De Porto Velho ao Fim do Mundo

Pessoal, finalmente chegamos ao Brasil, em cima da hora, com a Imigração praticamente fechada (incrível, mas numa fronteira entre dois países tem horário para entrar e para sair: se o cidadão chega depois das 7 da noite não pode ir para o outro país. Se chega na parte da manhã, antes das 7, também não pode). Ao ver nossa chegada, uma cambista Peruana veio correndo e nos disse, "patrício, rápido que a imigração está fechando". Não contei conversa, peguei os documentos e ao chegarmos na tal imigração só tinha uma Chica, mal humorada, talvez por termos forçado ela ficar mais uns 5 minutos no expediente ( o tempo que durou carimbar, rotular, selar). Fomos dormir no Hotel de sempre (acho que é o único da cidade).

Depois de um dia de buraqueira, pegamos Rodovia boa, a BR 364, resultado dos 400 milhões de reais liberados pelo Ministério do Planejamento há 3 anos atrás, mas que só agora se vê alguma obra sendo realizada. Por falar em obra, ela continua sendo executada da mesma forma, ou seja, uma gambiarra projetada para se deteriorar com 2 anos e assim ter acesso à mina de ouro que é o Tapa Buracos.

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