A segunda etapa foi, no mínimo, atribulada! Depois de desembarcar em Civitavecchia, tínhamos os quartos marcados em Campagnano di Roma, numa região perto de Roma no “Parco Naturale Regionale di Bracciano”. Mas devido ao atraso na chegada do Ferry, desembarcámos por volta das 20 horas e tínhamos ainda 80 km pela frente, numa zona montanhosa e com estradas sinuosas.

A coisa não correu mal, até que, por capricho do GPS ou asnice do condutor, entramos numa picada que lembra ao diabo, uma estradinha rural com crateras lunares, em descida, onde um dia houve asfalto, mas agora não passava de vestígios.

A noite não deixava vislumbrar o que vinha pela frente e, talvez por isso, fizemos uns 3 km de verdadeiro off road, capaz de envergonhar um piloto de motocross. Ninguém imaginava que a Kawa GTR fosse capaz de ultrapassar obstáculos e buracos que intimidavam um Jipe.

Costuma-se dizer que, “olhos que não vêem, coração que não sente” e, talvez pelos olhos não verem e o coração não sentir, o nosso amigo Runa mostrou que os motociclistas não se distinguem pela montada ou pela experiência, mas, claramente, pela coragem.

Quando chegamos ao fundo da picada, passava um pequeno ribeirão de água e a coisa não parecia melhorar, por isso, apesar do GPS insistir em nos mandar seguir em frente, resolvemos voltar.

Agora a subir, mais um teste à capacidade de condução em off road, mas agora mais conscientes do que havia pela frente.

Depois de uma verdadeira epopéia em três quilômetros de estrada, lá chegamos novamente à estrada pavimentada, estava feito o teste de resistência das montadas e do jeito dos condutores.

Telefonamos para o alojamento para informar que chegaríamos por volta das 23h e arrancamos.

Depois foi tranquilo q.b., muitas curvas, sobe e desce e finalmente chegamos ao local onde apontava as coordenadas, porque, nem o GPS conhecia o nome da rua do alojamento. No meio do nada, numa “rua estreita e sombria”, ladeada de arbustos, lá surgiu o alojamento. Uma vivenda com um Sr. Italiano de idade, muito gentil, que não percebia uma palavra de Inglês, mas que nos recebeu com uma amabilidade fora de série.

Instalados, abrimos as malas, montamos o assador de chouriços e fizemos um petisco dos guerreiros, bem regado!

Estava feito o primeiro teste, ao improviso, à capacidade de conduzir no meio de sabe-se lá o quê e sobretudo, à coesão de grupo, apesar de sobressaltados, perdidos e com as motos atascadas nos buracos, manteve-se sempre a boa disposição e o espírito de união.

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