Hoje foi um dia de pausa, de respirar fundo e absorver a beleza de Salta, na Argentina, uma cidade que nos acolheu com seus encantos.
Alice tinha agendado a revisão da moto às 9h na concessionária da Royal Enfield de Salta. Poucos minutos antes da loja abrir, já estávamos à porta. Loja bonita, com acessórios e uma boutique bem sortida. Foi muito bem atendida pela equipe da oficina, mas em poucos minutos já tinham informado que não seria possível reparar o velocímetro, porque teriam que solicitar outro e demoraria alguns dias para chegar. Também não tinham a lâmpada de posição (“olho de tigre”), que queimou durante a viagem. Nenhum dos itens comprometeria a continuidade da viagem.
Enquanto aguardávamos, levamos nossas roupas para uma lavanderia, preparando-nos para o próximo trecho da jornada.
Em seguida, fomos fazer um lanche em um café na região central, desfrutando da atmosfera agradável da cidade. A simplicidade de sentar a uma mesa e observar o mundo passar foi uma dádiva, como se o tempo se rendesse à nossa contemplação.





Apesar de não termos tido dificuldades até então, resolvemos passar em uma loja de material elétrico e comprar um adaptador de tomadas. A tomada elétrica padrão da Argentina é muito diferente da tomada padrão do Brasil. Até então, tínhamos encontrado nos hotéis onde hospedamos tomadas compatíveis com os dois padrões, mas achamos melhor prevenir.
Sentamos em um banco, no coração da cidade, em uma rua tão linda que parecia uma pintura viva. Árvores se curvavam em abraços verdes, fazendo sombra sobre o passeio e flores dançavam ao vento, colorindo cada olhar. Ficamos ali por cerca de 40 minutos de pura contemplação. O tempo parecia parar, enquanto o mundo se movia ao nosso redor.
Cidade | Litros | Valor em moeda local | Valor – R$ | Distância | km / l | R$ / l |
Salta | 8,308 | 8923 | 50,84 | 200,2 | 24,097 | 6,12 |
Pedestres de todas as faces e idades cruzavam esse palco urbano, uns caminhando devagar, cativados pelas vitrines das lojas, outros em passos rápidos, seguindo o ritmo acelerado da vida. Era uma sinfonia de movimentos e cores, onde cada pessoa era uma nota única nessa melodia, ecoando a beleza da diversidade em cada passo dado.
Passado o momento poético, voltamos para a minha moto para retornar à concessionária Royal Enfield e pegar a moto da Alice. No caminho, passamos em frente a um hotel e resolvemos perguntar se tinham um quarto disponível, uma vez que não estávamos gostando daquele onde nos hospedamos desde a tarde anterior.


Tinha quarto disponível e era muito melhor, apesar do valor da diária ser quase o dobro do outro, mas estava dentro do nosso orçamento para hospedagem, incluía café da manhã, era mais acolhedor e nos permitiria descansar plenamente. O inconveniente era o estacionamento das motos, pago à parte e ficava do outro lado da rua. Mas achamos que valia a pena, por isso, decidimos trocar de acomodação, buscando mais conforto para recarregar nossas energias. Fomos para o dormitório, encerramos a conta e pegamos nossa bagagem. Como o horário de check-in seria depois das 14h, passamos no Parque San Martin para conhecer. Muito bonito e movimentado. Depois fomos para o hotel e deixamos nossa bagagem na recepção para podermos almoçar.
Havia um restaurante vegano no próprio hotel e resolvemos experimentar sabores de uma maneira diferente. Pedimos sucos e pratos veganos e achamos muito bons. Em seguida, fomos para o quarto e descansamos até por volta das 16h30, quando saímos para caminhar e buscar a roupa na lavanderia. Passamos por lindas praças, igrejas imponentes e admiramos a arquitetura colonial de Salta.
A noite nos levou a uma nova caminhada para conhecer um pouco mais a região e também a um restaurante recomendado por um grande amigo motociclista, o Maurício Borém, onde desfrutamos de uma deliciosa refeição regada ao vinho da casa. Uma nota curiosa é que chegamos cedo e não tivemos dificuldade para encontrar uma mesa no restaurante concorrido, mas pouco depois de nós entrarmos, começou a formar fila de clientes aguardando mesas.









Terminamos o dia com uma caminhada serena, absorvendo cada pedacinho de Salta antes de nos recolhermos ao hotel para o merecido descanso. Amanhã, as montanhas da Cordilheira dos Andes nos aguardam, e estamos prontos para seguir adiante, renovados pelas experiências deste gostoso dia.
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