3º dia - Chapada Diamantina

Chapada Diamantina

Acordamos bem cedo para fazer um passeio que seria inesquecível ( Poço Encantado e Poço Azul ). No primeiro, saímos pela BR percorrendo 26km de asfalto e 24 km de estrada de terra. Para descer na caverna, é necessário pagar a entrada e obrigatoriamente ter a companhia de um Guia local. Descemos por uma trilha íngreme e logo estávamos na entrada da gruta. Neste momento começou a adrenalina pulsar no corpo, pois a entrada da gruta era estreita e escura, necessitando de luz artificial para nos guiar.

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Nos meses de abril a setembro um facho de luz solar penetra através do pórtico de entrada, compondo um cenário que representa um dos mais conhecidos cartões postais da Chapada Diamantina.

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No Segundo, viajamos mais 18 km de terra com destino ao poço azul.

Nesse trecho, após passar por vários locais com muita terra solta e uma vegetação muito diferente da nossa região, deparamos com um rio que seria necessário atravessá-lo de moto ( aproximadamente 100 metros de largura ). Ficamos todos analisando o que fazer, e por algum motivo pensei que o nosso passeio seria cancelado ali, pois não havíamos sido informados deste cenário e um provável obstáculo.

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 Quando chegamos na margem do rio, havia um nativo com uma moto que nos informou que podíamos atravessar sem problemas nos indicando o melhor caminho. Neste momento tomamos a decisão de fazer o mesmo. Analisamos o melhor caminho e atravessamos o obstáculo.

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Para visitar o poço, também é necessária a compra de ingresso e a contratação de um guia local.

Neste poço o mergulho é permitido e sem dúvida alguma que foi um dos lugares mais bonito que conhecemos. O ingresso dá direito a um colete salva vidas, snorkel e máscara de mergulho. A flutuação é incrível sendo que no primeiro momento ficamos um pouco amedrontados, mas logo nos acostumamos com o lugar.

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A cor azulada do Poço azul, entre outros fatores é explicada pelo ângulo que a luz atinge o poço, associado ainda aos minerais presentes na água como o magnésio e calcário.

O Poço tem 80 metros de extensão, com duas cavernas de 20 m², mas a flutuação só é permitida na parte da frente, que é delimitada por cordas.

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Ao mergulhar o rosto se tem a impressão de estar lá no fundo, a nitidez é tamanha que temos a sensação de poder tocar o que estamos vendo, mesmo com a profundidade que chega a 16 metros.

Nele também existem alguns camarões e o raro bagre albino, mas é muito difícil encontrá-los. Durante o mergulho, o uso de coletes é obrigatório e não é permitido movimentos bruscos, todo esse cuidado é necessário para a preservação do local, onde já foram encontrados fósseis de animais pré-históricos como a preguiça gigante que encontra-se no museu da PUC-MG.

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