De Valinhos a Bonito

Com uma Yamaha MidNight Star 950 e uma BMW GS 1200, dois amigos, Osmar e Virgílio, fizeram uma viagem de sete dias de Valinhos (SP) até a cidade de Bonito (MS)

Viagem de moto de Valinhos a Bonito

Essa nossa viagem durou sete dias no total, sendo quatro na estrada (dois de ida e dois de volta) e três dias em Bonito (MS). Fomos em duas motos, Osmar com a Yamaha MidNight Star 950 e Virgílio com a BMW GS 1200.

1º dia – Valinhos a Três Lagoas

Aproveitamos o feriado paulista de 9 de Julho, que ocorreu numa quinta-feira e partimos logo cedo, eram 7h15. Virgilio e eu já nos conhecemos no modo de pilotar, no posicionamento de cada um na estrada, etc. e temos como característica imprimir um ritmo bom logo pela manhã, sempre respeitando os limites da estrada. Fazemos isto pois nunca sabemos como serão os desafios do dia, se teremos um transito mais pesado e ou mesmo algum obstáculo imposto pela estrada, quer seja pela sua qualidade, um eventual acidente ou, ainda, alguma morosidade por conta de serviços que, eventualmente, são realizados.

2º dia – Três Lagoas a Bonito

Mesmo tendo um percurso de cerca de 600 km, enfrentaríamos rodovias diferentes daquelas pelas quais passamos na véspera durante nossa viagem de moto até Bonito. Estas rodovias no Mato Grosso do Sul são basicamente com pista simples e com transito de muitos caminhões, o que torna o percurso mais complexo e demorado.

3º dia - Bonito

Neste dia levantamos cedo e fomos fazer a famosa “flutuação” na cidade de Bonito. Escolhemos fazê-la na Nascente Azul, que fica numa fazenda. Passeio maravilhoso. Percorremos um trecho de mata ciliar aonde vimos tatu bola e muita mata, cachoeiras e ao final pudemos nadar ao lado dos peixes e ver toda a riqueza daquela nascente, que depois será um afluente do Rio Formoso.

4º dia - Bonito

Neste dia optamos por conhecer as grutas de São Miguel e do Lago Azul. A Gruta de São Miguel fica no Parque Ecológico Vale Anhumas. Chegamos bem cedo, acho que 20 minutos antes do horário marcado, e éramos da primeira turma do dia. Isto nos favoreceu muito, pois enquanto esperávamos, pudemos ver 5 lindas araras vermelhas voarem até o local para fazer a alimentação da manhã. Os proprietários da fazenda têm colocado sementes num local próximo à recepção e alguns dias da semana um grupo de araras vêm se alimentar logo pela manhã e foi o que de fato ocorreu. Pudemos ver estas aves ainda em estado selvagem, se aproximarem pouco a pouco, de árvore em árvore, para certificarem-se de que nenhum perigo as esperava. Quando uma delas sentiu-se segura, ela voou de uma árvore até o chão onde estava o cocho com o alimento.. Todos ficamos inertes e em silêncio e, na sequência, uma a uma foi pousando lentamente no local.

5º dia - Bonito

Seria nosso último dia em Bonito. O passeio que escolhemos para esse dia foi conhecer as cachoeiras, então optamos pelo Parque das Cachoeiras.

O passeio começa com uma caminhada por um a trilha ecológica em mata ciliar totalmente preservada, observando a fauna e flora local, com contemplação, banho e tirolesa no Rio Mimoso em suas 7 cachoeiras. Foi uma manhã muito bem aproveitada, pois o banho nas cachoeiras é algo mágico e rejuvenescedor. Eu não imaginava que faria a tirolesa e fiz, é muito bom.

6º dia – Bonito a Presidente Epitácio

Apesar da distância a ser percorrida nesse dia não ser muito elevada, 550 km, as condições da estrada e o fato dela ser pista de mão dupla, nos dizia que o percurso seria feito em cerca de 7 horas e meia, então quando iniciamos o café da manhã ainda estava escuro. Saímos exatamente quando o dia começava a despontar e imprimimos um ritmo forte.

7º dia – Presidente Epitácio a Valinhos

Logo cedo já estávamos na Rodovia Raposo Tavares, que por sinal está muito ruim de Presidente Epitácio até Presidente Prudente. Uma quantidade enorme de remendos mal feitos. Foram 95 km de solavancos incríveis. Eu diria que este trecho mais parece uma rodovia de terra batida, porém, sem a poeira que temos nas estradas asfaltadas e os quase 100 km foram fortemente sentidos por mim na custom. Mesmo assim, imprimimos a velocidade que a estrada permitia e seguimos adiante.

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