O deserto continuou oferecendo paisagens fantásticas. Apesar de ser feito quase só de areia, a cada quilômetro que eu percorria tinha uma visão diferente das montanhas, do que estava próximo e do que estava longe.
Em determinado momento o que vi em uma placa me levou a pensar que havia uma estrada ali que levava ao Rio de Janeiro. Brincadeira.

O primeiro posto depois que saí de Chañaral ficava a 176 km de distância. Apesar da luz da reserva não ter acendido, e também de ter cinco litros extras de combustível, que me davam grande autonomia, eu abasteci.
Hoje bati um recorde: a luz de reserva acendeu com 192,5 km percorridos.

Cheguei à famosa escultura, Mano del Desierto. Ela impressiona pelo tamanho. No momento em que cheguei a ela ventava muito forte, e tive dificuldades de manter a máquina fotográfica parada para tirar fotos. O vento a derrubava sempre que colocava para tirar fotos no automático.
De volta à estrada o vento aumentou. Em determinado momento a estrada foi tomada por uma nuvem de poeira bem intensa. Em princípio achei que era areia. Sorte, pois a areia poderia causar algum acidente. Mas foi só um susto, sem consequências.

Cheguei a Antofagasta. Uma cidade costeira bem movimentada. A entrada é bem feia, com casas de madeira que lembram uma favela. Mas quando cheguei à praia vi uma bela cidade.
Me hospedei no melhor hotel até agora na viagem. O mais caro, mas vale a pena. É uma espécie de apart hotel, com dois quartos, sala, varanda e área. Quando entrei nele achei que tinham errado, pensando que eram várias pessoas. E a vista é fantástica. O Pacífico, uma praia, um pequeno porto de pescadores e a cidade.





Descansei um pouco e quando acordei tive uma visão fantástica. O pôr do sol mais maravilhoso que já vi na minha vida. As fotos ficaram ótimas, mas não fazem jus ao que vi com meus olhos.




































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