Toda história tem um começo e, pra ser sincero com vocês, essa viagem de moto até Ouro Preto e São Thomé das Letras originalmente era pra ter sido feita de carro com minha namorada. Porém quis o destino que eu saísse de férias e ela não, e como não queria de maneira alguma passar essas férias enfiado dentro de casa, olhei para minha velha de guerra Bros e pensei comigo mesmo, por que não?

Depois de uma programação e ajustes, no dia 12 de setembro, meu sobrinho Victor, o amigo Wilson e eu saímos de Pará de Minas, região centro-oeste de Minas Gerais, em uma viagem de moto com destino à Serra da Canastra! Nós três em motos Honda - Bros 150cc.

Estava tudo preparado para esta viagem de moto, há muito tempo sonhada. Saí de casa às 9h, deixei minha filha no serviço e às 9h30 entrei na rodovia Anchieta, tendo como destino Delfinópolis (MG), para conhecer a Serra da Canastra.

Levantei cedo naquele domingo, por volta das 6h da manhã. Sem perder tempo, sai de São Sebastião do Paraíso (MG), com destino a Rifaina (SP). Em minha moto, uma Ténéré 250 ano 2011, na qual sempre carrego um baú com itens necessários para um passeio, caso ocorra algum problema.

O objetivo dessa viagem era percorrer com nossas motos algumas das estradas da região norte do estado de Minas Gerais para conhecer cidades, vilas e trechos da Estrada Real e do Vale do Jequitinhonha.

Aproveitei uma folga e resolvi conhecer com minha moto o distrito de Lapinha da Serra, na região da Serra do Cipó. Localizado ao pé do Pico da Lapinha, segundo ponto mais alto da Serra do Cipó, com 1.687 metros de altitude, o pequeno vilarejo faz parte da Área de Preservação Ambiental Morro da Pedreira, possui um visual encantador e único com algumas das mais belas e agradáveis paisagens de Minas Gerais.

Aproveitando o feriado de Corpus Christi de 2017, fizemos essa viagem de moto pelos "Caminhos do Ouro de Minas". Saímos eu e Célia em uma Yamaha Lander 250 X e Ricardo e Theresa em sua Yamaha Ténéré 250.

Quando morava naquelas terras em meio às montanhas das “Minas Geraes”, no século XIX, o geólogo inglês Sir Timothy, responsável pela mineradora que atuava na região, não imaginava que o local, muitos anos depois, se tornaria internacionalmente conhecido. E, com certeza, não lhe passou pela cabeça que ele próprio batizaria um dos maiores museus de arte contemporânea a céu aberto do mundo. Pois quis o tratamento típico da época, e o “mineirês” encurtador de palavras, que Sir Timothy passasse a ser chamado na região de “Sinhô Tim” e, não tardou, “Nhô Tim”.

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