Saindo de Pilar, o destino era a cidade de Jesus Maria para conhecer a bem preservada redução jesuítica, estabelecida no local no século XVII. De lá fomos para San Fernando del Valle de Catamarca, capital da província de Catamarca, onde pernoitamos.

Já se visualizava a pré-cordilheira dos Andes, com altura média de 2.000 msnm, árido como áreas do Nordeste brasileiro. O fim da colheita do milho e sorgo deixava a paisagem ainda mais sem interesse fotográfico. O vento norte, Zonda, soprava forte e cruzado na pista e era necessário baixar o corpo atrás do para-brisa para diminuir o impacto do ar dos veículos grandes que passavam em sentido contrário. Muito seco, havia campos de oliveiras às margens da rodovia e, depois provado, o sabor do azeite é espetacular.

 

A cidade de San Fernando de Catamarca é simples, com cerca de 160 mil habitantes. Lembra cidades brasileiras do interior: lixo na rua, córregos poluídos, favelas, esgoto a céu aberto etc. Os atrativos estão na praça da matriz, onde também está a sede administrativa da província. Bons restaurantes, com preços um pouco inferiores aos de Buenos Aires. Durante todo esse trecho, estradas planas, retas, bem conservadas, com pouco movimento e enfadonhas. Dava vontade de dormir. No noroeste argentino, especialmente, as pessoas têm se mostrado afáveis, atenciosas, disponíveis e dispostas a ajudar. É outro país; outra gente.

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Buenas noches

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