Viagem de moto até o Deserto do Atacama

Acordei cedo, depois de uma noite bem dormida em um excelente hotel. Antes de pegar estrada eu dei uma última olhada no pacífico, na praia e na cidade pela varanda. Realmente é um dos visuais mais bonitos do Chile até aqui.

Numa das fotos, a placa que indica a passagem pelo Trópico de Capricórnio, me lembrando que estou retornando para o norte.

A principal atividade econômica do deserto é a mineração. Várias mineradoras estão instaladas ao longo da estrada. Ví várias placas indicando mineradoras distantes, no meio do deserto.

De repente a estrada levou para um vale. Ao longe vi o Vulcão Licancabur, que fica na divisa com a Bolívia e proporciona uma visão muito bonita dos Andes Chilenos. No meio do vale, como num oásis, a Cidade de San Pedro de Atacama. São as primeiras árvores em muitos e muitos quilômetros de deserto. A cidade é pequena, com muitas construções pobres e uma área dedicada ao turismo, com várias lojas dos nativos e prédios históricos feitos em adobe. Apesar da água que corre em alguns canais que cortam a cidade, é bastante árida. Vi também algumas figuras típicas dos altiplanos Andinos, com chapéus e roupas características.

Fui procurar um lugar para pernoitar. Passei por dois hostal que eram bem precários. Um terceiro parecia um bom lugar, mas estava lotado. O quarto que fui tinha vaga. Era até arrumadinho, limpo, mas era muito caro. Definitivamente não valia o valor cobrado, quase o que paguei por um apart em Antofagasta. E somente efectivo, ou seja, em dinheiro. O que tinha de pesos chilenos era o suficiente para pagar uma noite, mais um lanche simples hoje e amanhã cedo. Já tinham me informado que a hospedagem no Chile era cara, mas não previ que usaria tão pouco o cartão. Pelo menos o posto de combustível aceitava.

Depois de instalado, resolvi passear pela região. Queria ir aos Geisers del Tatio, mas a estrada era de cascalho e ficavam a mais de 90 km de distância. Teria que ir muito devagar por causa do peso da moto, que não é apropriada para este tipo de terreno. E era tarde. Tive que desistir. Peguei uma outra estrada que levava a algumas ruínas históricas. Só que no meio do caminho tinha um rio. De águas transparentes. Não dava para atravessar de moto. Subi numa montanha ao lado e contemplei o vale que ficava lá embaixo.

Depois fui ao Valle de la Luna. Um visual fantástico que lembra o que no imaginário seria a superfície da lua.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar este artigo.

Deixar seu comentário

  1. Postando comentários como visitante. Cadastrar ou login na sua conta.
0 Caracteres
Anexos (0 / 3)
Compartilhar sua localização

CADASTRE-SE PARA RECEBER AS VIAGENS PUBLICADAS

Você poderá sair da lista de e-mail a qualquer tempo.

Livros sobre viagens pela América do Sul e Himalaia

Mais viagens pelo Chile

Expedição Altos Andes

Uma viagem que seis gaúchos estão empreendendo neste momento em quatro motos Honda XRE 300, pela...

Lagos Andinos

Um roteiro muito interessante para uma viagem de moto, realizado entre 26 de março a 14 de abril...

San Pedro de Atacama

Caros amigos, realizei um sonho, viajar de moto, subir a Cordilheira dos Andes a 4170 metros de...