Viagem de moto pelo Chile - Deserto do Atacama

Saímos de Calama tarde, já eram mais de 9 horas quando pegamos a rodovia pra valer. Apesar de ser um trecho relativamente curto (660 km) em comparação com o que fizemos nos 3 dias anteriores (média de 800Km), o tempo de viagem foi o mesmo dos trechos mais longos, tudo por conta de vários pare e siga.

Por falar em pare e siga, encontramos um operador muito maluquete: ao nos ver parados na imensa fila, nos encaminhou para a posição de "abre alas". Daí meus amigos, puxou conversa do arco-da-velha, disse que gostaria de conhecer o Brasil, um país muito grande e muitas pessoas. Falou que dos 200 milhões de brasileiros, só queria duas moreninhas baianas. Daí puxou conversa sobre motos, afirmou que era motociclista de aventura também. Na sua última viagem até então, tinha levado um tombo e detonado o tornozelo. O que eu achei engraçado na figura é que ele atendia o rádio e depois voltava correndo para onde estávamos, o rádio tocava outra vez e ele saía aos pulos para atender, depois voltava. Foi assim por mais de uma hora, o tempo que ficamos nesse pare e siga.

Comparar o Chile com o Brasil em termos de infra-estrutura é covardia. Praticamente não se anda em rodovias ruins nesse país. Tem obras para todo lado, mas são obras de melhoramento, como duplicação de rodovias, alargamento de outras que ficam em encostas de montanhas, expansão de rede elétrica, gás, telecomunicações, etc.

Nesse trecho fomos parados apenas uma vez pelos Carabineiros de Chile. Apenas conferiram nossas documentações e mandaram seguir em frente. Prá falar a verdade, até agora não tivemos um único problema com policiais em todos os países que passamos, todos que nos interpelaram foram educados e atenciosos.

Pois bem, chegamos a Arica às 7 da noite, ainda com muito sol. Bati a foto de praxe (placa de boas vindas) e fomos procurar hotel. O primeiro que o GPS nos indicou achei caro (R$ 300,00 a diária) e fomos para segundo indicado pelo aparelho. Resultado, um bom hotel pela metade do preço do primeiro. Nos instalamos nele e à noite fomos jantar na Orla.

Depois de assistirmos a um pequeno show com músicos locais, a Elielza sugeriu um Bar e Restaurante dos muitos da Orla. Ao chegar fomos atendidos só por gatinhas de shortinho, fiquei animado, porém fui podado pela madama que disse: "já vai começar..."

Pedimos Pizza, mas antes, educadamente, solicitei à Chica uma sugestão de bebida. Ela nos ofereceu o drink chamado "Sexo em la Playa". A Elielza aceitou e provamos a tal bebida, uma mistura de Vodka, Rum, Laranja, Gelo e Mel. Tava boa, mas preferi a boa e tradicional cerveja.

Depois da Pizza, não passeamos mais, começou a fazer frio e fomos para o Hotel. Nesse momento que estou escrevendo já são 11 horas, vou terminar o diário e VAMOS A LA PLAYA.
Até amanhã.

Saída de Calama para Arica - 09h20min - 660 km - Duração do trecho 10 horas

Combustível: R$ 90,00 (usei gasolina da reserva – vai entrar na contabilidade na hora que reabastecer os baldes)
Alimentação: R$ 150,00
Hospedagem: R$ 150,00
Manutenção: R$ 0,00
Diversos: R$75,00 (pedágios, água, táxi)
Total: R$ 465,00