A decisão de pernoitar em Bhota na noite anterior se mostrou mais do que acertada quando vimos a estrada que ainda teríamos que enfrentar até Manali. Estávamos no início da subida da Cordilheira do Himalaia, e o trajeto era extremamente exigente: curvas fechadas, asfalto em péssimas condições, trechos com cascalho, terra, pedras soltas, deslizamentos, obras, animais na pista e muitos caminhões.
A viagem praticamente não rendeu. Levamos o dia inteiro para percorrer pouco mais de 170 km.




Por outro lado, a paisagem compensava qualquer esforço. A estrada seguia o curso de um rio, contornando montanhas imensas, com vários trechos literalmente escavados nas rochas. Durante quase todo o tempo, víamos macacos ao longo da estrada — às vezes atravessando, às vezes apenas nos observando das margens.





Em determinado momento, tanto eu quanto o Rafael passamos por um buraco enorme no asfalto. Logo depois, ele percebeu que a moto dele estava instável. Na cidade seguinte, paramos em uma oficina para verificar, e o mecânico constatou que dois raios da roda traseira estavam quebrados. Após a troca, seguimos viagem.


Nosso plano original era ter chegado a Manali no dia anterior, o que nos permitiria ir até o escritório do governo para solicitar a autorização obrigatória para cruzar o Rohtang Pass. Mas, como chegamos no final do dia, o escritório já estava fechado. Teríamos que aguardar até as 10 horas da manhã seguinte, quando reabriria, para conseguir o documento e só então pegar a estrada rumo ao passo.
Para encerrar o dia, jantamos um ótimo peixe em um restaurante bacana da cidade e fomos dormir, já nos preparando para a próxima etapa da viagem.











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