585 km | Companhia na estrada | Chuva, calor e… pulgas?!
Acordei bem disposto depois de uma boa noite de sono e um café decente no hotel. O dia começava promissor. Enquanto ajeitava a bagagem na moto, fiquei no aguardo do Cristiano, um amigo que vinha de Belo Horizonte e tinha deixado a moto em Palmas. Nosso plano era rodar juntos até Araguaína, no norte do Tocantins.
Às 7h50 saímos da capital. Pouco depois, fizemos uma parada às margens do belo Lago de Palmas para registrar o momento com uma foto.



Pegamos a BR-153 — uma grata surpresa. Asfalto novo, bem sinalizado, e apesar do tráfego intenso de caminhões e carros, fluía bem. As ultrapassagens foram tranquilas e, em pouco mais de duas horas, após rodarmos 197 km, estávamos em Guaraí. Paramos para abastecer e beber água.
Seguimos viagem em ritmo bom, até pegarmos uma leve garoa. Não chegou a molhar, mas ajudou a refrescar o calorão. A estrada continuou excelente até Araguaína, onde dois amigos nos esperavam no posto da PRF na entrada da cidade: o Vânius e o Maumau. Depois das fotos, fomos todos almoçar num restaurante de hotel bacana. Escolhi peixe grelhado com arroz e legumes — leve e saboroso.





Na saída, a chuva voltou, agora mais forte. Maumau tinha dito que me acompanharia até a divisa com o Maranhão, mas acabou desistindo por causa do tempo fechado. Me despedi da turma, abasteci a moto e, para minha sorte, a chuva parou pouco depois.
A partir dali, o asfalto deixou de colaborar. A estrada tinha aquelas ranhuras esquisitas que fazem a moto dançar de um lado para o outro, e nos trechos mais castigados, os caminhões tinham escavado verdadeiros trilhos, com lombadas no meio da pista. Num desses, quase fui ao chão tentando ultrapassar um caminhão.
Antes da divisa com o Maranhão, um “pare e siga” por conta de obras. Dei sorte de novo: cheguei na frente da fila e logo liberaram a passagem. Mas o que veio depois foi duro. O asfalto continuava ruim e a quantidade de caminhões aumentou bastante. Filas intermináveis de veículos lentos deixavam as ultrapassagens mais tensas do que o necessário.

Cheguei a Imperatriz por volta das 17h. Abasteci a moto e fui direto para o hotel que tinha pesquisado antes da viagem. Mas o lugar era um barracão nos fundos de uma casa — chamavam de hotel por pura generosidade. Dei meia-volta e parei em outro que havia visto na chegada. O preço era mais salgado, mas pelo menos tinha cara de hospedagem.
Levei a bagagem para o quarto e fui tomar banho. A água estava fria — o que, com o calor que fazia, nem foi ruim. O problema foi o choque que levei ao abrir o registro do chuveiro. Deixei para reclamar depois. Liguei o notebook para checar as mensagens e comecei a sentir umas picadas. Pernilongos? Com o ar-condicionado ligado? Estranho. Outra picada, dessa vez no tornozelo. Peguei o bicho com a mão e… era uma pulga.


Desci até a recepção, pedi para falar com o gerente. “Só amanhã”, me disse o atendente. Argumentei. Ele insistiu: “Não é pulga, é outro inseto… e o hotel foi detetizado”. Pois bem, expliquei que não ia passar a noite coçando. Me mostrou três outros quartos e escolhi um mais apresentável — e aparentemente livre de pulgas.
Como havia um shopping próximo, fui até lá buscar um pouco de ar fresco. Pedi um bife a cavalo para acompanhar a cerveja. O bife era tão pequeno que parecia um aperitivo, mas a cerveja estava gelada. No fim das contas, isso já era suficiente.












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