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2º dia - No coração do Alentejo

Ruinas do Templo RomanoNo dia seguinte, dia 13 de julho, o destino final seria a cidade de Évora. Tínhamos diante de nós situações impares, pois pela primeira vez conduziríamos uma maxitrail, usaríamos um GPS e transitaríamos por cidades e estradas europeias. Mas sabíamos de antemão que esses e outros desafios tornariam nossa aventura mais interessante. No começo foi difícil, já que as grandes malas laterais, o top-case e a altura da moto obrigavam-nos a extensos malabarismos para galgarmos seu banco. Além disso, estávamos acostumados com as Harleys, que apresentam guidões altos, centros de gravidade baixos e bancos que permitem plantar os dois pés no chão. Após atravessar a Ponte 25 de Abril, um dos cartões postais de Lisboa, rapidamente alcançamos a estrada em direção à Serra da Arrábida, com o objetivo de almoçarmos em Setúbal. Todavia, como chegamos muito cedo nessa cidade, resolvemos seguir direto para Évora.

Dominada outrora por romanos e mouros, a tranquila região alentejana atualmente é ocupada por camponeses. Os sobreiros foram nossa companhia constante durante o percurso até Évora. As rolhas de cortiça são feitas da casca dessa árvore. No coração do Alentejo nos deparamos com uma cidade cercada de muralhas e muitas histórias. Logo após passar por um de seus pórticos, encontramos nosso Hotel: M’ar de Ar Aqueduto. Após o check-in, partimos para o que seria nossa rotina de chegada: lavar as roupas usadas, tomar banho, colocar roupas limpas e...rua. Évora é um emaranhado de ruas estreitas e labirínticas, com sua beleza arquitetônica e cultural. Começamos nosso passeio pela Praça do Giraldo, centro urbano da cidade. Nesta praça, pessoas foram queimadas durante a inquisição, no séc. 16. Hoje, é um agitado ponto de encontro da cidade, cercado de barzinhos e pastelarias. Após almoçar nesse local, fomos conhecer a Universidade de Évora, fundada por Jesuítas no século 16. O Museu de Évora tomou-nos um bom tempo. Ficamos encantados com sua coleção arqueológica composta, principalmente, de estátuas e artefatos romanos. Este museu também nos brindou com uma ótima coleção de pintura dos séculos 15 e 16, bem como esculturas em pedra da Idade Média e do Renascimento. Conhecemos a Catedral de Santa Maria, construção gótica do século 13; o Palácio dos Duques de Cadaval, construído em 1384, sobre ruínas de um castelo mouro; o aqueduto da Água de Prata, construído em 1531, pelo rei D. João III sobre o que restou de um aqueduto romano; as muralhas medievais de Évora, edificadas no século 14; o Templo Romano dedicado à Deusa Diana, construído no primeiro século da era cristã; o Jardim Público com o Palácio de D. Manuel, dentre tantas outras curiosidades históricas. Não jantamos, pois a cada pastelaria que encontrávamos consumíamos deliciosos cafés expressos, bolinhos de bacalhau, pastéis de nata e tantas outras delícias...

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Praça do Giraldo

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