Transamazônica: um sonho

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No café da manhã conhecemos o Michelle, um italiano que trabalha no Brasil e ainda mora na Itália. Estava viajando pelo Brasil por 75 dias em uma Falcon. Pensem em um camarada gente fina e louco. Elel foi encontrado na BR-319 sozinho e foi ajudado pelos catarinenses Luiz Carlos Honorio e seus amigos que também estavam fazendo a BR-230.

Combinamos de ir até o porto às 9 horas para procurar uma embarcação para um passeio pelos ribeirinhos, ver animais, etc...

No caminho encontramos com dois moto aventureiros, Marcos e Assis, de Natal, RN, que estavam finalizando sua volta pela América do Sul. Eles subiram toda a costa do Pacífico e estavam voltando ao Brasil pela Venezuela, estavam procurando hotel, indicamos o nosso e eles se hospedaram por lá.

Por volta das 9 horas já estávamos todos prontos para ir para a Praia.

Estávamos a uma quadra das águas do Rio Tapajós. A noite não nos deixou termos uma idéia da beleza do lugar. Chegamos na orla e sete dos do grupo contrataram um barco para fazer a travessia de uns 250 metros. Eu e o Berini optamos por atravessar nadando.

Dei uma volta sozinho pela praia, admirando a beleza e tirando algumas fotos do lugar.

Alter do Chão, PA a Moraes de Almeida, PA (passando por Belterra) - 610 km

O horário previsto para saída era as 7 horas, mas atrasamos um pouco. Queríamos passar por Belterra, onde teria ainda alguns traços da ideia do Henry Ford de construir uma cidade aos moldes americanos para industrializar a borracha do látex. Chegamos na cidade e ninguém sabia de nada, então abastecemos e tocamos em frente, perdemos mais ou menos 1h30 vindo pela estrada de terra e procurando informações.

Rio Verde do Mato Grosso, MS a Guaíra, PR - 700 km

Saí cedo sabendo que teria longos 700 km pela frente. Queria chegar a tempo de ir em Salto del Guaira no Paraguai para comprar outro netbook, pois o meu estava estragado e a diferença de preço seria grande, caso deixasse para comprar no Brasil. Por sorte, cheguei no Paraguai 30 minutos antes do Shopping China fechar. Como o preço do net só ultrapassava em 30 dolares o valor da cota, achei melhor declará-lo pois pagaria apenas R$ 30,00 para ter um netbook dentro das normas aduaneiras, podendo levá-lo para qualquer viagem sem ter problemas.

Sai por volta das 8 horas. Com tranquilidade, segui pela estrada que já era minha velha conhecida. Se ontem o vento estava ruim, hoje estava 2X pior. Muito barulho no capacete, alto consumo da moto e pouca velocidade máxima.

Parava sempre a cada 150 km para abastecer. Segui por estradas secundárias para evitar trânsito e cortar caminho, pois desta forma sairia direto em Mauá da Serra.

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