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De Lisboa a Veneza

Lisboa

Que tal fazer uma viagem de moto pela Europa, conhecendo de uma só vez cinco países e algumas das mais belas paisagens do velho continente? Então vamos apresentar para você uma sugestão de roteiro que vai te deixar com água na boca e sonhando em ir logo para a estrada.

Para quem deseja viajar de moto pela Europa, Lisboa oferece muitas vantagens além da língua: vôos sem escala de várias cidades do Brasil (Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Recife, Fortaleza), muita história, cultura, gastronomia, preço razoável para hospedagem, alimentação e aluguel da moto, belas paisagens, a receptividade dos portugueses e um mundo de belas cidades para descobrir a partir de lá.

Uma das cidades mais belas e românticas da Europa (quem sabe até, do mundo) é Veneza, na Itália. Esse é um destino que pode parecer um sonho para muitos, mas fazer uma viagem de moto entre Lisboa e Veneza é perfeitamente possível.

Como é óbvio, esta não é uma viagem para se fazer diretamente, sem paradas, pois são cerca de 2500 quilômetros de estradas separando as duas cidades. Muitos roteiros poderiam ser traçados, mas vamos te sugerir um bem legal.

A primeira providência é reservar uma moto com antecedência. Não deixe para alugar quando chegar lá, pois correrá o risco de não encontrar e jogar por terra seus planos. Abaixo, relacionamos algumas empresas que prestam este serviço em Lisboa. Entre nos sites, escolha o modelo que deseja e faça uma comparação de preços. Algumas pedem um depósito em garantia que pode ser feito por cartão de crédito. Certifique-se, antes de fechar negócio, de que eles lhe fornecerão uma moto com autorização para percorrer estradas de outros países da Europa.

Escolhida a moto, pegue o avião, pouse no aeroporto da Portela, pegue a moto e vá para estrada.

No primeiro dia, para se acostumar com a moto e com as estradas, recomendamos fazer um roteiro mais curto. Mas não deixe de, se possível, visitar algumas cidades pelo caminho, como Évora em Portugal, distante 134 km de Lisboa. Aproveite para tirar algumas fotos e abastecer a moto. A próxima parada pode ser em Mérida na Espanha, onde você pode fazer um lanche, andar um pouco na região romana e abastecer a moto. Você pode pernoitar em Ciudad Real, na Espanha, percorrendo um total de 531 km.

Ciudad Real

Aproveite para conhecer um pouco da história desta cidade (www.ciudadreal.es). As principais atrações são o conjunto histórico-artístico formado pelas três igrejas (de Santiago - século XIII, Catedral de N. Sra. del Prado - século XVI e Iglesia de San Pedro - século XIV), o antigo cassino e os museus.

No segundo dia vamos seguir até Barcelona. Quando tiver percorrido cerca de 150 km, procure um posto de serviço para completar o tanque. Provavelmente você terá que entrar em alguma pequena cidade às margens da rodovia.

Faça uma parada para lanche, descanso, abastecimento e fotos em Valência, la ciudad de las flores. Procure algumas das praças e jardins da cidade para apreciar, como o Jardim de Túria.

Valência

Se não estiver atrasado em seu cronograma, a partir de agora procure utilizar uma estrada secundária que te permita percorrer a costa do Mediterrâneo. São asfaltadas, sinalizadas e seguras, mas não é possível desenvolver grandes velocidades nelas. Se estiver atrasado vai ter que utilizar a auto estrada e perder algumas belas paisagens.

Nas pequenas cidades ao longo da estrada você não vai ter problema para abastecer o tanque da moto. Aproveite cada parada para relaxar um pouco, fazer um alongamento e conversar com as pessoas. Neste dia você vai percorre um total de 700 km.

Barcelona é a capital da Catalunha e a maior cidade da Europa na costa do Mediterrâneo. Além do time famoso de futebol, a cidade oferece ao visitante a possibilidade de percorrer a pé desde as ruínas romanas e a cidade medieval até os bairros do modernismo catalão, com seus edifícios característicos, suas ruas arborizadas e suas largas avenidas. É uma cidade cosmopolita com muito movimento, onde se pode respirar arte e história misturadas com a moderna arquitetura europeia. Aí você poderá encontrar pessoas de várias nacionalidades, etnias e classes sociais, que se relacionam entre si de forma harmoniosa. Chegando na cidade, aproveite para descansar um pouco da longa viagem que percorreu e depois vá até la Rambla, um dos locais mais frequentados da cidade, situado entre a Plaza de Catalunya e o antigo porto de Barcelona. Uma rua lateral vai conduzi-lo até à Plaza Real, onde você pode passear entre as palmeiras e comer e beber numa das cervejarias e restaurantes que alí existem. Junto ao antigo porto de Barcelona, você pode ver o Monumento a Colombo, onde existe a imagem desse navegador apontando para o mar. A noite em Barcelona é agradável e convidativa, mas tente não ir dormir tarde para poder descansar o suficiente e continuar viagem no dia seguinte.

Barcelona

Terceiro dia de viagem, vamos entrar na França. De volta à estrada, uma excelente solução será continuar por estradas secundárias, que lhe proporcionarão belas descobertas pelo caminho. Esta viagem por estradas secundárias deve ser feita em ritmo de passeio para que você possa desfrutar da paisagem.

A partir de certa altura, você deixará de ter noção se ainda está na Espanha ou se já está na França pois os nomes das vilas por onde se passa começam a ser uma mistura de espanhol com francês. Ainda assim, não se engane! Você apenas estará na França quando se deparar com a Fronteira Francesa, que fica incrustrada entre duas serras.

Após passar a fronteira, volte a pegar a estrada que vai dar à costa, de modo a fazer novamente uma grande parte da viagem junto ao mar. A costa marítima francesa é belíssima e o uso da máquina fotográfica é inevitável.

Côte D'Azur

Pare a cada 200 km aproximadamente para lanchar, abastecer a moto, relaxar e fazer alongamento. Você não terá dificuldade para encontrar belos locais para estas paradas. Neste dia você vai percorrer 674 km até chegar em Saint-Tropez, o próximo local que sugerimos para pernoite. Se possível, aproveite para jantar no hotel mesmo e depois ir descansar, de modo a poder levantar-se cedo no dia seguinte. E lembre-se que estará dormindo na famosa Côte D'azur.

No dia seguinte cedo, comece o dia provando os verdadeiros croissants franceses junto à piscina. Esse é um lanche que você não pode perder! Após isso, arrume novamente as suas malas para voltar à estrada e aproveite para ir até à famosa marina de Saint-Tropez e para conhecer a vila.

Saint Tropez

Apesar de a origem da Vila de Saint-Tropez ser a de uma pequena vila de pescadores, ao longo dos anos ela foi-se tornando num dos destinos de verão preferidos das pessoas de classes mais abastadas. Ganhou fama a tal ponto que, atualmente, é um dos locais franceses que mais jovens milionários e estrelas de Hollywood procuram, principalmente durante os meses quentes.

O expoente máximo da sua visita a Saint-Tropez é o seu pequeno porto completamente cheio de iates e veleiros, em volta dos quais você poderá observar pequenos edifícios charmosos e também cafés e esplanadas viradas para o porto.

Chegando ao porto de Saint-Tropez, procure estacionar a sua moto para dar inicio a um belíssimo percurso pedestre, de máquina fotográfica em punho. Se você tiver chegado bem cedo, como sugerimos, você irá sentir-se como se fizesse parte do início do dia na vila.

Você poderá observar os donos dos bares e dos cafés e também os lojistas, abrirem preguiçosamente as portas das suas lojas. Também os artistas de rua começam a montar as suas bancas e a expor os seus belos quadros com a temática óbvia: o mar, o campo e a natureza. É já ao final da manhã que a vila finalmente acorda e passa a haver movimento por todo o lado. Se a viagem for feita no Verão, à hora do almoço você já terá uma temperatura por volta dos 30ºC.

Mas não vamos nos demorar muito. Depois de ter desfrutado deste belíssimo local plantado à beira-mar, chega o momento de você ir novamente para a estrada e rumar à próxima parada: Pisa, em Itália. Mas você terá ainda muito para ver ao longo da estrada até lá.

A viagem junto à costa é muito agradável, e você poderá passar por locais como Cannes e Monte Carlo, seguindo ao longo da Riviera Francesa em direção a Antibes, até entrar finalmente na Itália. No entanto, é bastante provável que você se depare com um trânsito caótico.

Você entrará na Itália com um cenário magnífico, junto à costa, com montanhas escarpadas à esquerda, e à direita, bem mais abaixo, você verá um mar de cor azul, claro e transparente. Chegando a Sanremo, entre na autoestrada em direção à Toscana, até que, por volta das 18h você deverá começar a ver as placas que apontam a direção para Pisa.

Você deverá chegar a Pisa já ao final da tarde. Aí, a cada momento, os pequenos pormenores vão saltar-lhe à vista. Entre outras coisas, observe a grande diversidade de scooters das mais variadas cores e modelos. Você ficará impressionado com tamanha diversidade.

Pisa

No entanto, o mais importante monumento de Pisa é mesmo a sua famosa Torre inclinada. A chegada a Pisa ao fim da tarde permitirá que você visite esta cidade ainda no mesmo dia. Você encontrará a região da famosa Torre inclinada de Pisa completamente apinhada de turistas. Aí, você encontrará pessoas de diversas culturas e das mais variadas línguas, inclusive brasileiros aos montes. Todos estão de máquina em punho, registando o momento, e não faltam os turistas que param para tirar uma fotografia em que parecem estar a segurar a famosa torre para esta não cair. Todas as pessoas estão alegres e é pouco o ruído envolvente neste ambiente de descontração.

A torre de Pisa com uma altura de 58,5 metros é não só um dos mais famosos cartões-postais da Itália, mas também uma das atrações turísticas mais conhecidas de todo o mundo. O objetivo da sua construção durante o século XII foi o de abrigar o sino da catedral da cidade de Pisa. No entanto, quando os primeiros três andares da Torre estavam prontos, começou a notar-se uma ligeira inclinação.... O problema: a torre tinha sido construída em um terreno arenoso, e em cima de um lençol de água. Já no século XX, em 1990, um grupo de engenheiros chegou à conclusão que ela corria o perigo de cair de vez, sendo que esta chegou a ter já uma inclinação de 4,5 metros em relação ao seu eixo original. A torre foi então restaurada, tendo a sua inclinação sido corrigida em apenas 45 centímetros, estando hoje novamente em funcionamento.

Após uma visita à torre, aproveite para jantar numa das muitas esplanadas existentes, e comer uma verdadeira Pizza, num restaurante típico italiano. Não se decepcione se achar que a pizza brasileira é mais gostosa. À noite, dirija-se ao hotel. Aconselhamos que procure um hotel em Florença, a 120km, naquela que é uma das mais belas cidades do mundo. Partindo de Pisa por volta das 21h, você estará em Florença por volta das 22h. No entanto, quando você reservar um hotel na Itália, se pretende algo com qualidade, então tem que reservar um hotel de 5 estrelas. Só para que tenha uma ideia, uma pensão em Portugal ou uma hostel na Espanha tem mais qualidade que um hotel 3 estrelas na Itália, além de ser mais barato. No entanto, visto que você chegará tarde e cansado a Florença, talvez não seja assim tão grave.

Ponte Vecchio

No dia seguinte, procure levantar-se por volta das 8h, tome o seu café e vá de moto até à Ponte Vecchio (Ponte Velha), a partir de onde poderá começar a sua visita pela cidade.

Ao fazer o percurso de moto por Florença e até chegar à Ponte Vecchio, a sua curiosidade será constantemente aguçada. Poderá ver, por exemplo, que em Florença há ainda mais pessoas passeando de bicicleta do que de moto, dando assim um ar descontraído à cidade.

Chegando à Ponte Vecchio, você encontrará um pequeno largo onde poderá estacionar a sua moto. Talvez você possa sentar-se numa das várias esplanadas que por aí existem e tomar um café matinal, antes de dar início à caminhada. A cidade de Florença, o berço do Renascimento italiano, é considerada uma das mais belas cidades do mundo. É aí que, sobre as calmas águas do Rio Arno, podemos encontrar a Ponte Vecchio.

Florença

A Ponte Vecchio é uma ponte medieval em arco que abriga, ao longo do seu tabuleiro, uma série de ourivesarias e joalharias. Esta ponte sempre foi ocupada por diversos mercadores que exibiam as suas mercadorias em cima das suas bancas. No interior do tabuleiro, você perderá a noção de que se encontra numa ponte, parecendo que está passeando sobre uma rua normal. Esse é um local que o deixará maravilhado, não só por ter a noção de que está num local repleto de histórias perdidas no tempo, mas também pela quantidade de cheiros e sons que lhe despertarão os sentidos.

Chegando à outra margem do rio, você encontrará uma cidade cheia de pormenores interessantes. Você observará um movimento incomum de bicicletas e trabalhadores, muito semelhante à hora de pico nas ruas de qualquer cidade, mas sem carros.

Mas Florença não é só a Ponte Vecchio... longe disso! Há muito mais para ver nesta bela cidade. Depois de visitar a Ponte Vecchio, aproveite para caminhar ao longo das pitorescas ruas da cidade até chegar a uma das mais animadas praças da cidade: a Piazza Della Repubblica, onde você pode encontrar uma grande variedade de cafés e pastelarias.

Continuando por algumas outras ruas estreitas, você chegará à Piazza di San Giovanni, uma praça muito mais requintada onde você poderá visitar e fotografar a notável catedral da Arquidiocese de Florença, a Basílica di Santa Maria del Fiore.

Florença

Seguindo por outra rua estreita, você irá encontrar a Piazza della Signoria onde, entre outros monumentos, você poderá observar o Palazzo Vecchio e réplicas de algumas das estátuas mais famosas do mundo, entre as quais David, de Miguel Ângelo. É aí também que se encontra a belíssima Fontana di Nettuno, onde você pode ver a representação do rei do mar, rodeado de ninfas, e onde são comemoradas as vitórias navais toscanas.

E muitos mais há para ver, até que se comece a aproximar a hora do almoço (quando você deve regressar ao outro lado do rio). Para poupar tempo, talvez seja uma boa ideia almoçar num dos cafés que se encontram no pequeno largo, junto ao qual você deixou a sua moto.

Pela frente, nessa tarde, você terá 148km até chegar a Ravenna onde poderá visitar as suas belas praias e depois, mais 150 km até Veneza onde deverá dormir. Florença é tão bela que você perderá a noção do tempo, de modo que é muito provável que você saia da cidade já próximo das 15 ou 16 horas.

Depois de uma longa visita à belíssima Florença, chegou a hora de continuar a sua viagem. Siga o seu caminho junto ao rio Arno, em direção à outra costa italiana, que é banhada pelo mar Adriático, para assim poder passar pelas praias de Ravenna, que ficam a 140 km de Florença.

parco-foreste-casentinesi

Não tenha pressa em percorrer essa distância. Continue andando de forma descontraída e vá usufruindo da bonita paisagem que a viagem lhe oferece. Assim, faça a viagem pela estrada nacional que segue o percurso do rio, na sua margem esquerda (ou seja, o rio fica à sua direita). Você percorrerá as estradas de Lungarno Cristoforo Colombo, Aldo Moro e Enrico de Nicola, entre outras. Verá também placas indicando sucessivas vilas, tais como Pontassieve, Rufina, Galardo, etc...

À medida que você percorre estas estradas e passa por estas vilas, sentirá vontade de parar em todas, já que todas elas são muito convidativas. Mas, não se desvie do seu objectivo: Ravenna.

Seguindo viagem, você notará que pouco a pouco começará a perder o rio de vista e começará a ganhar altitude. Isso indica que estará entrando no "Parco Nazionale delle Foreste Casentinesi Monte Falterona Campigna", que acaba por atravessar o interior da Itália. Aí sim, talvez esteja na hora de parar um pouco para tomar um café.

Viajando durante o Verão, no alto da montanha, você deverá encontrar temperaturas por volta dos 30º C. Se a isso você juntar quilômetros e quilômetros sempre a subir, a uma velocidade de cruzeiro, com certeza sentirá muita sede. Assim, talvez seja bom parar num dos cafés que vai encontrando ao longo da estrada, beber alguma coisa e desfrutar de uma boa sombra durante um pouco de tempo.

Ravenna

No entanto, você não deverá ficar muito tempo parado, para que possa continuar e viajar em velocidade de cruzeiro e desfrutar da paisagem e, mesmo assim, chegar a Ravenna ainda de dia, com o sol brilhando.

Ao longo do caminho, você irá com toda a certeza encontrar vários companheiros de duas rodas, a maioria deles em Ducatis reluzentes, que vão acenando ao passar.

Quando você tiver descido a serra, então encontrará uma estrada em linha reta que o levará direto ao seu próximo local de parada, Ravenna.

A passagem por Ravenna tem como único objetivo parar para olhar o mar e molhar os pés nas águas quentes do mar Adriático, um braço lateral do mar Mediterrâneo. Depois de passar um bom bocado na praia, aproveite para jantar em Ravenna.

Depois, já de barriga cheia e com o sol a pôr-se no horizonte, estará na hora de arrancar para a última etapa da sua viagem até Veneza. O objetivo é fazer a viagem de modo a conseguir chegar ao hotel por volta das 22h. Aproveite para fazer o Chek-in, arrumar as suas coisas e dormir bem, pois o próximo dia será longo.

Veneza

No dia seguinte, levante-se bem cedo de modo a poder aproveitar o dia ao máximo. Convêm também que você tenha tudo bem programado, inclusive a hora de partida ao fim do dia para iniciar a sua viagem. Tente estar fora do hotel, já com o café tomado, por volta das 8h30.

Para poupar o pagamento de estacionamento, é aconselhável que deixe a sua moto a cerca de 300 metros da praça de entrada na cidade, junto à capitania do porto de Veneza, onde não faltam lugares de estacionamento gratuito para motos.

Inicialmente, talvez você estranhe a sujidade e a confusão, mas depois acabará por se acostumar. Provavelmente, você irá perceber que já entrou em Veneza quando subir a Ponte della Constituizone. Aí você verá centenas de turistas de máquina fotográfica em punho, entrando e saindo, a pé ou de barco.

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Continue a caminhar até uma nova ponte grande, a Degli Scalzi. É só a partir desse momento que você começará a ter noção daquilo que o espera.

O primeiro aspeto interessante que poderá observar é a ausência de barulho. Você ouvirá alguns sons, mas é tudo muito silencioso… Tão silencioso que você chegará a estranhar a ausência do barulho dos carros, das buzinas, etc… O silêncio é tal que quase dá para ouvir as máquinas fotográficas dos turistas disparando.

Também as sensações visuais são bastante interessantes. Além do silêncio quase ensurdecedor de Veneza, há muitas outras coisas que fazem desta uma cidade sem igual. Ao longo das ruas, você verá um grandes grupos de pessoas. Logo no início da manhã, ainda com algumas lojas abrindo, as multidões tomaram conta de tudo. Tanto as ruelas como as praças estão apinhadas de gente.

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O movimento é tal que, se não fosse a desorganização dos movimentos (afinal, as pessoas não têm setas, nem andam só pela direita ou pela esquerda), parece que você se encontra na estrada de uma cidade dos Estados Unidos em hora de ponta.

Mas, você logo se habituará a isso. Mas estranhará outras coisas… Tão depressa se vêem edifícios belíssimos como edifícios muito feios, encontrando-se a grande maioria em obras. No final, você concluirá que tudo isso é o reflexo de um grande esforço que existe para se salvar um dos locais mais românticos e famosos do mundo.

Aos poucos a estranheza vai passando e você começará a habituar-se e até a gostar de tamanha confusão silenciosa. E ao final do dia, quando começa a chegar a hora de partir novamente, você estará tão fascinado por este lugar (as suas gôndolas, as praças românticas e os edifícios belíssimos) que não quererá partir.

No final você chegará à mesma conclusão que todas as outras pessoas que por aí passam: “A beleza de Veneza é única e surreal!”

E assim terminamos este roteiro de viagem entre Lisboa e Veneza. Você pode se perguntar porque não fizemos um novo roteiro de regresso, mas o melhor é deixar o resto por sua conta.

Adaptação do ViagemdeMoto.com para roteiro publicado no blog 2rodasaventura.com

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