Depois de seis anos atuando como marketeira na Discovery Networks Brasil, a publicitária Tatiana Perim trocou a estabilidade da carreira por um projeto de vida: conhecer o mundo viajando sem pressa. A ideia nasceu em 2009, quando participou de um curso de Liderança e Inovação promovido pela própria empresa. O programa incentivava os funcionários a explorarem seus sonhos e a desenvolverem planos concretos para realizá-los.

Foi ali que Tatiana redescobriu um desejo antigo: viajar o mundo de moto. Mas com uma abordagem diferente da típica aventura “do Brasil ao Alasca”. Ela queria alugar motos em diferentes destinos, explorar culturas locais, vilarejos e cidades sem pressa, culpa ou roteiros rígidos — apenas com curiosidade e leveza. Quase dois anos depois, o sonho saiu do papel e ganhou nome: Motto Slow Travel.

Viajar sem pressa: uma filosofia de vida
Mais do que uma viagem, Motto Slow Travel é uma proposta de conduta: desacelerar. Tatiana abraçou o movimento “slow”, que prega um estilo de vida menos acelerado, mais conectado com o presente. Inspirado no slow food — criado em 1986 como resposta à abertura de um McDonald’s na tradicional Piazza di Spagna, em Roma — o slow travel defende uma forma mais profunda e consciente de viajar. A ideia é se envolver com os lugares, pessoas e culturas, deixando de lado maratonas turísticas e itinerários engessados.


“No lugar de listas de ‘top 10 atrações’, o foco é viver experiências autênticas. Pode ser uma conversa com um morador, um desvio de rota inesperado ou uma refeição típica saboreada com tempo”, explica a viajante em seu blog.
O projeto Motto Slow Travel
Desde o início do projeto, Tatiana já percorreu destinos tão diversos quanto África do Sul, Camboja, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Tailândia, Tanzânia, Turquia, Vietnã, Brasil, Estados Unidos e, mais recentemente, Austrália. Em cada país, ela registra suas experiências em textos, vídeos e fotos publicados no blog mottoslowtravel.com.br. A proposta vai além do relato de viagem: é um convite à reflexão sobre como nos relacionamos com o tempo, com o mundo e com nós mesmos.

Entre mergulhos com tubarões em Gansbaai (África do Sul) e sobrevoos de balão na Capadócia (Turquia), Tatiana mostra que o extraordinário não está apenas nos grandes feitos, mas na maneira como escolhemos viver cada momento.


Para ela, não é preciso ter um ano sabático para aderir ao slow travel. “Basta ter o desprendimento de abrir mão de ‘ver tudo’ para realmente enxergar o que importa”, afirma.











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