Viagem de Moto Viagem de Moto Inspirando viajantes

Machu Picchu

Viagem-de-moto-machu-picchu-9Saímos de Assis Brasil para entrar na Aduana peruana. Trocamos dinheiro, fizemos a imigração e partimos com destino a Porto Maldonado, a apenas 220 km.

Foi neste trecho que pegamos o maior pé d'água da viagem. Nos molhamos inteiros, porque nao deu tempo de colocar os impermeáveis, o que nao foi problema, porque afinal, nao somos feitos de açúcar.

Saimos com chuva em direção a Cuzco tendo 520 km pela cordilheira dos andes pela frente. Olha pessoal, como diz aquela musica do Osvaldir e Carlos Magrao: "Nunca ví tanta pobreza". Povoados peruanos paupérrimos, sujos, cenas degradantes mesmo, mas tínhamos que seguir e seguimos.

Filmadora no capacete, impermeáveis, gasolina de reserva para o Selvagem e fomos em frente. Começamos a subir a cordilheira, e tínhamos o dia todo para cobrir os 500 km, mas como disse um dos gaúchos, "vocês não conseguirão fazer num dia. Até duvidei, quando ouvi... mas depois dei razão a eles. Era impossível andar os 500 km num só dia. Muita chuva, neblina, curvas e mais curvas, subindo, subindo muito.

Vale dizer que na noite anterior não precisei usar o dispositivo anti-ronco, porque a altitude deve ter feito bem ao Marcos e ao Selvagem, nenhum deles roncou.

Levantamos cedo e o selvagem foi lá fora fumar (como fuma este homem!!!) e voutou rápido gritando: "Gente vocês já viram neve?" Eu perguntei: "Está nevando?" Ele respondeu: "Não, no cume das montanhas está cheio de neve." Tá, beleza, ele nunca tinha visto e ontem não vimos por causa da chuva e do nevoeiro.

EstacionamentoQuando planejei esta viagem, foi com um objetivo: em janeiro de 2010, eu e o amigo Luis Weinfurter estávamos nos caracoles, proximo a Santiago, e após nos despedir dos quatro amigos de Brasilia com os quais viajamos 13 dias no sul da Argentina e Chile, viajamos para o Atacama. Estávamos em Antofagasta, quando nos ocorreu a idéia de ir até Machu Picchu, pois estávamos bem próximos e talvez nao houvesse outra oportunidade. Ocorre que bem no dia que íamos para a cidade dos Incas, aconteceu uma grande chuva, deixando a cidade de Aguas Calientes isolada por mais de três meses. Desistimos então do projeto, seguindo para San Pedro do Atacama e depois para Canoinhas. Infelizmente o amigo Luiz, acometido por uma doenca, faleceu em 2011 e então fiz uma promessa de levar uma placa em homenagem ao amigo para a cidade sagrada. E é o que estou fazendo agora.

EstradaMotos na estrada novamente para continuar nossa viagem. Saímos de Cuzco em direção a Puno, cidade onde existe a comunidade dos Uros, que vivem no Lago Titicaca, sobre armações de um junco chamado de Totora.

Rodamos sobre os altiplanos peruanos, quase divisa com a Bolívia sem maiores problemas. Na medida que as motos engoliam os quilômetros, nós apreciávamos a paisagem digna de cartão postal. Belíssima!!! Este é um dos motivos de se viajar de moto. Você não só aprecia a paisagem, você faz parte dela.

NeveLevantamos cedo e fomos até o porto para pegar um barco e ir até as ilhas flutuantes dos UROS, uma família ramificada dos Incas que mora no Lago Titicaca. O tempo estava bom e fomos tranquilos. De repente umas nuvens negras, cobriram tudo e veio chuva, granizo e muito frio. Isso tudo dentro do barco, que havia uma pequena cobertura.

Visitamos as comunidades, ouvimos as explicações do guia local sobre como funciona as ilhas e compramos alguns produtos artesanais. O Luciano " Selvagem", já comprou tanta coisa para a família que acho que vai ter que alugar um "container" para levar tudo... rsrsrsrs... já apelidamos também de "brimo" em cada parada uma compra.

PraiaSaímos de Tacna em direção ao Chile. Estávamos sem grana chilena e precisávamos trocar os soles pela moeda chilena.

Chegando na Aduana, cujos tramites ultrapassou duas horas, com muito calor, seguimos até Arica, que para o Luciano "Selvagem" é Itaparica, Akira, sei lá, vive trocando os nomes das cidades. Tacna por exemplo ele chamou de Lacta, e o pior, fala sério mesmo. rsrsrsrs.

Tínhamos muitos quilômetros pela frente neste dia. Levantamos cedo com a expectativa de ter água para banharmos. Havia voltado, porém pouca e somente gelada. Tomamos um banho de gato e caímos na rodovia Panamericana - Ruta 5 - ( esta rodovia liga o extremo sul do Chile até o extremo norte do Canadá) em direção a San Pedro de Atacama ( para o Luciano " Motoqueiro Selvagem era São João do Atacama. Trocou novamente o nome. hehehehe).

Neste trajeto não há muitos Postos de Combustível e por este motivo o Luciano teve que abastecer varias vezes com o galão, umas três pelo menos, pois sua autonomia normal é de apenas 140 km. As nossa motos, minha e do Marcos, chegam a 340 km.

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