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Viagem de moto pela Patagônia e Carretera Austral

Viagem de moto pela Patagônia e Carretera Austral

Entre os dias 31/01 e 24/02 estarei novamente com a moto na estrada! Desta vez, o nariz apontará para o sul, rumo a um dos lugares mais austrais do continente - a Patagônia, uma vasta e quase intocada região no extremo sul das Américas. Após a Travessia do Deserto do Atacama, realizada da mesma forma em fevereiro de 2008, confirmaram-se em mim as expectativas de que este tipo de aventura poderia render bons frutos. De fato, alguns dos que colhi permanecem ainda hoje e, muito provavelmente, permanecerão comigo para sempre, ou até o fim da minha vida – o que vier primeiro, certo? Por tudo isso, mais motivado do que nunca, coloco novamente a brava XT 600 na estrada e parto em busca das mais belas imagens deste nosso continente, assim como todas as particularidades do seu extremo sul.

O plano, desta vez, é sair do Rio Grande do Sul e atravessar todo o Uruguai até entrar na Argentina pela região de Entre Rios. A partir daí, serão mais de mil quilômetros cruzando os pampas Argentinos, até a cidade de Bariloche, na Região dos Lagos.

Ingressando no Chile, pretendo percorrer uma boa parte da Carretera Austral, uma estrada quase mítica, construída durante a era Pinochet, para desbravar as regiões mais longínquas daquele país. Certamente um dos pontos altos da viagem. Novamente na Argentina, e ainda rumando ao sul, um grande desafio será outra estrada lendária, a Ruta 40, que atravessa as ermas planícies patagônicas em meio ao típico clima inóspito da região, de condições extremamente instáveis e ventos fortes.

Desta vez, porém, não apenas de moto os caminhos serão percorridos. Na bagagem irá também uma mochila, uma barraca, além de outros apetrechos necessários a uma caminhada de alguns dias dentro dos parques nacionais Los Glaciares e Torres del Paine, onde o motor movido à gasolina será temporariamente substituído pelas pernas movidas a carboidratos. Todo o esforço deve ser recompensado pelas imagens de um lugar único no planeta.

Aliás, neste quesito parto melhor equipado que no ano passado. Passo a contar com um respeitável equipamento fotográfico, uma Nikon D80, equipada com lentes 18-200mm. Não abrirei mão da pequena Canon A710, no entanto, que tão valentemente me acompanhou através das rajadas de areia do Atacama. Estará sempre ao alcance para registros de pequenos vídeos ou outras situações onde eu precise chamar menos atenção. Fica a torcida para que o clima extremo da região me conceda a bênção de alguns dias de céu azul.

Toda essa brincadeira deve resultar em algo como 10.000 km a serem percorridos em 25 dias. Na volta, a exemplo do que fiz após a travessia do deserto do Atacama, dividirei com todos as imagens e as histórias desta aventura. Agora, se me dão licença, ainda preciso terminar de ensacar as tralhas e descobrir como chegarei até o Uruguai, já que dias atrás, uma enxurrada botou abaixo algumas pontes pelo caminho...

Um abraço, e até a volta!

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