As sinuosas estradas mineiras e capixabas

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Chegando da última viagem longa que fiz em Julho de 2015, quando conhecemos Bonito no Mato Grosso do Sul, comecei a pensar qual seria a viagem para 2016. Não demorou e decidi que seria para a linda Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais passando depois por Vitória no Espirito Santo e Rio de Janeiro, retornando a Valinhos, se possível fazendo o trecho da estrada Rio-Santos. Minha previsão era ficar três dias em BH e dois em Vitória, totalizando cerca de 2.600 km e nove dias.

Amanheceu com uma chuva mansa e intermitente que começou no início da noite e continuou na manhã seguinte. Pensei um pouco e como tinha que estar em BH na manhã seguinte, quando minha esposa e filha chegariam, o jeito era enfrentar o tempo ruim e começar a jornada. Com o asfalto molhado a velocidade tem que ser diminuída e a atenção tem que ser quadruplicada.

Acordei cedo. O tempo estava bom e com temperatura bem agradável, ao redor de 24 ºC, pelo menos uns 9 ºC acima da temperatura de Valinhos, de onde havia partido no dia anterior. Depois do café e tudo devidamente preparado, segui de Betim para BH. Estava bem próximo e, como planejei, deveria estar no Hotel Mercure Lourdes antes das 9h da manhã, como planejado para aquele dia.

Depois de uma noite bem dormida, estava refeito. Fiz o café da manhã e desci para conferir a bagagem. Vesti as luvas e como estava frio coloquei uma blusa de lã por debaixo do blusão e finalmente o capacete. Quando estava pronto para pegar a estrada, um rapaz que trabalha no Hotel me chamou e pediu que eu voltasse à recepção – sempre um desconforto, desvestir tudo, mas não recusei e retornei à recepção. Então a moça que fez meu check-out me disse que cobrou duas vezes minha estadia. Eu nem me lembrava de que quando fiz a reserva dias antes, já havia autorizado o pagamento. Enfim, ela se desculpou e eu agradeci a honestidade.

Segui o conselho de um amigo capixaba: sai cedinho e peguei a ES-060, conhecida como a Rodovia do Sol, que liga Vitória a Marataízes pela orla. É possível transitar bem pertinho do mar capixaba, uma delícia. Não resistia e acabava parando no alto das muitas pequenas montanhas de onde se vê o mar como se estivesse num camarote. O ponto negativo é que ela é pedagiada e o pedágio está muito caro.