Acordamos, tomamos o café da manhã no próprio hotel e pegamos estrada para Madri. Tínhamos que chegar lá cedo para deixar a bagagem no hotel e entregar a moto na concessionária Harley-Davidson até às 11 horas.

Na porta do hotel o termômetro marcava 11º. Na estrada, a sensação térmica ficava em torno dos 5º ou menos, uma temperatura muito diferente da que pegamos normalmente na estrada nos últimos dias quando sempre saímos mais tarde.

A distância a percorrer era curta, menos de 100 km e a estrada muito boa, o que nos fez sair com bastante tranquilidade de Toledo. Mas na medida em que nos aproximamos da capital o fluxo de veículos aumentou consideravelmente e apesar da velocidade não ter baixado muito, não conseguimos manter a média de 100 km/h, o que nos fez demorar um pouco mais que prevíamos para chegar ao nosso destino. Ainda por cima tivemos dificuldade para encontrar o hotel que havíamos reservado, mesmo inserindo as coordenadas ao invés do endereço. Mas é porque ele não tinha placa com seu nome na fachada. O GPS estava correto desta vez.

Depois de deixar a bagagem na recepção do hotel, corremos para a concessionária. Chegamos atrasados 21 minutos e os funcionários estavam apertados porque tinha um árabe nos esperando. Ele havia reservado a moto para fazer uma viagem pela Espanha com os amigos. Na correria eu esqueci de completar o tanque e a moto estava toda suja. Fizeram um mutirão para abastecer e limpar a moto.

Depois pegamos o metrô e fomos para o Santiago Bernabéu, o estádio do Real Madri. Uma estrutura profissional fantástica, montada para explorar ao máximo a curiosidade dos turistas e a paixão dos torcedores para angariar recursos ($) para o time. Desde a entrada para o tour no estádio até a saída que te obriga a ir numa mega loja, tudo é feito para mexer com a emoção e a partir dela te fazer comprar alguma lembrança. O Álvaro ficou extasiado. Uma pena que haverá um jogo amanhã pela Liga dos Campeões da Europa entre o Real Madri e o Lyon da França e não poderemos ir porque na hora do jogo estaremos retornando para o Brasil.

No fim do dia comemos um delicioso döner kebab numa casa próxima ao hotel, uma especialidade turca feita de pedaços de carne e vegetais assados e cortados em finas fatias que são colocadas como sanduíche em pães sírios com molhos e cebola. São muito comuns de encontrar em países e regiões que foram um dia dominados pelos turcos ou que atualmente têm grande quantidade de imigrantes desta nacionalidade.

Comentários (1)

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Valeu pela estória e pelas fotografias. Parabéns! És um verdadeiro Halley

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