A tão sonhada viagem de moto pela mítica Rota 66 nos Estados Unidos se torna realidade, mas todas as espectativas são frustradas já no primeiro dia.

10/09 – quarta-feira – Retiramos as motos pela manhã e seguimos com destino a Oklahoma City

Apesar de termos preparado toda a papelada no dia anterior para ganharmos tempo, ainda ficou um pouco de burocracia para ser resolvida hoje, como o preenchimento de mais papeis (seguro total contra terceiros, opcional, vistoria em cada moto e mais um formulário).

Como todos queriam ser atendidos primeiro, houve um princípio de tumulto, até que o André resolveu formar uma fila e os ânimos serenaram.

Hoje seria o dia da grande jornada pela Rota 66. Todos empolgados, sorrisos nos lábios, olhos brilhando de emoção, corações palpitando… Para registro desse que seria o inesquecível momento de nossas vidas – para nós, como eterna lembrança; para os parentes e amigos distantes, a prova cabal – fotos de todos ângulos, tipos e posições foram tiradas: ao lado das motos; isoladamente, assinando o contrato de aluguel dos equipamentos; a turma toda junta, num ambiente de descontração e euforia. Cada um se esforçava para conseguir o melhor ângulo para figurar nas fotos.

Momento da saída: adrenalina pura, emoção acima de qualquer previsão e empolgação absoluta. Todos queriam registrar aquele momento. Foi aí que me pediram para filmar o grupo saindo com as motos, como marco inicial da grande turnê. Anuí de bom grado. Preocupado em não ficar para trás, solicitei que o pessoal, na medida em que fosse saindo, me esperasse até que eu pegasse a minha moto. Tudo acertado e combinado.

Esqueceram de mim

Filmado o penúltimo companheiro a sair pilotando, ao som inconfundível da aceleração das Harley-Davidson, pois eu seria o último devido ao encargo recebido, percebi, assustadíssimo, após ter ido pegar a minha máquina, que não havia mais nenhum companheiro à vista. Todos tinham partido. Segui pela rua a toda velocidade para ver se alcançava o pessoal. Um pouco mais adiante, deparei-me com um cruzamento, com três alternativas de direção. Nenhum sinal de qualquer um dos companheiros.

Neste momento, meu coração disparou. Meu peito arfava, ofegante. A cabeça parecia envolta em nuvens. Os braços tremiam. Sem saber qual caminho seguir, restou-me retornar à loja EAGLERIDER da Harley-Davidson e pedir ajuda.

No cruzamento, resolvi entrar à direita com o objetivo de retornar à loja, cuja localização estava mentalizada. Custei a encontrar outra rua que me permitisse entrar novamente à direita para retornar em direção à loja. Cada segundo parecia uma eternidade. Percebia que estava ficando cada vez mais distante do ponto de partida, pois eu seguia em sentido contrário a ele. Suor frio com frio. Que sensação estranha, louca, de deixar os sinais de vida em frangalhos, desgovernados. O desespero tomou conta de mim no momento em que percebi que estava sozinho.

Aos efeitos que a sensação de abandono provoca no meu corpo, somaram-se à alma os sentimentos de amargura, ansiedade, angústia, sensações que parecem fazer o estômago encurtar, apertar, a boca secar, faltar ar nos pulmões e as sístoles e diástoles do coração desacertadas com a natureza. Era quase um morto vivo.

Não saberia explicar o que mais dói, mais incomoda, mais perturba: o efeito que o desespero causa no corpo, ou o ódio que invade a alma, contra tudo e contra todos, devido à situação em que me encontrava.

Mágoa, desgosto, decepção, susto, medo, pavor. Os sentimentos se misturam, fervilhando na mente como num caldeirão à temperatura do inferno. Era um verdadeiro BIG BANG a expandir num universo de incertezas, insegurança absoluta, descontrole total.

O estopim, a pólvora, a origem do desencadeamento dessa sopa de dissabores têm o seu DNA nas letras GPS.

Tive mágoa originária do desgosto causado pela decepção e desgraça em que o GPS me deixou. Tudo isso me causou medo e susto, principalmente por não falar uma palavra em Inglês. “Engles eu não CEI, mas porrtuguez eu çou fera”. Como poderia pedir ajuda? E se a loja já estivesse fechada? (Não confundam o sorriso amarelo de hoje, das tímidas brincadeiras de agora, com o desespero daqueles momentos infelizmente inesquecíveis).

As pernas já não obedeciam aos meus comandos e eu sentia calafrios pelo corpo. Nunca em toda minha vida havia passado por uma situação semelhante, pela desconsideração e menosprezo do grupo e principalmente pelo GPS (o Guia). Parecia que eu estava participando de um filme apavorante de terror, em que você precisa correr, correr, mas não consegue fazer com que a sua moto ande com rapidez suficiente para alcançar o pessoal e você corre o risco de ter sérios problemas. Mas isso não era um filme e eu tinha que correr para salvar a minha vida. Peguei com Deus e segui em frente.

Depois de muito malabarismo, de quase uma eternidade, consegui chegar à loja. Lá encontrei o gerente da Loja, Sr. Sam Duarte. Assustou-se com a minha presença. Talvez mais ainda pela palidez estampada no meu rosto. Com os braços abertos e os olhos arregalados, fez um gesto para mim, procurando saber o que tinha acontecido. Por meio de mímica, como uma criança desesperada, surda e muda, consegui explicar. Também por meio de gestos, ele perguntou se eu tinha o telefone do nosso GPS, Sr. Augusto, e eu respondi negativamente. Não conseguia sequer falar o simples advérbio de negação “no”.

Procurando nos arquivos da loja, o Sr. Sam conseguiu o telefone da empresa AD Turismo em São Paulo, onde conseguiu o telefone do Augusto. Sam telefonou então para o Augusto e, após descobrir onde o grupo estava, pediu a um dos funcionários da empresa que me acompanhasse de moto até lá. O funcionário da loja, por sinal um grande piloto de moto, saiu “voando” e eu tive que acompanhá-lo, fazendo o que nunca havia feito na vida: andar a mais de 160 km por hora. O pior de tudo é que estava começando a chover. Fiquei muito preocupado em não conseguir acompanhá-lo e me perder novamente. Foi um tremendo sufoco. Sufoco em cima de sufoco!

GPS (o Guia) diminuiu a velocidade do comboio até a minha chegada. Ao alcançarmos o grupo, o funcionário da loja entrou na marginal à direita da estrada e fez o retorno em direção a Dallas. Com um gesto de OK, agradeci. Só não me recordo se dei o sinal fazendo um círculo com o indicador e o polegar, mantendo os demais dedos para cima; ou, se ao contrário, mantendo os demais dedos para baixo. O significado, obviamente, é totalmente o contrário. Mas quem garantiria o meu equilíbrio emocional?

Até a primeira parada, ninguém havia percebido a minha ausência e a minha reintegração ao comboio. Foi aí que conversei com o GPS (o Guia). Dei uma bronca total: “Seu filho… (de uma esperança frustrada, ou seja… #!%&*.*&%$#@*+#$, com toda a insinuação vocal possível). Onde está a sua responsabilidade? Você jamais poderia deixar alguém para trás! Você não imagina o que passei sozinho nesses momentos angustiantes!”

Percebi que ele não gostou do jeito que lhe falei, o que provocou, durante toda a viagem, falta de confiança e entrosamento entre nós dois. Em momento algum ele foi capaz de pedir-me desculpas pelo acontecido. Só Deus sabe o que passei naquelas poucas horas, que mais pareceram uma eternidade. É como diz o ditado: “Pimenta nos olhos dos outros não arde”.

De Dallas no estado do Texas, passamos por Gainesville – Oklahoma City no estado de Oklahoma. Percorremos 328 milhas (524,8 km).

Ao sairmos de Dallas, quando chegamos à cidade de Gainesville, pegamos chuva até Oklahoma City.

Ficamos hospedados no Hotel Best Western Saddleback Inn & Conference Center (endereço: 4300 SW3 rd Street, Oklahoma City, estado de Oklahoma, USA, telefone 405 947-7000).

Antes de sairmos de Oklahoma para Amarillo, percebi que o GPS escutava uma reportagem sobre um furacão e pude perceber, pela fisionomia dele, que não parecia coisa muito boa. Acabei não dando importância.

11/09 – quinta-feira – Saímos de Oklahoma às 13h, passando por Clinton, e chegamos a Amarillo para pernoite

Ficamos hospedados no Hotel Best Western Amarillo Inn (endereço: 1610 S. Coulter St, cidade Amarillo, estado do Texas, USA, telefone 806 358-7861). Percorremos 282 milhas (451,2 km).

No segundo dia de viagem foram quase 7 horas de tempestade provocada pelo furação IKE, que atingia os EUA pelo sul do Texas. Nesse momento surgiu a dúvida se deveríamos seguir a viagem ou aguardar os acontecimentos.

Destemido, o Cel. José Guilherme disse: – Vamos embora, vamos embora, não podemos ficar aqui.

A turma concordou e seguimos em frente, porém não esperávamos que a tempestade fosse tão forte. Ao passarmos pela cidade de Gainesville, a coisa ficou preta, a tempestade aumentou e precisávamos chegar a Amarillo.

Fiz toda a viagem de moto durante a tempestade, usando apenas um capacete tipo “coquinho”, que eles emprestaram quando alugamos a moto. O capacete não tem viseira, então dá para imaginar o sufoco que passei. Como não tinha conseguido comprar as botas, as luvas e o capacete, tive que encarar a tempestade apenas com uma capa de chuva, que não ajudou em nada, pois a chuva entrava rapidamente pelo colarinho, pelas mangas e por baixo da bainha da calça. Foi a maior trapalhada do século.

A tempestade afrouxou a força da sensibilidade da minha vista, que não conseguia enxergar nada. A chuva caía tão forte, que ao bater em minhas mãos desnudas parecia que eu estava tomando choque. Na estrada o pára-brisa protege bem do vento que vem de frente, mas torna a moto muito instável quando somos ultrapassados pelas grandes carretas, principalmente na velocidade média de 70 milhas. Também atrapalha muito a visão por não ter limpadores de pára-brisa. Fui obrigado a curvar os meus ombros para dar mais firmeza à moto, que teimava em balançar com as rajadas de ventos, principalmente quando as carretas passavam ao nosso lado levantando aquela fumaça de chuva, fazendo deslocamento de ar e nos obrigando a colocar força nos braços e no corpo para domar as bravas e poderosas Harleys.

Fui obrigado a tirar os meus óculos, que estavam atrapalhando muito a minha visão. Não conseguia ver o companheiro à minha frente, somente as lanternas vermelhas traseiras das motos que estavam acesas. A nossa sorte é que as estradas dos Estados Unidos são iguais a um tapete e não têm curvas. Apesar de todo o temporal, estávamos conduzindo as máquinas a 70 milhas por hora.

A vontade que tive foi de parar, entrar debaixo de um bom chuveiro com água bem quente, deitar numa cama macia e dormir até o pesadelo passar. Essa tempestade transcendeu todas as nossas expectativas de uma simples chuva de verão. Fiquei o tempo todo pensando no que o pessoal estaria sentindo naquele momento. Seria medo? Será que o pessoal estava sentindo o mesmo que eu?

Quando chegamos a Amarillo, fui direto ao nosso companheiro Canals, que havia levado quatro garrafas de pinga Vale Verde, e solicitei a ele uma dose da pinga, pois as minhas mãos estavam congelando. Foi aí que pude perceber a alegria das pessoas, que se abraçavam e davam os parabéns uns aos outros dizendo: “conseguimos, conseguimos. Graças a Deus não tivemos nenhum acidente. Foi uma vitória para todos.”

Perguntei para o Sandoval, que é um dos mais experientes motociclistas ali presentes, o que ele sentiu. – “Medo”, disse. “Se alguém aqui falar que não teve medo está mentindo. Todos estão de parabéns. Todos passaram no teste e podem se considerar grandes motociclistas, pois ninguém decepcionou.” Foi uma prova de fogo (água). O Canal´s disse que rezava e pedia a Deus proteção para todos, e que desse a ele força para continuar a viagem e que, por diversas vezes, teve vontade de parar. Durante todo o período da tempestade, Canal`s cantarolava o hino, tão lindo quanto melodioso e popular, “O meu coração é só de Jesus e a minha alegria é a Santa Cruz. Nada mais desejo e não quero senão que viva, Jesus, em meu coração”.

Ao chegar ao apartamento do hotel, tratei de tirar a roupa molhada e tomei um bom banho bem quente. Quando peguei a bolsa com elástico, que os meus filhos Hugo e Beth me deram, e que usava por debaixo da calça (cueca) para carregar os dólares, percebi que o dinheiro estava todo molhado, dando-me o trabalho de ter que secá-lo no ferro de passar roupa. Ainda bem que dinheiro não encolhe, senão teria reduzido enormemente as minhas economias!

Na primeira oportunidade perguntei ao GPS se a reportagem que ele estava assistindo antes de sairmos de Oklahoma era sobre essa tempestade e ele disse que sim. Então perguntei por que ele não nos avisou. Ele respondeu que não queria preocupar as pessoas, pois as notícias não eram muito boas para nós.

Moral da história: na sua visão, era preferível correr todos os riscos, como de fato corremos, do que esperar que o pior passasse, para que pudéssemos prosseguir na nossa projetada calma e tranqüila viagem. P.Q….. deixa pra lá. Já passou.

Martinho Oliveira
Belo Horizonte, MG


Comentários

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  1. Martinho,Lamento que não tenha aproveitado sua viagem pela Rota 66. Fiz uma parte dela com meu marido e foi maravilhoso. Nós cuidamos de tudo e o fato de tudo estar sob controle não tirou o encanto da viagem, ao contrário. E de viagem-coxinha não teve nada! Nós nem mesmo ficamos hospedados nos Best Westerns da vida pq preferimos os antigos e lendários motéis na beira da 66.Para alguns vale o ditado que diz que ‘tudo está bem quando acaba bem’ e fico muito feliz por tudo não ter se transformado numa tragédia. Mas, pelo seu relato, não foi nada bacana e lamento muito por isso.Mas uma coisa digo a vc: insista! Viajar pela Route 66 é sensacional! Já viajei bastante por aí, mas nada se compara a pilotar sua Harley pela 66. Planeje-se melhor e tente de novo. Se quiser dicas dou com prazer. Tenho tudo o que pesquisei e tudo o que fizemos está no blog e em artigos que o Rômulo republicou aqui.E parabéns pela coragem de relatar o que viveu, ainda que não tenha sido do jeito que sonhou.[]s,Jacqueline Hochberg

  2. Prezado amigo MartinhoPeço desculpas, mas tenho que confessar que consegui dar boas risadas com a sua narrativa…..Como responsável por uma empresa que leva mais de 8 grupos por ano a cada um com mais de 40 motos para a lendária route 66 não poderia deixar de mencionar que realmente existem LÍDERES e LIDERES. Claro que ficar para traz não posso dizer que não é normal, mas cabe a quem está liderando ter sempre o compromisso em cuidar de todos. Nossa empresa sai com pelo menos uma moto liderando e um furgão que sempre esta atraz do último piloto e ambos com intercomunicador. Espero que sua frustração não seja eterna e que caso resolva fazer novamente esse ou outro roteiro, não deixe de nos procurar.Grande AbraçoMarco Feijó41/7811.0669

  3. Esqueci de mencionar…Aos que desejam fazer uma viagem pela route 66 e que tenham somente boas histórias, não trágicas, para contar….. NOS PROCUREM..Nosso site é http://www.friendsadventure.com.brAbraçosMarcão

  4. Avatar de Sílvio Leite
    Sílvio Leite

    Rí demais!!!Nem consigo descrever!!!Parece comigo…Sílvio

  5. Avatar de valmir mota
    valmir mota

    Grande historia!Mas como diz o povo:Quando o cara tá azarado:O urubu de baixo consegue cagar no que voa por cima.Desculpa a brincadeira,mas o seu relato depois do acontecido é muito engraçado.Um abraço.

  6. Avatar de Beth Oliveira
    Beth Oliveira

    Adorei a história e rolo de rir toda vez que meu pai, o autor desta história, comenta ‘Esqueceram de Mim na Rota 66’… ainda mais quando fala que teve que fazer mímica para o dono da loja entender que esqueceram dele lá…. a comunicação é algo realmente incrível né…se eu estivesse viajado com ele para a rota, tenho certeza que ele mandaria eu fazer a mímica para o cara da loja rsrsrsrsrs…

  7. Avatar de Julian Moser
    Julian Moser

    Eu sou de Blumenau e estou pretendo fazer esta viagem também no ano que vem. Pelo menos alguém escreve um pouco da realidade sobre este mito de viagens que é oferecido e que não é nada barato. Parabéns pelo humor e muito mais pelo comentário de situações nada agradáveis que podem acontecer num empreendimento destes. Eu gostaria de saber como foi planejada esta viagem a partir daqui? Com que empresa de turismo, etc

  8. Avatar de Julian Moser
    Julian Moser

    Eu diria, rir é demais, pois me coloco na situação do autor. Imagino o que significa voce estar num país sozinho e sem falar o idioma e ainda com uma moto e ter que se virar. Acho incocebível e falta total de responsabilidade da organização de perder um turista que pagou uma nota alta para uma viagem desta. Gostaria de ter informações maiores, pois sou de blumenau e estou pretendendo fazer a Rota 66 o ano que vem. Ficaria muito grato se contactassem comigo e me dessem as dicas e cuidados a tomar. Não tenho experiencia como uma PHD, pois ando apenas com uma Hornet. Martnho parabéns pelo seu senso de humor e coragem. Todos temos medo.

  9. Avatar de Davis Peixoto
    Davis Peixoto

    Grande MartinhoComo bons brasileiros e motociclistas todo sufoco passando, quando não ha acidente acaba virando comedia mesmo…com todo respeito acabei rindo muito com seu relato.Quando se esta diante destas situacoes acredito realmente deve ser barra é lamentavel a atitude não so do guia ( que não deveria ser guia ) mas tambem do grupo que não percebeu sua falta e sairam rodando por varios kms.Espero que vc tenha mais sorte na proxima vez, não desista desta viagem ela é fantastica já fui duas vezes na Route 66 e pretendo ir novamente no ano que vem… apenas recomendo ao amigo que veja com quem andas para não ter mais estas dificuldades.AbcDavis

  10. Avatar de Hugo Martins de Oliveira
    Hugo Martins de Oliveira

    Se tivesse me levado… eu arranhava o meu ingles e te ajudava facim facim …. kakakaMarinheiro de primeira vigem sofre!!!Eu morri de ri quando lembro dessa história!!!Abraço Pai!!!!!!

  11. Avatar de Adriana
    Adriana

    Martinho, O bom é que Deus estava sempre ao seu lado. Mesmo sentindo tanto medo você não desistiu. Isso que é importante, mas poderia ter aproveitado a viagem senão fosse o medo, mas valeu. A experiência que você teve, gostaria de passar de novo? Você esta de parabéns. Nunca se esqueça que Deus sempre estará na sua garupa!!!!Abraços Adriana

  12. Avatar de Beth Oliveira
    Beth Oliveira

    Nossa senhora, já tem isto tudo de visitante… isto mostra o quanto sua história é interessante e deixa as pessoas em alerta quando forem fechar pacote com agência de turísmo.

  13. Avatar de Wellington Puff Rodrigues
    Wellington Puff Rodrigues

    Meu caro gostaria de trocar algumas palavras com você sobre sua viagem, pois tenho intenção de faze-la, porém gostaria de saber se seria possível fazer sozinho.Aguardo retorno.

  14. Avatar de Tania Mara Costa Leite
    Tania Mara Costa Leite

    Olá Martinho,Estou com um book da sua viagem que vc deu ao J. Carneiro, suas dicas são sensacionais.Vou fazer a viagem com 2 amigos em maio, gostaria de te encontrar para fazer algumas perguntas, é possível?Vi que tem outras pessoas interessadas em falar com vc, como o Wellington que postou um comentário, quem sabe vc dá uma pequena aula para nós?Obrigada!

  15. Avatar de Martinho
    Martinho

    Tania Mara, Wellington e todas as pessoas que quiserem manter contato favor mandar-me um e-mail, onde poderemos marcar um local para conversámos [email protected]

  16. Avatar de OSVALDO GUIMARAES
    OSVALDO GUIMARAES

    ester que e motoqueiro de verdADE DEUS TEM ABÇ

  17. Avatar de Júnia Paula Fernandes de Oliveira
    Júnia Paula Fernandes de Oliveira

    Nossa, Martinho… que aventura… Soube de algumas intempéries dessa sua viagem, mas não imaginei que seriam tantas…Mas de qualquer forma, foi uma história de superação: dos medos, das angústias, do pavor e dos perigos. Que bom que vc não perdeu a fé nem a cabeça…Parabéns! Será que depois dessa vc ainda encara outras aventuras?Grande beijoJúnia

  18. Avatar de Garça
    Garça

    Tu és um manézão.

  19. Avatar de Richard
    Richard

    Olá Martinho…Tudo bem?Nossaaaa! Que viagem… Ri e chorei junto com a minha esposa, imaginando suas aventuras…. Sufoco total!!Estamos começando a nos organizar para fazer a Rota 66 ano que vem..Gostaríamos de saber:- A quilometragem diária é muito puxada? – Quantas paradas são feitas ao longo do dia?Obrigado por compartilhar sua experiência!Abçs,Richard.

  20. Avatar de adriano Ramos de siqueira
    adriano Ramos de siqueira

    Olá amigo motociclista Martinho ri muito das suas aventuras e frustações, gostaria de saber se você sabe de alguém aqui em pernambuco, parabéns pela viajem….

  21. Avatar de Carlos Alberto
    Carlos Alberto

    Parabéns pela viagem mesmo sob sufoco. Valeu a sua perseverança para reencontrar o grupo. Cabe ao guia ( GPS ) fazer contagens dos integrantes do grupo durante todo o percurso. Irresponsável e amador, no mínimo, é o que ele parece ser, na verdade!

  22. Avatar de edmilson dos santos
    edmilson dos santos

    amigooooooooooo isso que vc passou e tudo o que vc tava procurando colega isso se chama aventura ou ela nao vem acompanhada do medo eu queria ter passado tudo que vc passou e te juro nao mim importava de fk perdido la nao vc nao sabe a sorte que vc tem na vida de ter conhecido essa motjher road te desejo novas aventuras se nao tiver medo nao e aventura

  23. Avatar de jesse

    HAHAHAH SE DESESPEROU , É O QUE DA VIAJAR COM UM BANDO DE OTARIOS SE ACHANDO OS MOTOCICLISTAS, LEGAL IR A ROTA 66 MAS EM VEZ DE IR COM ESSE BANDO DE PRINCIPIANTE VAI SÓ COM UM AMIGO EM QUEM VC CONFIA GARGULA!!! PRIMO,IRMÃO ETC…. UM ABRAÇO P AQUELES Q REALMENTE SABEM CURTIR UMA VIAJEM…..HAHAHAHAHAHAHAHAHA

  24. Avatar de Rose Oliveira
    Rose Oliveira

    Amigo, fiquei muito impressionada com a tua experiencia. Por favor divulgue o nome da empresa por onde vc fez esta viagem. Considero importante que seja dito o nome dos irresponsáveis que fizeram vcs passarem por tantos sufocos. Abr

  25. Avatar de Toninho Gomes
    Toninho Gomes

    Caro Martinho, apesar de todo sufuco o final foi feliz! O mais importante é que vc veio e postou seus problemas, pois estou de viagem marcada para dia 12/05/13 e retorno dia 24/05/13 para desfrutar todas mística da Rota 66. A expectativa é enorme, muito embora já tenha morado nos USA. Espero poder postar somente noticias boas, embora tenho conciencia que imporevistos podem acontecer! Abs.,

  26. Cara, não desista. Agora, pegue as motos em Lãs Vegas, e você passara pela 66, na parte que realmente interessa, passe p/ gran Cannyou, e pelo maravilhoso Brice Canyon. Entregue as motos em Lãs Vegas, é maravilhoso e muito mais emocionante.Passei uma dificuldade parecida com a tua na cordilheira dos Andes, no norte da Argentina e Chile.. Na fronteira não tinha posto de gazolina, (hoje tem) e estávamos só em Dois. O companheiro não queria tomar chá de folha de coca, e começou a passar mal. Demoramos muito e ficou muito perto da noite. Então ao guardas fizeram um chá de folha, e ele melhorou. Não tínhamos gazolina para voltar, faltava 130km até s.Pedro do Atacama. A noite faz – 25. A menos 30 graus na cordilheira. Nós demos um pau nas motos para conseguir atravessar antes da noite. Amigo, uma tempestade de Neve terrível escureceu tudo e quase nos congelou, pior, a lâmpada da minha moto queimou com o frio.. Olha, uma dia eu cont como passamos, e como nos salvamos. Depois tive que voltar a quele lugar, ( um Ano depois, ). Para tirar o trauma, pois lindo por lindo é mais lindo do ue o passeio nos EUA.Mas vale apena nos EUA. Mas leve seu capacete, leve uns 100 dólares para comprar uma boa jaqueta na Eagkerider, e se a viagem longa, nunca escolha uma H.Davifson. Abraços, vc passou bedelho teste, agora ouse desfrutar.

  27. Leia meu comentário abaixo… Vale a pena.

  28. Quer viajar pela Route 66, numa experiencia inesquecível de Harley ou Não ou até Mustang Conversível, conhecer lugares fantásticos, só vistos em filmes ?Q tal Los Angeles, Santa Mônica, Barstow, San Bernardino, Laughlin, Oatman, Kingman, Seligma, Williams (todas berço da 66) e ainda Grand Canyon, Monument Valley, Page, Park Zion, Hurricane, Springdale e a estonteante Las Vegas(3 dias). Guias bilingues, carros de apoio, caminhão de bagagens e trailler para moto.Procure a AmericaTrip moto turismo internacional e viva esta emoção. Próxima viagem saida 8 de setembro/13 – 14 dias. http://www.americatrip.com.br ou 31- 8877-3586 (últimas vagas).

  29. Avatar de Vanda

    Problemas com o clima podem acontecer, e para isso é legal providenciarem uma viagem dessas com quem tem experiência em indicar inclusive os melhores períodos. Agora esquecer um integrante do grupo é imperdoável. Consulte nossa empresa para fazer a Rota 66 com todo apoio e estrutura. Espaço Vip Viagens e Turismo – 011 4304 4702

  30. Avatar de graça barbedo
    graça barbedo

    BEM IMAGINO FOI UM FILME DE TERROR. PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO AO GPS, SEM A MÍNIMA CONSIDERAÇÃO EU DIRIA COM A VIDA DE TODOS. AFINAL VOCÊS ESTAVAM A PASSEIO. TRABALHO NA FRIENDS ADVENTURE AONDE FAZEMOS DA ROUTE 66 O SONHO DE TODOS. EM PRIMEIRO LUGAR O GUIA É DE CURITIBA HÁ 10 ANOS FAZ O TOUR. EM SEGUNDO LUGAR ESTÁ TUDO INCLUSO: DESDE MOTO, SEGURO DE VIAGEM, PASSAGENS, CARRO DE APOIO. SINTO POR VOCÊS MAS SE RESOLVEREM ALGUM DIA REVER DE FORMA DIFERENTE. OU AINDA EUROPA COM PORTUGAL E ESPANHA. ESTAREMOS AQUI. [email protected]

  31. Avatar de yves caradec
    yves caradec

    ………….percebi alguns coletados com insígnias de MC ! Pertencer a um MC hoje em dia é muito fácil; Difícil hoje em dia é encontrar entre tantos MCs o que existia nos do passado, ou aqueles mais tradicionais, que é em primeiro lugar o RESPEITO por cada integrante ou ‘IRMÃO’ e, respeito aos integrantes de outros MCs. Participar de um grupo quer dizer, conhecer as REGRAS de conduta, hierarquia e, TODOS OS PRINCÍPIOS DO CAMINHAR JUNTOS……………..o que vi no seu relato foi um desrespeito à sua pessoa por esta agência e, inclusive por parte dos seus ‘amigos’. Horrível !


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