Colors: Pink Color

"Kamizarake, ualaki" (algo como: bom dia, estou bem, na língua dos Uros).

Acordei cedo para um bom café, uma olhada na Capitão América, a troca da lâmpada de farolete e conferência do óleo. Tudo ok. Às 9 horas a agência veio ao hotel me buscar para o tour até as ilhas de Uros, que fica no lago Titicaca. O passeio foi em uma van com holandeses, canadenses, colombianos e peruanos. Seguimos até o porto, onde tomamos um barco pequeno com capacidade para 20 pessoas.

Conforme planejado, acordei bem cedo, fiz checkout, montei a bagagem na moto e só então vi que tinha um carro me fechando na cochera (garagem) do hotel. Pedi para manobrar e fui tomar café. Voltei do café e o carro ainda estava lá. Era de um senhor Argentino, hospedado no hotel e que ainda estava dormindo. Com isso, só consegui partir de La Paz às 7h30. A temperatura estava em 8ºC.

Quando acordei a temperatura em Potosí estava em 2 graus. Mesmo com aquecedor no quarto isso é frio pra caramba (risos). Tomei um bom café, fiz checkout e montei a bagagem na moto. Decidi fazer um ajuste na posição do pedal de câmbio da moto, e isso levou aproximadamente uma hora, por causa da dificuldade em retirar o pedal para reposiciona-lo.

Antes de partir de Uyuni, resolvi lavar a moto para retirar o sal do deserto. Aproveitei para fazer câmbio de bolivianos e comprar umas barras de cereais para a estrada. Dei um volta pela cidade fora do circuito turístico, fui ao mercado municipal e andei por ruas secundárias. Mesmo com todo o movimento do turismo, ainda existe muita pobreza na cidade.

A idéia era partir bem cedo da cidade de Tupiza rumo a San Salvador de Jujui (se pronuncia rurui). Estava preocupado com os trâmites de imigração e aduana, principalmente a saída da Bolívia e posteriormente de entrada na Argentina, na cidade de La Quiaca. Quando saí do centro de Tupiza e cheguei à carretera, ela estava fechada pela polícia local, pois estava para começar uma prova ciclística de velocidade, que duraria aproximadamente uma hora e não havia nenhum outro caminho alternativo para sair da cidade. O jeito foi esperar.

Acordei cedo com o intuito de rodar mais e recuperar a estrada perdida na noite anterior. Antes de sair, conversei com uns caras sobre futebol. Eram torcedores do River Plate e Boca, então foi aquela discussão por conta do último jogo entre eles (risos). O hotel não tinha desayuno, então tomei café na loja de conveniência de um posto, na saída da cidade de Monte Quemado.

"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá." (Charles Chaplin).

Nesse 21º dia de viagem percorri 334 km com muita chuva e muito trânsito. Parecia que eu havia percorrido no mínimo o dobro de quilômetros. No total foram 8.837 km percorridos desde que iniciei a minha viagem de moto pela América do Sul.

"Lo que teníamos en común: nuestra inquietud, nuestro espíritu soñador, el incansable amor por la ruta."

À noite foi de chuvas fortes em Foz do Iguaçu, amanheceu muito nublado, mas sem chuva. Um bom café da manhã e fui pegar a moto para continuar viagem. No estacionamento do hotel, as BMWs faziam companhia à capitão América. Olhando melhor, vi que além de GS1200 e F800GS haviam muitas do modelo F700GS, inexistente no Brasil. Outro detalhe: as motos chilenas tinham placa dianteira fixada por dentro da bolha (risos).

Pagina 2 de 3

CADASTRE-SE PARA RECEBER AS VIAGENS PUBLICADAS

Você poderá sair da lista de e-mail a qualquer tempo.