Autor: Artur Albuquerque

  • Boa Esperança

    Boa Esperança

    Há três longos dias de ansiedade, a bagagem já estava pronta sobre o sofá da sala, para a viagem de moto, do Rio de Janeiro a Boa Esperança – MG, a fim de participarmos do bate&fica do HOG BH. Na hora da partida, eu e Claudia acordamos cedo e logo estávamos largando a embreagem. A…

  • Guaratinguetá – Rio de Janeiro – 116º dia

    Às 08:00h em ponto, nos despedimos da Silmara. Eu, Claudia e Jacob pegamos a estrada. Sob um belo céu azul de primavera, chegamos a Piraí, no posto de gasolina, onde fica a Casa do Mamão. Em poucos minutos, começaram a chegar várias Harleys e a Bandit 650 do meu filho, Alexandre Montenegro. Eram os amigos…

  • Londrina – Guaratinguetá – 115º dia

    Às 6 horas, o amigo Lucio Flavio nos preparou um café e, em seguida, me levou à saída da cidade. Minha intenção era evitar passar pelo centro de São Paulo. Então, depois de Ourinhos, rumei para Piracicaba a fim de alcançar a rodovia Dom Pedro, nas imediações de Campinas. O TwinCan – o coração da…

  • Matelândia – Londrina – 114º dia

    Estou me desacelerando aos poucos e é uma tranquilidade estar percorrendo as estradas do meu Brasil. Com o intuito de relaxar mais um pouco, o descanso em Matelândia foi fundamental. Além disso, as muitas conversas como o amigo Fazedor de Chuva João Batista me ilustraram com vários fatos de violência de seu conhecimento e experiência…

  • Matelândia – 113º dia

    Os amigos Fazedores de Chuva, Dolor, Osmar e Terezinha deixaram seus compromissos em Itajaí e Balneário Camboriú e vieram de moto até Matelândia, no Hotel Faeli – [email protected] – de propriedade do Fazedor de Chuva João Batista e sua esposa Eliete, para me recepcionar na chegada ao Brasil, me honrando com tamanha atenção. Hoje, todos…

  • Presidencia Roque Saens Peña – Matelândia – 112º dia

    No Hotel Aconcágua, o café da manhã é uma mesa permanente. A qualquer hora, o hóspede pode ao menos lanchar. Às 06:00 h da manhã, com Pesos no bolso, a gasolina estava garantida. Somente faltava achar. Segui pera Ruta Nacional 12. Chegando a Resistência me lembrei da recomendação do João Batista e segui com a…

  • Presidencia Roque Saens Peña – 111º dia

    No Hotel Aconcágua, como o meu cartão Visa negou crédito, com muita dificuldade consegui trocar dólares por alguns pesos argentinos ($1.00 USD = $400,15 Pesos). Somente aceitavam a cédula de dólar se fosse sem amassado e sem qualquer tipo de marca, corte ou a mais simples deformidade causada pelo uso. Ou seja, somente queriam cédulas…

  • Salta – Presidencia Roque Saens Peña – 110º dia

    Após um bom café da manhã, parti sem conseguir trocar dólar pela moeda local. Ir ao centro da cidade procurar casa de câmbio, nem pensar. Estava ávido para pegar logo a estrada, no rumo de casa. Até agora, tinha conseguido pagar as despesas com tarjeta de credito ou dólar e esperava que continuasse assim. Boa…

  • Tocopilla – Salta – 109º dia

    Na primeira partida do motor, pela manhã, quando coloco a Electra na vertical e recolho o descanso lateral, aciono o botão de start e ela pega de primeira é sempre uma grande felicidade, pois fortalece a esperança de que na estrada transcorrerá tudo bem. Parti cedo com a ideia de pernoitar em San Pedro de…

  • Moquegua – Tocopilla – 108º dia

    Quando o lugar é desagradável, não me animo nem a esperar o café da manhã, que geralmente será a única refeição do dia, pois só vou comer alguma coisa à noite, depois de chegar. Peguei a estrada e em pouco tempo, já estava na última cidade – Tacna – antes da fronteira, onde tenho procurado…

  • Nazca – Moquegua – 107º dia

    Tomei um café da manhã agradável, em um ambiente repleto de turistas alemães. Sentei na sela do meu cavalo e galopei para a estrada. O céu estava sem nuvens e a minha expectativa era de calor. Ledo engano. Quando adentrei o deserto, estava bem frio e a minha camisa começou a gelar. Desisti de esperar…

  • Lima – Nazca – 106º dia

    Acordei cedo com a decisão de fazer o seguro, a fim de obedecer a lei e evitar maiores aborrecimentos. Deixei tudo na Electra pronto para a partida, me agasalhei contra o frio e consegui uma taxi para me levar à seguradora. La Positiva é toda um prédio imponente, no centro da cidade. Enquanto aguardava a…

  • Trujillo – Lima – 105º dia

    Mal se sai da cidade e a estrada logo adentra o deserto. Mesmo com sol, fazia frio. E quando o tempo fica nublado, mais frio ainda. O dia de viagem tem começado com longas retas e o vento forte sempre soprando sem parar. Quando surge alguma construção ao longe, na estrada, pode apostar que são…

  • Zorritos – Trujillo – 104º dia

    Parti junto com o nascer do Sol. Sentindo um frio suportável, peguei a estrada, que segue costeando o mar. Depois, adentra o deserto, onde o frio continua. Pequenas e pobres cidades, que ficam às margens da estrada pontuam o grande deserto. O sol aparece e continua frio. A navegação é feita através das raras placas…

  • Zorritos – 103º dia

    Após uma noite de sono reparador, acordei cedo e comecei a reformular o meu roteiro para definir em quais cidades iria pernoitar. No Peru, a exemplo de outros países, escolher bem as cidades é um detalhe fundamental. Devido a dificuldade de trânsito e a insegurança nas periferias, as informações na estrada recomendam ficar longe das…

  • Quito – Zorritos – 102º dia

    Às 06:00 h, manhã bem fria, o Lutz já estava no portão do meu hotel, conforme combinado. Porém sem a sua KTM, pois havia dado pane na bateria. A ideia inicial era me acompanhar em um bom percurso do meu trajeto. Mas, de carro, me levaria apenas até a Pan-americana Sur, na saída da cidade.…

  • Quito – 101º dia

    Manhã de Sol brilhante, eliminando toda a nevoa congelante da noite passada, de 10ºC. Quando fui tomar café, a gerente Verônica, do Hotel Suites Gonzales Suarez ([email protected]), após me informar que outros viajeros motociclistas mediante reserva teriam um desconto especial, me avisou que a minha hospedagem de duas noites já tinha sido paga por um…

  • Pasto – Quito – 100º dia

    Como de costumo, às 06:30 h já estava na estrada. Chuva e frio me acompanharam por toda a serra. A superfície da Colombia parece uma grande superfície de terra eriçada. Por onde estou passando, por toda parte somente se vê montanhas escarpadas e abismos colossais. A estrada é boa, com poucas “armadilhas” e há sempre…

  • Armenia – Pasto – 99º dia

    Às 6 horas, o tempo estava bem nublado e o frio não atravessava a capa de chuva. Viagem tranquila, em baixa velocidade, percorrendo uma boa estrada que contornava, subia e descia montanhas. Nas várias retenções dos postos de vigilância policial, levantava a queixeira do capacete, mostrava um sorriso encantador e dizia “Buenos dias!” ou “Buenas…

  • Bogotá – Armenia – 98º dia

    Ás 09:00h, já estava no escritório da Air Cargo Pack, no mesmo lugar onde eu e o Roberto entregamos as motos, quando seguíamos no rumo norte. Um funcionário foi comigo para agilizar a aduana, que confirmou os 90 dias que a imigração (aeroporto) me deu, liberando a Permissão de Trânsito de Veículo, sem qualquer problema.…

  • Ciudad de Panama – Bogota – 97º dia

    Acordei cedo e lancei os posts no Blog. Às 09h30, surgiu uma carona que seria para o Terminal de Cargas, onde eu iria despachar a Electra, mas acabou me levando por engano para o Terminal de Passageiros. Aproveitei e fui logo a oficina da Avianca. Mediante a reserva e a eficiência da Minha Paixão, pude…

  • Ciudad de Panamá – 96º dia

    Pela manhã, um ótimo café e aproveitei para guardar alguma coisa para o almoço. Depois, me dediquei ao Blog, organizando as fotos, elaborando o texto e tentando responder as bem-vindas mensagens dos amigos: Blog, E.mail e FB. Me desculpem, pois devido ao cansaço nem sempre consigo, porque a prioridade é sempre estudar e planejar o…

  • Santiago – Ciudad de Panamá – 95º dia

    Relaxei um pouco mais do que devia e parti tarde. Mas, na fronteira, em Paso Canoa, as tramitações de saída da Costa Rica e entrada no Panamá foram rápidas e tranquilas, sem qualquer tipo de aborrecimento. Dali em diante, foram exigidos mais cuidados com a velocidade, pois os limites variavam de 25 a 110 km/h,…

  • Jaco – Santiago – 94º dia

    Acordei às 03h da manhã, arrumei tudo e fiquei esperando o Sol nascer, enquanto estudava as alterações do roteiro proposto pelo amigo Johnny Boy e o Google Maps . Às 06h, com a luz surgindo no horizonte, parti para a estrada. Eu segui exatamente na direção do Sol, que ilumina o mundo e também em…

  • Playa Hermosa – 93º dia

    Eram 04h da manhã e já estava acordado, pensando que roteiro mais curto tomar, porque já não tenho como exigir mais do bolso e da Electra. Viajando solo, a possibilidade de ocorrer uma pane nos lugares ermos e distantes que eu tenho atravessado, me assombrava constantemente, porque demandaria uma logística que não existe e para…

  • San Jose – Jaco – 92º dia

    07h da manhã, Escazu já estava agitada. O trânsito ainda estava tranquilo no meu sentido e aproveitei para seguir direto para a carretera pedagiada que leva a Caldera, antes que ficasse intransitável. Já sabia que existiam algumas retenções ao longo da estrada. Sol brilhante, ar fresco e estrada livre, tudo de bom. A estrada corta…

  • San Jose – 91º dia

    Às 08h30, já estava estacionado na porta da oficina da Harley de San Jose ([email protected]) a fim de ser logo atendido. Como combinado, o gerente de serviços, Ronald Brenes, já veio me cumprimentar, trazendo a papeleta de serviços, onde estavam listados os problemas da Electra. Ao meio-dia, o Ronald me informou que os resultados dos…

  • San Jose – 90º dia

    Às 08h30, já estava estacionado na porta da oficina da Concessionária Harley-Davidson de San Jose, a fim de conseguir alguma prioridade de atendimento, em virtude de estar em trânsito, de viagem. Fui recebido pelo Erick, o gerente geral da Harley-Davidson. Ele foi muito cordial e me apresentou ao gerente de serviços, Ronald Brenes, a quem…

  • Granada – San Jose – 89º dia

    Manhã com tempo chuvoso, na estrada, tudo fica mais triste. O ruído provavelmente do rolamento da roda traseira continua a me perturbar, a luz do ABS acende de vez em quando, mesmo em movimento e o motor de partida às vezes parece que não vai funcionar. Após percorrer 70 km, cheguei a Rivas. Na fronteira,…

  • San Miguel – Granada – 88º dia

    Às 06h30, já estava na estrada seguindo para Amatillo, por onde iria sair de El Salvador, a primeira fronteira a ser atravessada, no dia. Os próprios funcionários da Aduana sugeriam o emprego dos tramitadores. Então, estabeleci a propina de $5.00 USD e mais a mesma quantia para o funcionário da aduana trabalhar no “horário de…