Nessa localidade dormiram num quarto que deveria ser o hotel dos morcegos. Ágeis, durante toda noite ficaram voando dentro do quarto. E mesmo deixando a janela aberta não iam embora. Se um ou outro saísse, não demorava muito e logo estava de volta (o mesmo morcego ou até outro, porque são todos iguais e não andavam com crachá) pendurando-se na parede bem próximo ao teto, parecendo que se revezavam a fim de brincarem conosco.

Com a pretensão de chegar a Feira de Santana antes do meio-dia, saíram às 7h45, passando por Serrinha às 8h20 e enfrentando estrada enlameada com alguma chuva. Nesse local, com o pouco dinheiro que tinham, compraram pequena quantidade de carne de sol e farinha crua, colocando-as em saco plástico para levarem porque a provisão anterior acabara e nada mais havia para comer.

Às 6h o dia já estava claro e eles prontos para partir. Não precisaram arrumar a bagagem na moto porque, tendo ficado junto a eles durante a noite, no posto Maracanã, estava pronta para iniciar a viagem. Agradeceram ao pessoal do posto pelo pernoite e partiram para Jequié.

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