O retorno

Meus amigos e minhas amigas. Para muitos, infelizmente, possuir uma Harley-Davidson fica um pouco fora dos planos. Todos sabem que uma moto com esta grife, estilo e história, não é barata. Mesmo aquelas mais antigas não ficam atrás, pois possuem não somente seu valor simbólico, nostálgico, mas um valor real monetário. Por isso, muitos ainda não tiveram a oportunidade de pilotar uma máquina dessas e, quando pilotam, acabam tendo um grande problema, pois se apaixonam de imediato, não conseguem mais deixar de pensar em ter uma exclusiva, definitivamente em suas mãos. Não escondem a vontade de ser um proprietários de uma HD.

Um exemplo foi o que aconteceu com um amigo que estava, por ele mesmo, proibido de gastar com qualquer tipo de coisa que não fosse as quitações de suas dívidas bancárias, com fornecedores e com os seus cartões de crédito. Andou uma vez na HD. Foi fatal. Correu para adquirir uma rapidinho.

Andar em uma HD é isso mesmo, parece que além da tecnologia e de toda a sua trajetória de grandes momentos durante mais de um centenário de sua existência que nos chama a atenção, ela tem que ter algo mais que até hoje ninguém descobriu, que pode ser o segredo de sua criação e de sua fabricação, deve possuir algo mais com certeza, talvez uma magia secreta que fica trancada a mil chaves, talvez seja até banhada em uma poção mágica super-ultra-mega secreta. Vai saber.

Outro exemplo que posso dar, é o meu mesmo. Apesar de no passado ter sido um motoqueiro e, após tomar o devido juízo me tornar um motociclista, passando por várias marcas e modelos, me deparei de repente com uma HD de um conhecido. Dei uma volta. Bastou aquela voltinha e me encantei.

Tendo adquirido a minha primeira HD em 2012, consegui então sentir aquilo que muitos me diziam sentir, algo muito diferente sobre as duas rodas da Harley. Mas, tive que vendê-la e assim, dar adeus momentâneo aos meus passeios.

Porém, não acabou, pois como disse, quem tem a oportunidade de desfrutar dessa máquina, não aceita uma despedida definitiva, aceita somente um tchau. Assim, como muitos, apaixonado pela magia de tudo isso, retornei. Não consegui ficar de fora dessa magia e nem desse prazer.

Isso não é outra coisa, a não ser uma verdadeira harmonia entre o homem e a máquina. Quem nunca fez confidências à sua HD quando em uma viagem? Quem nunca trocou ideias e até mesmo não trocou palavras com a sua HD em um dia de passeio?

Retornei. Com muito prazer. E quem não retornaria?

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