De Porto Velho ao Fim do Mundo

Hoje o dia foi tenso por causa do pneu que já está na lona (literalmente). Andei os 250 km até Temuco com precaução, mesmo a Ruta 5 sendo um verdadeiro tapete. Na noite anterior tinha visto na Internet que nessa cidade tem revenda Yamaha, por isso temos que passar dois dias aqui para fazer a revisão na moto e trocar o pneu. Esta revisão e a troca estavam previstas para Santiago, mas não vai dar. Daqui até a capital são 700 km e o pneu não aguenta andar nem mais um quarteirão.

Pessoal, como era de esperar, na revenda Yamanha não tinha o tal pneu. O pior, eles não deram a mínima atenção para resolver meu problema, mesmo eu dizendo que estava viajando a caminho do Brasil e que tinha pouco tempo para chegar em casa. Maldita Yamaha, estou desesperadamente odiando esta marca.

Hoje saimos tarde de Temuco. Os caras só me entregaram a moto às 13 horas. Daí fui almoçar, fazer saque para pagar o Hotel, arrumar as tralhas, enfim, só saímos às 15 horas.

A viagem em si foi excelente. A Ruta 5 é um verdadeiro tapete, só parei para abastecer e nos pedágios. Com uma média de 110 Km por hora, apesar da rodovia permitir 120, gastei apenas 9 horas até a entrada no Hotel, bem no centro de Santiago. Para quem não conhece, essa é uma super metrópole, se não tiver um GPS fica difícil se deslocar por ela para achar um endereço.

Hoje acordamos tarde, por volta das 9 horas. Tomamos café e fomos conhecer um pouco de Santiago. Não contratamos nenhum tour pela cidade. Como estamos no centro, essa região já oferece algumas opções de entretenimento.

Primeiro fomos ao Museu Histórico Nacional, onde boa parte do que estudamos no colégio está explicitado, com gravuras e até mesmo peças usadas na época da exploração e colonização da América do Sul, claro com o museu dando ênfase ao Chile.

Pessoal, ontem à noite em Santiago não consegui tirar a barriga da miséria, quando fomos jantar, por volta da meia-noite, os restaurantes da área já estavam fechados. Resultado: só tinha bar aberto. Como não podia entrar num bar em véspera de viagem, decidi ficar com a barriga na miséria.

Como havíamos planejado, saímos de Santiago decididos a dormir em Copiapó, cidade que fica no meio das montanhas, num deserto infinito.

Saímos de Calama tarde, já eram mais de 9 horas quando pegamos a rodovia pra valer. Apesar de ser um trecho relativamente curto (660 km) em comparação com o que fizemos nos 3 dias anteriores (média de 800Km), o tempo de viagem foi o mesmo dos trechos mais longos, tudo por conta de vários pare e siga.

Depois de dois dias em Arica, rumamos para Lima, 1.500 km ao Norte. Cerca de 40 km após a cidade Chilena, passamos pelas Aduanas dos dois países e seguimos com o objetivo de chegar a Nazca, cidade famosa pelos seus desenhos vistos do alto, em pleno deserto Peruano.

Estávamos em Nazca jantando quando vi no GPS o caminho para Lima. Perguntei para a Elielza: "que tal a gente fazer um bata-volta a Lima? São só 1.000 km, 500 de ida e 500 de volta." Ela respondeu: "vamos". Era o que eu queria ouvir. Fomos para o hotel já com a ideia fixa de que almoçaríamos na capital Peruana. Dito e feito, 12 horas estávamos bem no centrão de Lima almoçando.

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