RO, onde dormi ontem. Cheguei exausto e à noite, depois de 1079 km rodados. Boa cidade! Hotel de primeira.

Em algum lugar em Rondônia, perto do AcreÉ, parece que viajar sempre tem como efeito colateral a saudade.

Mas estou satisfeito com a viagem até aqui. Só rodei e rodei. Já são três mil quilômetros.

Até Campo Grande fiz boa viagem, pagando muitos pedágios pela Marechal Rondon. Almocei na fronteira com o MS, onde o Tietê encontra o Paraná. Campo Grande é uma ótima cidade. Adorei as fazendas no caminho. É muito gado. Pensei que gostaria de trabalhar numa fazenda.

CADASTRE-SE PARA RECEBER AS VIAGENS PUBLICADAS

Você poderá sair da lista de e-mail a qualquer tempo.