Deserto do Atacama

Entre fevereiro e março de 2017, três motociclistas de Belo Horizonte, Gustavo Prata, Natália Ribeiro e Renato Santana, realizaram uma viagem de moto até o Deserto do Atacama no Chile, passando ainda por Mendoza e Foz do Iguaçu.

Viagem de moto até o Deserto do Atacama

Viajar em uma motocicleta sempre me fascinou. Algumas coisas na vida a gente simplesmente se apaixona e não sabe exatamente o porquê. Desde que tirei minha licença, em 2004, talvez até um pouco antes, quando ainda com menos de 18 anos, pedia recorrentemente a meu primo Alex as primeiras aulas informais.

1º dia - Belo Horizonte - Araraquara

Saímos de Betim às 7h30 da manhã, com comissão de despedida do nosso grande moto clube Dragões das Gerais MC. Estiveram presentes: Presidente Oliveiro, Comte. Hermes e Leda (nossos padrinhos), Comte. Alexandre Agostinho, Comte. Fernando Porto e os pais da Nat.

2º dia - Araraquara - Imbituva

Saímos de Araraquara com tempo nublado para continuar nossa viagem de moto. A partir de Jaú, o sol saiu de com força e fez muito calor durante o dia inteiro, sem nenhuma gota de chuva.

3º dia - Imbituva - Dionisio Cerqueira

Acordamos às 6h e a primeira tarefa do dia foi cuidar da cavalaria, que tinha deixado de fazer no dia anterior. Segundo ensinamento militar do Coronel Santana, antes de você, cuide dos seus cavalos. Após lubrificar as correntes da moto, tomamos café e preparamos a partida.

4º dia - Dionisio Cerqueira - Posadas

Levantamos tranquilos, tomamos o café sem pressa e depois iniciamos a nossa viagem de moto. A imigração foi tranquila, fizemos câmbio a 5 pesos por 1 real e sentamos o pau nas máquinas. A primeira rodovia da Argentina que passamos, sob um céu de brigadeiro e sol de nordestino, foi a ruta 17 até Eldorado.

5º dia - Posadas - Roque Saenz Peña

Acordamos cedo para fugir da chuva e saímos com as botas molhadas do dia anterior. A viagem foi tranquila até Corrientes, mas perdemos 2 horas na cidade procurando o adaptador de tomada argentino, que também não achamos. Então, Santana prometeu resolver com uma gambiarra de padrão internacional.

6º dia - Roque Saenz Peña - Chaco - San Salvador de Jujuy

Pensa numa reta grande e uma curvinha, agora pensa uma reta maior, depois outra curvinha suave, depois outra reeeeeta e lá vai 4 horas. Pensa em sol forte! Muuuito forte! Pensa num calor forte! Muito forte! Agora pensa na reta, no calor e no sol. Foi a melhor definição que encontrei para o trecho entre Roque Saenz Peña e Jujuy. Depois de quase 8 horas deste jeito, chegamos bem, mas muito cansados. O final foi gratificante.

7º dia - San Salvador de Jujuy - San Pedro de Atacama

Saímos às 8h de Jujuy e paramos em Purmamarca para compras básicas da Nat! Aí começou a verdadeira subida. No Chaco, muita reta. Aqui, muita curva e muuuuita curva em subida. Só quem passou por aqui sabe como é.

10º dia - San Pedro de Atacama - Antofagasta

O dia anterior foi de bastante aventura pelo Deserto do Atacama. Santana fez o passeio até o Salar de Tara. Nat e eu fomos pela manhã visitar os Geisers Del Tatio e à tarde fomos ao Vale da Luna. Muito frio pela manhã e muito sol a tarde. Fomos de -1 a 35 graus.

11º dia - Antofagasta - Bahia Inglesa

No dia anterior não tinha água quente e Nat não gostou. Lógico, trocamos de quarto. No dia seguinte, levantamos às 6h. Nat e eu fomos para o café e o Santana não aparecia. Passava das 8h40 da manhã e já estávamos preocupados.