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Choveu bastante durante a madrugada, o que me fez ficar maturando se iria facilitar ou dificultar o retorno para Jijoca pilotando a moto. De manhã, depois que tomei o café e acertei a conta da pousada, fui para a praça da vila, para saber como estava a estrada. Ao percorrer as ruas, notei que a areia estava mais compactada, mais fácil de passar do que quando cheguei, dois dias antes.

Por sugestão do amigo Sendon, cheguei ontem na cidade de Paranaíba para conhecer o Delta do Parnaíba, o único delta em mar aberto das Américas e um dos três maiores do mundo em extensão. Ele está situado entre os estados do Maranhão e do Piauí e abre-se em cinco braços, envolvendo 73 ilhas fluviais, sendo que 65% se encontra em território maranhense e 35% em território Piauiense.

Ontem eu havia pensado em seguir para Piripiri e dormir lá assim que terminasse o passeio pela Foz do Parnaíba, mas acabei ficando em Parnaíba para lavar a moto. Então, resolvi seguir hoje direto para o Parque Nacional das Sete Cidades, outra sugestão de visita do Cendon. Encerrei a conta no hotel e saí da cidade por volta de 8h20 em direção a Piracuruca, uma das duas cidades onde fica o Parque. A outra é Piripiri. A BR-343 está ótima, o que fez a viagem render e me permitiu chegar em Piracuruca, 128 km depois, em apenas 70 minutos.

Depois de fechar a conta do hotel, fui para a estrada. Antes, passei num ponto onde tirei uma foto com o principal cartão postal da cidade, a Ponte Estaiada.

Assim que fui para a estrada, fiquei de olho para ver a placa que marca a divisa entre o Piauí e o Maranhão para tirar a tradicional foto, mas quando percebi já estava há muitos quilômetros dentro do Maranhão.

Minha intenção era seguir com a moto até Barreirinhas, para conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, mas fui informado que as principais atrações do parque, as lagoas, estão secas. Há alguns anos o "inverno" na região, que é como o povo nordestino chama o período de chuvas, tem sido de pouca chuva, transformando os Lençóis em um deserto de dunas de areia, um ambiente desolador, quente ao extremo e difícil de andar. Então, resolvi ficar mais um dia em São Luis, para conhecer melhor a cidade.

Hoje de manhã, ao girar a ignição da moto, tomei um susto. Ela deu uma engasgada, depois um pipoco e não ligou. Tentei uma segunda e terceira vez e nada. Esperei um tempo, tentei de novo e ligou, como se nada tivesse acontecido. Fiquei pensando no tipo de gasolina que tenho colocado nela nos últimos dias.

A temperatura estava agradável quando amanheceu. Fui para a estrada e, poucos quilômetros depois de Tinguá/CE, onde pernoitei, ela começou a descer a serra, com curvas sucessivas muito bem desenhadas no meio da mata, um lugar muito bonito. Em alguns pontos do acostamento eu podia ver a planície coberta pela caatinga lá embaixo e a estrada por onde passaria dali a pouco.

Eu havia planejado pernoitar em Mossoró ontem, para ver uma moto que o meu amigo Toninho está interessado comprar, mas acabei parando antes, em Aracati.

Passei por Mossoró, mas achei melhor não entrar na cidade. Fui para a estrada muito cansado hoje. Acho que o calor e o cansaço de ontem acabaram afetando meu sono e eu não dormi bem a noite.

Fui para a estrada por volta das sete horas. Ontem, quando cheguei em Natal, eu passei em frente a um monumento com os três Reis Magos, não parei para tirar uma foto e depois fiquei pensando comigo que ficaria uma foto muito legal para representar a cidade. Ao seguir em direção à estrada para sair da cidade, passei pela mesma avenida, mas o monumento estava na outra pista, que estava com um grande engarrafamento. Mesmo assim, resolvi pegar o mesmo retorno e registrar a foto. E foi o que fiz, mas perdi quase uma hora neste processo.

Acordei com o barulho da chuva que caía sobre Porto de Galinhas. Arrumei a bagagem e me preparei para viajar na chuva, mas quando acabei de tomar o café, ela havia parado.

Segui para a estrada para continuar minha viagem de moto. A estrada ainda estava molhada e já tinha muito movimento de carros e caminhões, que não eram tantos, mas como a estrada era simples e cheia de curvas, atrapalhavam bastante o rendimento da viagem.

Choveu à noite, mas quando amanheceu, havia parado. Acertei a conta com o hotel e levei a bagagem para a moto. Enquanto prendia a bolsa no banco de passageiros, um outro hóspede do hotel veio conversar comigo. Ele parecia conhecer a região e me sugeriu um roteiro. Um motorista de taxi que aguardava outro hóspede e era de Salvador, também veio conversar e me deu uma série de dicas para chegar em Salvador evitando a BR-101 e os caminhões.

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