Machu Picchu

Viagem de Moto para Machu Picchu no Peru

Logo Viagem Machu PicchuEu, Jacson Padilha, e meu companheiro Luciano Pereira da Costa, ambos de Canoinhas, SC, iniciamos no dia 5 de janeiro uma viagem de moto de 21 dias e 10.000 km pela América do Sul. 

O roteiro consiste em seguir até Cuiabá, onde encontraremos com um amigo de Brasilia, João Marcos. De Cuiabá nós vamos até o Acre, por onde vamos para o Peru, passando a percorrer a Rodovia Interoceânica até Cuzco e depois vamos para La Paz na Bolivia conhecer a famosa Estrada da Morte. Em seguida retornaremos ao Brasil passando pelo Deserto do Atacama no Chile, descendo pelo Paso de Jama na divisa com a Argentina, um dos lugares mais bonitos de toda a Cordilheira dos Andes, a Grande Montanha.

Nós utilizamos na viagem motos bem diferentes: eu piloto uma Harley Davidson Heritage 1600cc, Luciano uma- Honda Shadow 600 e João Marcos uma Suzuki VStrom DL 1000.

1º dia - Canoinhas - Santo Anastácio

Viagem-de-moto-machu-picchu-1Para comemorarmos o aniversário da Zila, esposa do Luciano, ontem nos reunimos no churrasqueiro do casal, cuja reunião serviu também como despedidada para nosssa viagem.

Saimos de Canoinhas, por volta de 10h30min e tocamos até Palmeira, onde abastecemos. O Luciano estava num mixto de euforia e preocupação, pois afinal de contas era sua primeira viagem longa. Saimos de Palmeira tocamos até proximo a Telemaco Borba, onde paramos para um Lanchinho. Foi aí que Luciano ficou aborrecido a primeira vez. A bandeira que fixou na sua moto caiu.

2º dia - Santo Anastacio - Campo Grande

Viagem-de-moto-machu-picchu-2Saimos de Santo Anastacio com destino a Campo Grande (MS), onde eu tinha revisão agendada de minha moto para logo após o meio dia.

Foi a primeira vez que a moto do Luciano ficou sem gasolina durante nossa viagem, ele não havia enchido o galão de reserva. Paramos uma camionete que tentou rebocar o Luciano, mas não deu muito certo. O cara saiu muito rápido e quase derrubou o Luciano na pista. Abortamos a ideia e fui sozinho pra frente e 8 km depois encontrei um posto. Voltei com a gasosa, abastecemos e seguimos para Campo Grande.

3º dia - Campo Grande - Campo Verde

Viagem-de-moto-machu-picchu-3Saimos de Campo Grande às 8h30min para continuar nossa viagem de moto até Machu Picchu e enfrentamos um trafego muito pesado, literalmente. Muitos caminhões na pista e também animais mortos, tipo anta, tamanduá. etc.. afinal, estávamos bem proximos ao Pantanal Matogrossense.

Na divisa entre MS e MT, paramos para tirar uma foto, deixei minha moto à beira da pista, e quando um caminhão passou, o deslocamento de ar simplesmente ARRANCOU a bolha da minha moto. A bolha havia sido tirada na RPTA 67, Revenda Harley, e com certeza foi mal colocada. Sorte que não quebrou e nada de mais grave aconteceu, tendo alguns carros desviado da peça que caiu. Vamos conversar com a HD para esclarecer o problema.

4º dia - Campo Verde - Cuiabá

Viagem-de-moto-machu-picchu-5Choveu muito a noite passada e também pela manhã na Chapada dos Guimarães. Tomamos café sossegados, sem pressa, mesmo porque o Luciano é meio marcha lenta.

Continuando nossa viagem de moto, Saímos por volta do meio dia, com destino a Cuibá, almoçando na localidade de Diamantino e tocamos até Novo Mundo do Parecis, bem próximo à reserva indigena do mesmo nome. Paramos no hotel Tessaro, que é de propriedade de um casal de Quilombo (SC), e que residem nesta cidade a mais de 30 anos. Aliás, como existem catarinenses em Mato Grosso. Muita gente mesmo.

5º dia - Cuiabá - Cacoal

Viagem-de-moto-machu-picchu-4Nesta época, na região centro oeste, é muito comum as chuvas, e para confirmar foi mais uma noite de chuva, mas como parou mais cedo, saimos por volta de 10h30min, após o Luciano ficar umas duas horas arrumando sua bagagem e depois quebrar uma lente de seu óculos de sol. Tínhamos então um Pirta no grupo...

Saimos sem saber em que cidade iamos dormir. Chegamos na entrada da Reserva dos indios Parecis e pagamos o pedágio de R$ 10,00 por moto, que é cobrado em função da cessão de terras para construir a estrada. Parte deste dinheiro é para a Funai e também para engordar os bolsos dos politicos.

6º dia - Cacoal - Porto Velho

Viagem-de-moto-machu-picchu-6Dormimos no Hotel Central em Cacoal, depois de inventar um dispositivo especial. Trata-se de uma novidade que quando voltar vou patentear. É um dispositivo contra RONCO. Duas aranhas e uma rede, que vai amarrada no pé do roncador, que no caso é o Luciano, carinhosamente apelidado de MOTOQUEIRO SELVAGEM. Depois explico esta parte. O homem ronca demais. A cada roncadão eu esticava a corda e ele mudava de posição, parando de roncar.

7º dia - Porto Velho - Rio Branco

Viagem-de-moto-machu-picchu-7Após excelente café da manhã, seguimos nossa viagem de moto pela América do sul. Saímos de Porto Velho com destino à capital do Acre, Rio Branco.

Na balsa que cruza o Rio Madeira, cujo nome foi dado por causa da quantidade enorme de madeira da Amazonia transportada por este rio, Foi cobrado 4 reais de cada moto pela passagem.

8º dia - Rio Branco - Assis Brasil

Viagem-de-moto-machu-picchu-8Como em Rio Branco existe diferença de 2 horas, tivemos que esperar o comércio abrir as portas, para levar a moto do Selvagem (Luciano), para troca de relação e reaperto geral....

O Lamparina nos levou na oficina do Mosca, conhecido motoqueiro de Rio Branco e que recebe todos os viajantes em sua oficina, que é sede de seu Moto Clube Cavalo de Aço, que é também o nome de sua oficina. Enquanto o serviço era feito aproveitei para atualizar este diário.

9º dia - Assis Brasil - Puerto Maldonado

Viagem-de-moto-machu-picchu-9Saímos de Assis Brasil para entrar na Aduana peruana. Trocamos dinheiro, fizemos a imigração e partimos com destino a Porto Maldonado, a apenas 220 km.

Foi neste trecho que pegamos o maior pé d'água da viagem. Nos molhamos inteiros, porque nao deu tempo de colocar os impermeáveis, o que nao foi problema, porque afinal, nao somos feitos de açúcar.

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