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Voltando a curtir a estrada

Viagem de moto pelo sul do Brasil

Em Pato Branco, parei no primeiro hotel que vi. Entretanto, a diária no quarto era de R$ 280,00. O valor estava meio pesado pra mim, então o rapaz do hotel me indicou outro na mesma rua, onde a diária ficava por R$ 155,00 (Hotel Província). Já melhorou um pouco. Foi desse momento pra frente que a viagem voltou a valer a pena por completo, como tinha sido até sair da casa da minha tia.

Viagem de moto Sul do Brasil

Digo isso porque desde o início da segunda parte até aquele momento, somente o marco das três fronteiras e a visita até Itaipu tinham sido divertidos. O resto foi meio obscuro, por assim dizer rsrsrs...

Finalmente estávamos em um quarto muito agradável com o ar quente ligado no máximo. No quarto percebemos que a chuva do dia anterior havia molhado as roupas que estavam por baixo nos alforjes. Como tinha um varão pra pendurar roupas no quarto, espalhamos todas as que estavam molhadas no varão e pelo chão, tomamos um banho bem quente e dormimos o sono dos justos.

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No dia seguinte levantamos por volta das 8h. Devido ao ar quente, todas as roupas estavam bem secas. Tomamos um belo de um café da manhã, fechamos a conta e saímos por volta das 9h de Pato Branco.

Seguimos pela PR-280 passando por Clevelândia e Palmas. Após passar por Palmas tem uma usina eólica por onde a rodovia passa. Próximo à entrada da usina fica a Casa do Turista. Lugar show pra tomar um café e comprar bugigangas da região.

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No final da PR-280 pegamos para a direita na BR-153 Rodovia Transbrasiliana, mas seguimos por pouco mais de 30 km por ela e entramos à esquerda na SC-150 para passar por Água Doce, apenas com o intuito de passar onde era pra termos dormido um dia antes. Coisa de viajante querer ver ao vivo o que conheceu pelo Google mapa. Um percurso com uma serrinha perfeita para andar de moto.

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Fizemos uma parada em água doce para abastecer e comer um salgado com uma coca. Costumo dizer que de moto, com uma coxinha e uma latinha de coca a gente vai até o fim do tanque, que nessa altura, com a baixa velocidade que vinha seguindo, estava rodando 300 km com 10 litros de gasolina. Nada mal pra uma Fazer 250 totalmente carregada.

Partimos de Água Doce em direção à BR-282, que cruza Santa Catarina da Argentina até Florianópolis no litoral. Pegamos a estrada em Joaçaba. uma pista maravilhosa, asfalto em bom estado com muitas subidas e descidas e contornos em morros com belas vistas e sem pedágio algum.

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Sou um paranaense que viveu 26 anos em São Paulo, capital, e hoje mora em Vinhedo próximo a Campinas. Sempre adorei visitar o Paraná. Entretanto, Santa Catarina me deixou muito admirado e deu um banho no Paraná em questão de pistas e pedágios. Me apaixonei por este estado que estava visitando pela primeira vez. A Val compartilha desta opinião.

Na BR-282 passamos por muitas paisagens e cidades, a maior foi Lages, e após passar por uma cidade chamada Bocaina do Sul rodamos mais alguns quilômetros e pegamos à direita a SC-112. Para quem não se localizou, eu e a Val estávamos próximo de realizar nosso sonho. Por volta das 18h30, depois de rodar uns 540 km, chegamos à pousada do Professor Verto em Urubici (SC), região da Serra do Rio do Rastro.

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O Professor Verto e sua esposa, Dona Sandra, fazem você se sentir em casa. A recepção foi maravilhosa. Chegamos na quinta-feira, tomamos um banho e estudamos um mapa dado pelo professor com pontos turísticos e distância da pousada. Estávamos a 80 km do objetivo principal que era a Serra do Rio do Rastro. Fomos ao Scoob-doo Lanches, onde comi um inusitado X-coração de frango, muito bom por sinal. Durante o lanche, montamos o roteiro do dia seguinte.

Acordamos por volta das 7h e saímos da pousada as 8h, depois do café. Passamos no centro de atendimento ao turista onde pegamos uma autorização para ir até o morro da igreja. Sem autorização não se pode subir o morro. É nele que fica a conhecida vista da famosa pedra furada. O local é perfeito, com uma vista e natureza magnificas e muito frio também. Quase que não tiramos nem o capacete para as fotos, de tanto frio que estava kkkkkk.

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Na descida, uma parada obrigatória na cachoeira Véu da Noiva. Como curiosidade, em maio de 2016, em um dia onde os termômetros de Urubici marcaram -12Cº, a cachoeira congelou por inteira. Imagina o frio que fez pra congelar uma cachoeira. Naquele dia estava frio, mas não a esse ponto e a cachoeira estava linda de se admirar. Encontramos um pessoal da nossa pousada lá, dois casais de Brusque (SC) que estavam conhecendo a região e que não pegamos os nomes. Eram aquele tipo de pessoa que marcam sua viagem para o bem e você não faz ideia de quem são.

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Dali partimos para a Serra do Corvo Branco. Eu pensei pelas fotos que via e relatos de viagens que pra chegar no Corvo Branco fosse asfalto, mas você pega uns 5 km de estrada de terra e muita pedra solta. Uma Big-Trail fez falta, mas a Fazer 250 foi bem viu, e conheci um lugar muito show com uma bela vista e uma história muito bacana.

Na volta para a pousada, ainda conhecemos a gruta Nossa Senhora de Lourdes com uma cachoeira de pouco impacto visual, mas muito interessante. Também fomos nas Cavernas do Bugre, um percurso de 7 km de estrada de terra com muitas pedras soltas no caminho. Uma parada na pousada para comer uma besteira, recarregar o celular e descansar uns 30 minutos antes de partir para o Rio do Rastro.

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Todos devidamente abastecidos, a Val, a moto e eu, partimos de Urubici por volta das 15h para a famosa Serra do Rio do Rastro. O caminho entre Urubici e a Serra é muito agradável, com excelentes curvas, belas vistas e rios com cachoeiras pelo caminho. Cheguei primeiro no mirante da Serra do Rio do Rastro. Nesse momento a emoção foi tamanha. Havia visto tantas fotos, vídeos e lidos outros tantos relatos de viagens para lá, e hoje posso confirmar que nada se compara a estar lá e viver aquele momento. Foi perfeito estar ali, um sonho realizado de verdade. Mas não bastava estar ali em cima admirando aquela vista, nós queríamos rodar naquela pista, então descemos a Serra curtindo cada curva e avaliando paradas para a hora que fossemos subir de volta. E como previamente combinado, na volta fomos parando e fotografando cada parte daquela pista, tão desejada por tantos motociclistas como era por nós.

Após a subida, partimos de volta para Urubici tirando algumas fotos no caminho e parando no mirante da cidade. Lugar lindo no fim da tarde.

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Depois de um banho, uma pizza para comemorar e uma boa noite de sono na pousada. Foi nossa ultima noite em Urubici.
A Serra do Rio do Rastro é um lugar magnifico e emocionante, um verdadeiro sonho pra qualquer motociclista, entretanto se você pretende percorrer a serra, reserve tempo para conhecer Urubici. Realmente vale muito a pena. Não deixe de conhecer principalmente o morro da igreja e Serra do Corvo Branco, mas tem diversos outros lugares pra se conhecer. Recomendo no mínimo 3 dias na região. Com certeza ninguém irá se arrepender.

No sábado pela manhã iríamos para a casa de uma prima em Curitiba.

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