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Um dia muito produtivo

Viagem de moto Ushuaia

8º dia - Bajo Caracoles (ARG) – El Calafate (ARG) - 722 km

Pulei a janela e vazei às 6 horas da manhã sentido Gobernador Gregores para abastecer. Foi tranquilo, mas passei reto em uma curva por acidente e entrei no rípio, segurando a moto no freio motor até restabelecer o controle e não caí.

Depois que abasteci eu enfrentei um trecho chato de estrada com muita pedra e uma reta que não era asfalto muito menos rípio de tanto buraco com pedra que tinha. Foram 3 km de forte vento e alto risco de queda. Acabaram bem esses metros, mas ainda havia muitos quilômetros para percorrer.

O asfalto logo veio e virei à esquerda na RP 23 para El Chatén (ARG), onde o dia estava excêntrico (deserto e chuva ao final da rodovia) com um clima misturado que fazia da região um quadro vivo. Chegando à reserva avistei o monte Fitz Roy que fica localizando no parque dos glaciares “patrimônio natural da humanidade”.

Viagem de moto Ushuaia

Cidade puramente turística e bem estruturada, não havia prédios, mas grandes casas/hotéis e hostels aos montes. Circulei pela cidade e fui ao centro de informações, notei que não havia muitos argentinos na cidade e sim muitos estrangeiros da Europa e americanos. Me informaram coisas da cidade e fiquei admirando o monte mesmo com o tempo ruim, com alguns raios de sol surgindo conforme o vento. A cidade tem seu charme e muita atividade para fazer, porém é cara e o clima não estava ajudando. Resolvi abastecer em um contêiner da YPF na entrada da cidade e seguir para El Calafate, que é relativamente perto.

Avistei o Glaciar Viedma. Conseguia ver bem, mas a câmera não tinha foco para registrar à distância. Saí da chuva para o “deserto” em menos de 90 km. De volta à ruta 40, com excelente pavimento, o frio foi apertando e na sombra era mais frio ainda.

O rio La Leona é muito bonito com sol e sua cor é única, verde claro. Quando entrei em El Calafate percebi que era uma cidade grande e com forte estrutura para turismo. Rapidamente achei um hotel próximo ao centro onde havia duas pessoas com as quais fiz amizade facilmente. Um carioca, que estava circundando a América do sul e um espanhol/baiano que viveu na Bahia por seis meses. O espanhol falava português e já foi da Espanha para a China duas vezes de bicicleta levando 3 anos cada viagem e agora ia do Ushuaia na Argentina até o Alaska nos Estados Unidos, também três anos de projeto. O carioca é financiado por uma empresa que vende artigos esportivos pela internet, já o espanhol, este não contou.

Fui ao mercado fazer as compras para a janta e café da manhã. Durante a janta, uma alemã perguntou de onde eu era, eu disse o nome da minha cidade e para facilitar eu disse quantos km de distancia até São Paulo (400 km). Ela disse em ar de surpresa “Brasil é um pais muito grande”. A Alemanha é do tamanho da região sul, mas o papo ficou entre eu e os ciclo-viajantes.

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