A caminho do Nordeste

Estou de novo na estrada em uma viagem de moto e, desta vez, para conhecer um pedaço do Nordeste. Vou até uma pequena cidade perto de Fortaleza/CE, onde me encontrarei com minha família, que irá para lá de avião dentro de alguns dias. Antes de encontrá-los, vou passar por Lençóis, na Chapada Diamantina. Se o incêndio que está ocorrendo na Chapada não impedir, pretendo conhecer algumas das paisagens daquele bonito parque nacional. Depois vou continuar viagem e visitar várias praias e parques nacionais que estão na região Nordeste.

Saí de Belo Horizonte por volta de 8 horas da manhã. A estrada estava lotada de caminhões, vários com cargas especiais como esta da foto abaixo, uma pá de um gerador eólico de 45 metros de comprimento. Apesar do movimento, a estrada está com asfalto excelente até Montes Claros. A partir daquela cidade peguei um trecho de 20 km de asfalto com muitas irregularidades, que fizeram a moto pular que nem cavalo bravo. Gastei cerca de 30 minutos para fazer estes 20 km. Depois a estrada voltou a ficar boa.

Ao contrário das minhas viagens de moto anteriores, nesta eu não me preocupei em buscar muitas informações sobre as estradas que iria passar. A intenção era chegar a Fortaleza passando pelas principais rodovias que levam ao Nordeste. Poucos dias antes de sair, resolvi também conhecer a Chapada Diamantina, já que passaria perto. Tracei a rota mais curta para definir o local de pernoite e fui. O problema nestas horas é que, nem as estradas do Brasil, nem os mapas dos GPS, são confiáveis.

A primeira constatação foi que qualquer tempo que você tiver disponível para conhecer a Chapada Diamantina não será suficiente. São muitas as atrações, dentro e fora do Parque Nacional. Montanhas, chapadões, rios, cachoeiras e grutas, cada qual mais impressionante que o outro. Como tenho só dois dias, estou tentanto aproveitar ao máximo. Estudei as opções que poderia conhecer com a moto e fui para a estrada. Antes dei uma volta pela cidade de Lençóis e depois visitei o Morro do Pai Inácio, a Caverna da Torrinha e a Pratinha. Fantásticas!

Hoje o dia foi sem a moto, que deixei estacionada na pousada. O esforço que fiz ontem refletiu no meu joelho. Não estou conseguindo fazer muito esforço, principalmente para subir, então, resolvi fazer uma trilha tranquila hoje.

Acordei, arrumei a bagagem na moto e fui acertar a conta da pousada. Me perguntarem se não esperaria o café da manhã, que seria servido dentro de meia hora. Disse que queria ir para a estrada cedo. A senhora que me atendeu não me deixou sair, me levou até a cozinha, arrumou um banquinho para eu sentar e me serviu um lanche. Saí para a estrada por volta de sete horas.

Passei os últimos sete dias junto com minha família, em uma praia chamada Pontal do Maceió, na cidade de Fortim, Ceará, a cerca de 130 km de Fortaleza. É uma daquelas praias desertas que o brasileiro ainda não descobriu, por isso, ela é muito tranquila, sem o movimento e a consequente bagunça que encontramos nas praias mais badaladas. Além disso o mar é muito calmo. Tudo nos convidando a relaxar e descansar o máximo durante o período em que estivemos nessa localidade.

Depois de despedir da família, fui para a estrada. Saindo de Fortim, peguei a CE-040 em Direção a Fortaleza. Uma excelente estrada, muito bem sinalizada, asfalto bem cuidado, inicialmente com pista simples até Beberibe e depois pista dupla até Fortaleza. Passa por muitas vilas, o que coloca nela uma quantidade muito grande de “lombadas eletrônicas”, fazendo com que a velocidade média seja baixa.

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