Viagem de moto pelo Himalaia

Pela primeira vez tivemos um "café continental" em um hotel onde pernoitamos. E muito bom. No restaurante do hotel, militares indianos de alta patente, e soldados esperando do lado de fora para levá-los para onde se encontrava a tropa.

Combinamos de passar em um posto para abastecer e saímos do hotel. Nosso plano era tentar chegar à cidade de Ambala nesse dia. Eu seguia à frente e, poucos metros depois de pegar a avenida no sentido sul, vi um posto e parei, mas o Rafael, por causa do trânsito confuso, acabou não vendo que eu entrei no posto e seguiu em frente. Esperei e, como ele não aparecia, segui viagem, parando em todo posto que encontrei pela frente até sair da cidade, sem encontrá-lo.

Até pegar a estrada, não vi nenhuma placa que conseguisse entender e que indicasse que estava indo na direção correta. Parei para perguntar duas vezes, mas as pessoas não entendiam o que eu queria, nem quando eu dizia apenas "Délhi". Mais à frente encontrei um policial e finalmente ele me entendeu e respondeu que eu estava na estrada certa.

Segui sozinho e, cerca de 70 km depois, parei em uma vendinha à beira da estrada para comprar água e vi o Rafael passando, mas ele não me viu. Até vestir a jaqueta e calçar as luvas, ele se distanciou muito.

Cerca de 30 km à frente, depois de uma praça de pedágios, encontrei o Rafael em uma ponte, tirando fotos. Ele disse que quando me perdeu, retornou para o hotel e como eu não apareci, ele resolveu seguir viagem.

Perto da cidade de Phatankot, erramos a estrada e seguimos para uma direção completamente errada. Chegamos a uma cidade chamada Batala (tirei muitas fotos de pessoas daquela cidade), onde paramos para perguntar. Um senhor que pilotava uma moto pequena nos guiou até a saída da cidade. O Rafael ficou desconfiado achando que ele havia nos indicando o caminho errado, uma estrada com muitos buracos (caí numa panela), mas depois vimos que as orientações do senhor de Batala estavam corretas.

Próximo à cidade de Ludhiana, o calor estava tão forte que falei para o Rafael que não conseguiria mais seguir viagem, estava quase dormindo sobre a moto por causa do desgaste. paramos em um dhaba (lanchonete) e depois saímos para procurar hotel. Passamos por vários, muito ruins, sujos e caros. Até que resolvemos ficar em um um pouco melhor. Só trocaram a roupa de cama depois que eu insisti muito, mesmo assim a que veio não parecia muito limpa. O banheiro estava imundo e não havia ducha para banho, apenas uma torneira com canequinha.

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar este artigo.

Deixar seu comentário

  1. Postando comentários como visitante. Cadastrar ou login na sua conta.
0 Caracteres
Anexos (0 / 3)
Compartilhar sua localização

CADASTRE-SE PARA RECEBER AS VIAGENS PUBLICADAS

Você poderá sair da lista de e-mail a qualquer tempo.

Livros sobre viagens pela América do Sul e Himalaia

Mais viagens pelo Mundo

Pelos desertos de fogo e gelo

Desde 1991, o geógrafo, motociclista, aventureiro e especialista em desertos Michael Martin usa os...

21 estradas incríveis do mundo para percorrer de moto

Para quem gosta de um desafio, listamos algumas das estradas mais incríveis do mundo para você...

Motto Slow Travel

Publicitária de formação e marketeira por profissão, trabalhei durantes os últimos 6 anos, de 2005 a...