12 mil km de Bros 150 pelo Brasil

Viagem pelo Brasil com uma Bros 150

Viagem de Moto Brasil

Meu Nome é Marcos Vinícius, conhecido com Quithos, sou de Belo Horizonte (MG) e atualmente estou desempregado. No final do ano de 2015 eu resolvi que iria fazer uma grande viagem de moto pelo Brasil e realizei entre março e abril passado. Durante 49 dias eu percorri com uma Honda Bros 150cc (ano 2004, motor OHC) 12 mil quilômetros de estradas de nove estados brasileiros: Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Maranhão.

1º ao 3º dia - Serra do Cabral

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No dia 21 de março, às 5h30, amanhecia e eu já estava de pé. Minha mãe, linda e maravilhosa aos seus 77 anos, me abençoou para o início da viagem. Parti às 6 horas da manhã e às 9h30 já estava na cidade de Augusto de Lima.

4º dia – Janaúba

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Voltei para a estrada em direção ao norte. Pouco depois de passar por Montes Claros (MG), peguei 25 quilômetros de estrada muito ruim, que fez o suporte do baú ter o primeiro problema. Em seguida, um caminhoneiro (não sei se posso chama-lo de caminhoneiro ou irresponsável), fez uma ultrapassagem forçada e eu tive que sair para o acostamento da estrada.

5º dia – Cachoeiras Sete quedas e do Cerrado

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Neste dia fui conhecer as Cachoeiras Sete quedas e do Cerrado. Saí de Janaúba e passei pela cidade de Porteirinha, que eu não recomendo, achei muito perigosa. Mas a cidade de Serranópolis de Minas me surpreendeu.

6º – Januária

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Se for fazer o trajeto desde Verdelândia até Mocambinho, na região de Jaíba, tenha cuidado e não passe à noite. Embora bonito, é perigoso. Para minha sorte, eu percorri os 8 km e cheguei a Itacarambi, onde tem a balsa, às 15h30 e os assaltos e roubos ocorrem a partir das 17 horas até o amanhecer.

7º dia – Noite no mato

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Consertei o suporte da bagagem na parte da manhã e depois segui para Miravânia para conhecer lugares e pessoas do Norte de Minas, tenho muita gratidão àquela região. Foram 30 km de estrada de terra sobre a reserva dos índios e o resto do percurso foi sobre asfalto com boa qualidade.

8º e 9º dias – Gibão

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Após passar a primeira noite da viagem no mato, segui para o gibão. Seriam 90 km de estrada de terra, que pelos meus cálculos eu gastaria 4 horas para chegar, visto que 90 km pelo asfalto, eu gasto em média uma hora e meia. Mas me ferrei na estrada, ou melhor, ganhei mais experiência de dar medo e prazer.

Do 10º ao 14º dia - Pitarana e Correntina

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Graças ao Senhor que conheci em Januária e à família do Gibão, fiz este trajeto que foi a cereja do bolo da viagem. Fui de Pitarana até Correntina, sem precisar pagar pousadas e conheci rios de lindos, preservados e fiquei maravilhado.

15º dia - Pandeiros

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Não paguei para fazer o Pantanal de Pandeiros, mas conheci as cachoeiras e a nascente do rio Pandeiros e acampei na beira do rio.

16º dia - Chapada Gaúcha

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Após conhecer mais uma nascente, a do rio Pandeiros, no caminho entre Pandeiros e a Chapada Gaúcha conheci o Rio Pardo e o seu Sumidouro. Foram 140 km de estrada de terra. Nossa! Ter que andar devagar é dolorido. Das 7 até às 18 horas eu andei a 30 km/h na estrada de terra e tive problema com os suportes do baú e do alforje novamente.

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