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Machu Picchu

Acordamos cedo, pois tínhamos que fazer a Aduana chilena em São Pedro do Atacama e seguir para o Paso de Jama na Argentina. Tomamos o resto do café que havia sobrado do dia anterior e fomos abastecer no único posto da cidade. Lá chegando deparamos com uma longa fila de carros e caminhões. Enquanto esperávamos, conhecemos um simpático casal que estava com uma Suzuki Boulevard 1500, o Luiz e Lindalva, da cidade de Itararé(SP). Após uma hora de espera, seguimos para a aduana chilena. Mais uma hora de espera para os trâmites, pois havia muita gente em função do fim de semana, que lotou San Pedro do Atacama.

Estávamos em ritmo de retorno, já com saudades da família, dos amigos, de nossas cidades. Afinal quase 20 dias fora.

O Luciano conseguiu em Purmamarca, uns litrinhos de gasolina para chegar a Jujuy, e eu pela segunda vez “emprestei” mais dois litros do Luiz, com a sua MOTO TANQUE... Abastecendo todo mundo...

Partimos para San  Salvador de Jujuy, com a esperança de parar no primeiro posto e encher os tanques. ILUSÃO....sem gasolina....fomos em outro....NADA....e a gasolina acabando....num outro...e também nada....Por indicação de um taxista, tivemos que ir até o centro onde achamos um que tinha combustível mas não aceitava cartão. Sorte que havia um banco próximo para sacarmos moeda argentina... pois já não tínhamos quase nada... ( Ah e aqui vai uma dica. É preferível você sacar em banco com cartão de sua conta, do que trocar na aduana. Os caras te esfolam... mesmo pagando a taxa que o banco cobra pelo saque é mais vantajoso...). Com dinheiro na mão e tanque cheio, pé na estrada, lá vamos nós outra vez...Destino....? Sei lá....vamos ver....

Depois que encontramos o casal Luis e Lindalva em San Pedro de Atacama, a viagem rolou um pouco diferente do que estávamos fazendo. O casal havia ido a Machu Picchu, como nós, mas por outro caminho. Entraram na Bolivia por Corumbá. Diferente porque tínhamos agora no grupo uma mulher, e sabe como é, tendo uma mulher é preciso maneirar no palavreado, nas piadas, etc. Mas abro um parênteses para falar da Lindalva. Cara que mulher decidida, forte. Em momento algum a vi reclamando de distância, de calor, de frio...de nada. Olha, é difícil uma caroneira assim. Nota 10. Além do que sempre tinha uma bolachinha, para amenizar a fome nas paradas de combustível.

Pela manhã, nos reunimos em frente ao hotel em Foz para as despedidas. Todos estavam com saudades de casa, da família, amigos, dos cachorros (Luciano)..afinal foram 23 dias longe de casa. Algumas dificuldades, longos trechos, muito calor e também muito frio. Neve, granizo, muita chuva, visões magnificas da paisagem da América do Sul, bons atendimentos, outros nem tanto...mas estávamos terminando nossa expedição.

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