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Viagem Solitária de Ténéré 250

Viagem de moto pela América do Sul

Como seria uma viagem solitária, ela começou bem antes, com um bom planejamento e preparo psicológico. Eu queria estar preparado para todas as adversidades que poderia encontrar nos locais que iria visitar e danos que a moto pudesse sofrer no percurso.

Levei no baú da minha moto um kit de manutenção de pneus e reparos elétricos para o caso de ter algum problema nessa área. Também tinha corda, rede para dormir, lonas para montar um abrigo caso eu ficasse na rua e um kit de sobrevivência, caso eu me visse em uma situação perigosa. Mas não usei nada disso, pois a viagem foi exatamente como planejei, sem imprevistos.

Viagem de moto pela América do Sul

Saí bem cedo, às 5h30 da manhã, para continuar minha viagem de moto. Passei pela aduana argentina com muita tranquilidade, pois com passaporte é mais fácil que se eu fosse com o RG. Se tivesse só o RG eu teria que ficar preenchendo papel, mas com o passaporte foi só carimbar e pegar a autorização da moto para rodar na argentina.

Viagem de moto pela América do Sul

Neste dia acordei cedo e às 5h30min já estava na estrada para enfrentar retas intermináveis dessa minha viagem de moto pelo norte da Argentina.

Quando vi que teria problemas com a mão por manter acelerado o manete por muito tempo eu improvisei um piloto automático, nunca pensei que precisaria, mas para fazer esta viagem foi extremamente útil.

Viagem de moto pela América do Sul

Este dia foi divertido, acordei às 5h da manhã e já enfrentei chuva em Jujuy, mas ao chegar no pé da Cordilheira dos Andes, a chuva já se tornou rara.

Saí da ruta 9 e entrei na 52 para atravessar o Paso Jama. Passei por Purmamarca e visitei a cidade, mas estava muito cedo e as pessoas ainda estavam começando a acordar.

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Paguei por um passeio ao Gêiser del Tatio que me custou P$ 16.000,00 + 5.000,00 de taxa do parque. Me arrependi de ter ido, pois o passeio demora muito apesar de sair as 4 horas da manhã. No gêiser é possível ir de moto a qualquer hora, mas eu não iria mesmo se soubesse, pois são 90 Km de rípio até lá a uma altitude de 4.300 metros. A temperatura estava em -12cº. Alguns turistas ficaram com o nariz sangrando devido ao aumento da pressão sanguínea. Tinha uma piscina lá e não se recomenda molhar o cabelo, pois se sair no frio que estava ele congela em alguns segundos.

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Saí bem cedo, às 5 horas e segui pela ruta 9. Abasteci em Tilcara, a ultima cidade da argentina que faz fronteira com Villazon na Bolívia.

A aduana é uma bagunça e um aduaneiro boliviano foi muito mal educado comigo. Ele surtou porque está acostumado e lidar com RG e sem ver o que eu tinha na mão ficou me mandando preencher um formulário. Quando eu disse que tinha passaporte ele aloprou e me peitou. Outro cara me atendeu e pela primeira vez perguntaram sobre o seguro da moto. Eu tinha a carta verde, mas lá não vale e o seguro de lá é emitido somente em La Paz. Eu disse que faria o seguro em La Paz e ele embaçou e tirou o decalque da moto. Nunca tinha visto isso, um imbecil, mas me liberou.

Viagem de moto pela América do Sul

Saí do hotel achando que eram 5 horas da manhã, mas eram 4 horas. O fuso horário na Bolívia é uma hora a menos.

Paguei o pedágio ate Uyuni e a estrada é um tapete. Fui bem atento, pois haviam muitos animais na pista. Quando cheguei a Uyuni eram 7h40min no meu relógio. Empolgado, fui direto para o Salar onde eu sabia que a entrada não é em Uyuni e sim em Colchani, 13 Km ao norte de Uyuni.

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Minha ideia inicial era chegar à aduana boliviana e ganhar tempo até chegar ao hotel em Roque Saenz Peña. Passei por todos os trâmites, mas quando fui dar entrada da moto na Argentina uma aduaneira que devia estar com algum problema, não quis me atender e já eram 6h12min da manhã. Ela disse que outro iria atender, mas que chegaria às 9 horas. Acreditem, eu estava preso na aduana por má vontade dessa infeliz. Mas eis que surgiu um argentino e me liberou em 15 minutos. Perdi 40 minutos preciosos na aduana, e olha que eu estava sozinho lá, eles não estavam atendendo ninguém, só tinha eu e minha moto.

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Para finalizar... cheguei em casa sem ter um pneu furado ou problemas na moto. Fui com R$ 1600,00 convertidos em dólares e pesos e voltei com U$ 220,00 na carteira, mas gastei no cartão de credito uns R$ 500,00, ou seja, o dinheiro que levei foi o suficiente para a viagem.

Levei roupa demais e coisas que não usei como camisas e muitas blusas. Peso extra e sem necessidade.

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