Viagem de moto pela Cordilheira dos Andes

Como o percurso seria mais curto, programamos nossa saída para às 09:30 horas. Pegamos estrada depois do desayuno e a partir de agora ela nos levaria gradativamente a altitudes menores.

A primeira parada foi no Valle de las Rocas a 4.000 metros de altitude, onde encontramos grandes rochas criadas por lava vulcânica e que com a ação do vento e da areia, foram tomando formas que atiçam a imaginação.

Encontramos uma planta que lembra um grande coral verde incrustado em uma rocha. Segundo o Osvaldo ela deve ter mais de 500 anos, pois seu crescimento é bastante lento. No fim do século XIV esta planta foi quase extinta porque começou a ser usada nas caldeiras dos trens como combustível. Hoje ela é uma espécie protegida pelas leis bolivianas.

Seguimos passando por grandes vales rodeados de montanhas. Nestes vales vivem muitas famílias bolivianas, algumas com o mesmo modo de vida da época do descobrimento do Brasil. Suas casas são normalmente construídas para o nascente e as portas e janelas (estas, quando existem) são muito pequenas para preservar o calor.

Depois conhecemos o Cânion de la Cascada, formado a milhares de anos pela ação de glaciares. Muito bacana o lugar.

Continuamos em direção a Uyuni e chegamos em uma pequena cidade chamada Villa Alota. Muito sossegada, instalada em uma planície cercada de montanhas, uma praça principal onde tem uma igreja, ruas planas dispostas na forma de xadrez, sem calçamento e casas muito simples. Almoçamos em um alojamento lá.

Passamos por uma cidade onde a maioria da população trabalha em uma mina de prata explorada por uma empresa japonesa. A cidade foi relocada a uns 15 anos porque ficava exatamente em cima da prata. A igreja foi demolida e reconstruída pedra a pedra como era originalmente.

Por fim, passamos no Cemitério de Trens, cheio de jovens mochileiros pulando em cima das composições deterioradas pelo tempo. Muito legal.

Chegamos em Uyuni e nos hospedamos no mesmo hotel de quando chegamos na cidade há três dias atrás, o Jardines. Como havia chovido muito forte no dia anterior, a cidade estava sem energia e o hotel só teria luz entre 19 e 23 horas quando seria ligado um gerador. Até lá estaríamos sem banho, depois teríamos água quente, mas a internet permaneceria desligada pois o provedor também estava com problemas. A cidade ficará sem energia até a quarta-feira. Rodamos um pouco pelas ruas do centro e observamos vários estabelecimentos com pequenos geradores ligados na calçada, indicando que o problema com o suprimento de energia é comum por aqui.

Números do dia:

Jantar: R$ 16,16
Hospedagem: R$ 97,81