Tiramos o último dia para mais algumas visitas, conhecer um pouco mais as ruas de Madri e voltar a rever alguns lugares que gostamos mais. Mas sem a moto a viagem perde um pouco da graça, mesmo estando em Madri, uma cidade fantástica.

Acordamos um pouco mais tarde, arrumamos as malas, agora sem a preocupação de colocar as roupas nas sacolas plásticas, pois não seria mais necessário transferi-las para os alforjes da moto.

Deixamos a bagagem na recepção do hotel e fomos passear. Andamos bastante, paramos no Museu do Jamón, uma lanchonete bem legal onde se come em pé no balcão, especializada no famoso Jamón Ibérico, um presunto típico da Espanha e feito de uma forma tradicional.

Para não passarmos ilesos dos problemas em uma viagem em que praticamente tudo deu muito certo, durante o passeio paramos em uma lanchonete chamada Rodilla para tomar um sorvete e beber água. Assim que acabamos nosso lanche fomos até uma loja próxima pela qual havíamos passado cedo e vimos na vitrine um "regalo" que queria comprar, mas estava fechada para a "sesta". Retornamos à lanchonete e sentamos na mesma mesa que havíamos ocupado pouco antes para esperar a loja abrir. O mesmo garçom que havia nos atendido nos disse que não poderíamos sentar a não ser que consumíssemos. Eu argumentei com ele que havia acabado de consumir e que a maior parte das mesas estava vazia, mas ele não se fez de rogado: teríamos que pedir algo ou sair. Disse a ele que iria consumir mais tarde, mas diante da falta de educação, nunca mais voltaria lá. Era a primeira vez que éramos tratados com falta de educação durante toda a viagem.

Por volta das seis horas pegamos nossas coisas no hotel, fomos para a estação do metrô de onde seguimos para o aeroporto para finalizar mais esta magnífica viagem.

Nesta viagem, durante a qual percorremos cerca de 2.000 km, eu conheci meu 11º país sobre uma moto. Foi uma viagem mais curta que as demais e pela primeira vez com uma moto alugada. Foi também uma grande extravagância alugar uma Harley, quase o dobro do preço que eu pagaria por uma BMW, por exemplo, mas era um desejo percorrer as belas estradas da Europa num mito, desejo este muito bem satisfeito. Também foi a primeira viagem de moto internacional na companhia do meu filho, uma oportunidade para ambos passarmos alguns dias juntos, apreciarmos um modo de vida que gostamos e também de nos conhecer melhor.

Obrigado a quem nos acompanhou e até a próxima grande viagem.

Comentários (5)

  1. João Cruz

O passeio de moto com seu filho na garupa foi muito importante porque isso fortalece uma amizade, ao mesmo tempo em que ficam conhecendo novos panoramas da forma que só motociclistas podem ver, entender e usufruir.
Parabéns por mais essa iniciativa por mostrar "nas európias" a garra dos brasileiros sobre duas rodas.
Nota: A Harley por lá é mais cara por ser americana e não európeia como a BMW (alemã). Por lá até os táxis são Mercedes Benz.
Motociclistas Invencíveis
João Cruz

  1. vinicius l.c provetti

Rômulo
Fico muito feliz por você, não deixar a oportunidade passar em tudo que a vida te proporciona,cada dia que passa, fico feliz por suas aventuras.Nosso pai Antonio se estivesse vivo estaria muito orgulhoso de te ver onde está! Um grande abraço a você e ao Alvaro.
Vinícius L.C Provetti

  1. Ney

Rômulo,
Como sempre seus relatos são muito instrutivos e nos fazem vivenciar mentalmente os caminhos percorridos por vocês, além de disponibilizar lindas fotos.
Abraços,
Olney

  1. Vilmar

Parabéns para vcs dois, é sempre bom viajar, mesmo que na viajem alheia, rsrsr. Lindas paisagens. abçs

  1. Nilson Vieira de Carvalho

Rômulo, parabéns, curta mais esta viagem. É vida poder conciliar tantas paixões. Um abraço. Nilson Carvalho phd Araxá.

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