4º dia – Ollantaytambo – Cuzco

Chegamos em Ollantaytambo e pegamos as motos e seguimos viagem em direção a Cuzco. Seguimos por belos caminhos e passamos pela região onde fica Pisac e o Vale Sagrado dos Incas. O Vale Sagrados fica entre Cuzco e Machu Picchu, a 2.800 metros de altitude, no vale do Rio Urubamba. As terras férteis, a água abundante e o clima agradável fizeram com que os incas escolhessem essa região para estabelecer seus povoados e desenvolver a agricultura. Hoje, além das belas paisagens naturais, quem conhece o Vale Sagrado encontra também incríveis construções que retratam bem o que foi o império inca.

Em resumo, conhecer Pisac e Ollantaytambo leva o viajante a experimentar um pouco do modo de vida da América pré-colombiana, 500 anos no passado.

Após rodarmos por belos caminhos, entramos em Cuzco. Descemos em direção à Plaza de Armas e a chegada nos surpreendeu. As cidade de colonização espanhola possuem sempre a sua Plaza de Armas. Conheço as de Santiago, Madri, Barcelona, Salamanca, porém a de Cuzco me surpreendeu como a mais simpática.

Cuzco possui hoje em torno de 350 mil habitantes, é uma cidade muito alta (com 3400 metros altitude). Seu nome significa “umbigo”, no idioma quíchua. Era o mais importante centro administrativo e cultural do Império Inca. Lendas atribuem a fundação de Cuzco ao Inca Manco Capac no século XI e é conhecida entre os incas como lugar de encontro (“Huacaypata”, no original inca), a praça é o marco de todo o Centro Histórico e concentra as construções mais impactantes de Cuzco e os principais serviços voltados para o visitante, como casas de câmbio, restaurantes e agências de turismo. Ali o colonizador espanhol Francisco Pizarro declarou a conquista da cidade, e o lugar era considerado um importante setor cerimonial.

Ficamos hospedados no Hotel Cosqo, bem ao lado da Plaza das Armas e almoçamos num restaurante próximo. Resolvemos então dar uma caminhada pelos arredores, porém novamente voltei a ser afetado pelo mal da altitude. Minhas pernas pareciam carregar um peso imenso e aliada ao frio e à falta de ar, resolvi retornar ao Hotel.

Todo o grupo saiu à noite para um restaurante típico, porém em virtude de minha condição, permaneci no quarto, onde apreciei um vinho com frios comprados no mercadinho próximo.


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