Vancouver North – 40º dia

Manhã chuvosa e não conseguimos dormir além das 06h. Cedo, começamos a conversar sobre a necessidade de antecipação de reservas de hotéis para participar do encontro de motos em Sturgis. Com esse pretexto, revimos todo o roteiro de retorno do Alaska, a previsão de permanência no Canadá e fizemos todas as reservas de hotéis nos EUA, até Rapid City.

Depois de um rápido café-da-manhã às 11h, fomos ao banco para comprar dólar canadense (CAD). A relação é de $0.93 CAD para cada $1.00 USD.

Voltamos ao hotel e comecei a revisar a viagem para amanhã e o dia passou sem me avisar. Essa nossa viagem está me parecendo mais uma missão com o objetivo de apenas chegar, porque turismo, nem pensar.

Mas, está valendo muito a pena; e creio que vai ficar muito melhor e mais difícil, a parte que vai começar, porque tudo o que precisa realmente ser visto está à mostra, disponibilizado pela natureza; e ela vai nos cobrar de entrada apenas tudo o que a nossa constituição física e psicológica possa pagar. Na realidade, a proposta dessa viagem nunca foi de turismo, o que demandaria muito mais tempo e seria muito mais caro – longe das minhas possibilidades atuais. Assim, um dos focos possíveis e muito interessante sempre foi de viver a estrada, percebendo as transições da natureza, as diferenças dos países, a interação com as pessoas simples que vivem fora dos grandes centros, homogêneos e globais. Além de colher material para o futuro livro, uma das finalidades do diário de bordo é registrar o máximo de informações essenciais, a fim de que seja útil a outros viajantes, que pretendam fazer viagem semelhante, abandonando a zona de conforto e saindo da redoma de proteção convencional, como acontece em toda viagem de motocicleta. Além disso, a avalanche de informações somente será processada algum tempo depois do fim da viagem, quando lembraremos e perceberemos fatos e situações importantes que aconteceram, quando então, aparentemente, nem demos a devida atenção.

A única novidade de hoje, é que de repente um policial bateu a nossa porta. O Robertinho ao tentar ligar para a esposa, acabou ligando para 911, acionando a emergência da polícia. O policial Travis foi muito gentil, depois de dar uma olhada geral no quarto, comentou que essa situação é muito comum. Conversamos um pouco sobre o Brasil, sobre a nossa viagem ao Alaska e nos informou que o clima estava atípico, pois os dias já deveriam estar mais quentes e ensolarados. Gostou da Camisa Comemorativa da Expedição que o Robertinho estava usando (foto) e expliquei que os amigos estavam comprando a camisa para colaborar com a gasolina da minha viagem. Caso ele quisesse poderia entrar em contato com a minha esposa, que ela enviaria para ele. Tiramos uma foto, depois nos despedimos e ele partiu para o serviço.

Espero que as outras emergências sejam menos graves do que esta.


Comentários

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  1. Avatar de Claudio Manoel Sobrinho
    Claudio Manoel Sobrinho

    Mano Artur, que viagem fantastica, é bem do meu gosto, andar, andar e andar, e de Electra então é bom demais andar, só to com pena de vc pela falta do som, eu gosto de andar e ouvir rock. Ja andei bastante de moto,mas esta pro Alasca é muito legal. Curta bastante, eu vou te seguindo nos relatos.. que o Grande Arquiteto do Universo te Ilumine e Guarde.. Abraços Claudio M


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