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Supostamente, para mim, a Albânia não representava mais do que a travessia do país, durante um dia, com plano de, se possível, atingir Tessalonica (na Grécia), no mesmo dia. Isto apesar dos medos que por cá, antes da partida, me tentavam incutir e os quais sempre rejeitei assumir.

Sou recebido com simpatia e nem dão conta do papel do seguro caducado. Nessa noite, peço para Portugal que me enviem foto do documento em dia, para o celular. Com ela tentarei entrar na Turquia. Como está combinado receber o passaporte em Istambul, com ele virá a apólice. Tudo viria a correr bem.

A chegada a Istambul é simbólica. Atravessei esta cidade bonita e imensa, num trânsito caótico que me levava ao ferry que cruza o Estreito de Bósforo depositando-me no que nós chamamos de princípio da Ásia. Segundo os amigos turcos, a verdadeira Ásia começaria depois de Ankara. No entanto, já me iam avisando que dali para frente a realidade era outra.

Cerca de 100 km após a fronteira, paro na estrada para descansar. Perto, um grupo de professores iranianos almoçava em redor de uma fogueira. Logo me convidaram para junto deles, e assim tenho a primeira mostra do povo especial que me espera.

A travessia é feita durante uma noite quente e horrivelmente húmida. Apesar de bem cara a passagem, as condições a bordo deixam muito a desejar. Pela manhã, Dubai à vista. Depois de um processo demorado na fronteira, entra-se numa realidade oposta à dos últimos dias - autoestradas que podem chegar a ter oito vias em cada sentido, num trânsito de características bem européias.

E por fim estou no Nepal. Como venci a corrida contra a monção, sinto que já nada poderá ser pior do que o que acabei de passar na Índia. Adoro as montanhas ao longe, adoro a simpatia dos locais. Não consigo apagar da cara um sorriso meio tolo.

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