A caminho de Ushuaia

A caminho de Ushuaia

Estou iniciando mais uma viagem, dessa vez para a cidade de Ushuaia na Argentina, considerada a cidade mais austral do mundo. Essa viagem farei sozinho pilotando minha Harley-Davidson Heritage Softail Classic ano 2008. Além de Ushuaia, pretendo conhecer a Península Valdez, Torres Del Paine e o Glaciar Perito Moreno, algumas das principais atrações da Patagônia na Argentina e no Chile.

1º dia - Belo Horizonte - São Pedro da Aldeia

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O primeiro dia poderia ter sido mais tranquilo, não fosse o intenso calor, uma estrada ruim e um grande engarrafamento. Saí às 8h20 de Belo Horizonte pela BR-040. Um trecho dessa rodovia, recentemente transferido para a iniciativa privada, não está em boas condições e tem alguns pontos com paradas para obras, mas já se vislumbra uma melhoria considerável para os próximos meses. Era tão ruim no trecho entre BH e Congonhas que qualquer melhoria será enorme. Ainda sou otimista.

2º dia - São Pedro da Aldeia - Registro

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Depois da bagagem arrumada na moto, peguei estrada em direção ao Sul. A ideia inicial era passar pelo Rio, contornar São Paulo pelo Rodoanel, pegar a BR-101 acompanhando o litoral e dormir na cidade de Registro, com previsão de percorrer cerca de 800 km no dia.

3º dia - Registro - Erechim

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Neste dia transcorreu tudo conforme havia imaginado, inclusive as dificuldades, como muitos caminhões na Regis Bittencourt, um grande engarrafamento próximo a Curitiba, estradas com manutenção precária e motoristas ignorantes. Apesar dos problemas, passei por uma região muito bonita do interior do Paraná e de Santa Catarina.

4º dia - Erechim - Uruguaiana

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Ontem o Douglas, um motociclista que me foi apresentado pelo Gugu de Taubaté passou no hotel e me levou para mostrar a cidade, um amigo motociclista e sua casa e depois fomos a um restaurante, onde comemos um bife gigante. Na sua casa ele mostrou o lugar onde hospeda motociclistas amigos que estão de passagem por Erechim e disse que da próxima vez que passar pela cidade serei seu hóspede. 

5º dia - Uruguaiana - Luján

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De manhã, quando desci para tomar o café da manhã, encontrei o local fechado. Me avisaram na recepção do hotel que aos domingos o lanche era servido a partir das 8 horas (!). Voltei, arrumei a bagagem, desci para acertar a conta e ir embora, mas encontrei com um grupo com cinco motociclistas de Gramado que estavam retornando do Atacama. Conversei um pouco com alguns deles e nesse meio tempo o lanche foi servido.

6º dia - Luján - Bahia Blanca

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Amanheceu com céu limpo e fazendo muito calor. Depois do Desayuno (café da manhã), arrumei a bagagem na moto e fui para a praça em frente à Basílica para tentar tirar uma foto. A cidade ainda dormia e haviam poucas pessoas nas ruas e na própria praça, muito diferente do dia anterior, quando tudo estava lotado de gente. Suei muito para tirar a foto, mas acho que ficou legal.

7º dia - Bahia Blanca - Puerto Madryn

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Depois da bagagem na moto e hotel pago, segui para a Ruta 3. O dia amanheceu aberto, com poucas nuvens e a temperatura mais amena. O calor não deu as caras, mas o vento, que tantos viajantes disseram ser o terrível obstáculo das viagens pelo sul da Argentina, começou a incomodar. Nada que atrapalhasse o desenvolvimento da viagem, mas já me obrigou a andar com a moto inclinada para a direita e de vez em quando dava umas sacolejadas, quase levando meu capacete.

8º dia - Península Valdés

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Contratei um passeio até a Península Valdés em uma agência de turismo. A moto ficou descansando e eu, às 7h30, estava a caminho da famosa região da Patagônia Argentina que aparece em documentários do National Geografic. É aqui que são filmadas aquelas cenas das orcas capturando leões marinhos na praia. Só que agora não é época de orcas.

9º dia - Puerto Madryn - Puerto San Julian

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Foi um dia em que quase tudo conspirou para que a viagem transcorresse muito bem. Estradas boas, céu azul o tempo todo, temperatura amena do início até o meio do dia (depois fez calor), a moto passou a ser muito econômica, muitas pessoas simpáticas pelo caminho e o tão temido vento da Patagônia veio para ajudar. Enfim, ocorreu um alinhamento dos planetas e a viagem foi muito boa nesse dia. Tanto que fiz 396 km mais que havia planejado.