Depois de um longo trajeto de avião, finalmente chegamos a Nova Délhi, capital da Índia. Logo na saída do aeroporto, fomos surpreendidos por uma greve dos motoristas de táxi, o que nos levou a seguir direto para a estação de metrô. Para nossa surpresa, o metrô era excelente — bem organizado, limpo e moderno, contrariando completamente nossas expectativas.

Após um trajeto rápido até a estação Nova Délhi, pegamos um tuk tuk e, ali, tivemos nossa primeira experiência com o trânsito caótico da cidade: motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e até animais disputando cada centímetro das ruas e avenidas.

Desembarcamos em frente ao hotel que havíamos reservado com antecedência pela internet. Lá já nos aguardava uma das motos que usaríamos na viagem: uma Royal Enfield Classic, deixada por nosso amigo indiano Ankur, com quem mantivemos contato durante meses enquanto planejávamos a viagem. Ele também havia deixado na recepção diversos itens emprestados para a jornada: barraca, sacos de dormir, ferramentas e peças de reposição.

Levamos tudo para os quartos, saímos para comer algo rápido e, na volta ao hotel, encontramos finalmente com o Ankur pessoalmente. Em seguida, saímos com ele para buscar a outra moto, o que também marcou a primeira vez que pilotamos pelas ruas e avenidas de Délhi. Definimos ali que eu ficaria com a Royal Enfield Classic e o Rafael com a Royal Enfield Bullet.

Demos uma volta rápida pela cidade para conhecer algumas das atrações e, ao retornarmos ao hotel, o Ankur nos trouxe uma ótima notícia: ele nos acompanharia no primeiro dia da viagem, inclusive na saída da cidade, e nos deixaria alguns quilômetros depois. Diante do pouco que já havíamos visto do trânsito de Délhi, foi um alívio saber que teríamos ajuda para escapar daquele caos urbano. Combinamos de nos encontrar às 5 horas da manhã do dia seguinte.

Mais tarde, eu e Rafael ainda saímos para comer alguma coisa em um bar ali na rua do hotel. No lugar havia uma banda excelente tocando músicas indianas ao vivo. Ficamos por ali um tempo, curtindo o som, e depois voltamos para o hotel — era hora de descansar para o primeiro dia oficial da nossa aventura pelo Himalaia.


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