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Hoje foi o dia de percorrer estradas com chuva, muita chuva, mas muita chuva mesmo. Choveu tanto que minha roupa de chuva desistiu, minhas luvas desistiram, minha moto quase desistiu, mas eu continuei minha viagem. E choveu tudo quanto é tipo de chuva, fina, grossa, de pedra, de cima, de frente, de lado, de baixo para cima. Peguei chuva desde que saí de Pelotas no Rio Grande do Sul até quando cheguei em Itapema, Santa Catarina. Parecia que tinha uma nuvem me acompanhando o tempo todo e me testando.

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Segui pela BR-101 até próximo a Curitiba, quando peguei a BR-476 em direção a Apiaí, com a intenção de percorrer a Estrada para o Rastro da Serpente.

No início, passando por Colombo, ainda na Região Metropolitana de Curitiba, são muitos quebra-molas e sinais sem nenhuma sincronia. Depois inicia uma boa estrada, chamada oficialmente de Estrada da Ribeira e que os motociclistas resolveram denominar de Rastro da Serpente por causa das suas muitas curvas. Segundo um amigo motociclista, o Adriano, são 580 curvas em cerca de 140 km. São curvas que exigem técnica para contornar com segurança.

Hoje foi o dia voltar para casa e encerrar mais uma viagem com minha moto. Por volta das 7h30min estava na estrada, inicialmente sem chuva. A estrada a partir de Itapetininga é duplicada e muito boa. Logo depois está em obras para duplicação e a pista simples sem pontos de ultrapassagens e muitos caminhões determinou um ritmo muito lento durante pelo menos 30 quilômetros percorridos. Depois a estrada voltou a ficar duplicada, mas aí veio a chuva e a velocidade teve que ser reduzida para garantir a segurança.

Vídeo com imagens da viagem de moto que eu fiz pelo sul do Brasil e Uruguai durante 13 dias, quando percorri sozinho pouco mais de 7.300 km e conheci alguns dos marcos dos motociclistas nacionais, como a Estrada Rio Santos, Serra do Rio do Rastro, Rastro da Serpente, Dona Francisca, Estrada da Graciosa, Montevidéu e Colônia del Sacramento.

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