Já de manhã fomos às oficinas fazer alguns reparos necessários nas motos. O Jorge e o Paulo nos levaram à Concessionária Yamaha para o Moacyr reparar um vazamento de óleo da moto dele. Eu apenas lavei a lubrifiquei minha corrente. Kadim soldou a pedaleira de alumínio, Rodrigo trocou o óleo da V-Strom e eu, depois de Lubrificar minha corrente, fui à oficina fazer um outro balanceamento na roda dianteira da minha moto, pois com o calor o chumbo do balanceamento voou do aro.

Depois visitamos a loja da Honda, onde descobrimos um verdadeiro império administrado por uma pessoa que foi nosso contato antes de viajar, mas que estava em outra cidade no dia e não pudemos nos falar pessoalmente. Era uma concessionária imensa, com uma frota de motos e equipamentos gigantesca que eu nunca havia visto antes.

Voltamos para o hotel e almoçamos. Depois fui pegar minha moto que estava na oficina e marquei para encontrar o restante do grupo em frente a Honda, que era saída para a fronteira Brasil x Peru. Quando cheguei não encontrei a chave. Indaguei e o cara da oficina disse que não estava lá. Gelei. A turma estava longe de onde eu estava. Fiquei pensando o que eu havia feito com a chave. A moto estava ali mas a chave não. Foi aí que um dos funcionários da oficina me disse que eu havia colocado a chave da moto numa bolsa que estava em cima do tanque. Aí lembrei que quando tinha ido para a oficina o Kadinho me deu a bolsa de tanque dele para eu levar, e quando cheguei eu havia colocado a chave da minha moto dentro da bolsa que estava com ele na saída de Rio Branco. Daí pensei... pensei... e lembrei que dentro da minha bolsa de tanque, havia uma chave reserva que eu sempre levo.

Aliviado, peguei a moto e me dirigi até o grupo no local do encontro, em frente a uma loja de pneus. Nos encontramos, tudo certo.

Na saída com as motos, Rodrigo foi manobrar a sua V-Strom e caiu com a moto de lado, quebrando sua pedaleira esquerda. Tudo parado outra vez. E agora? Prontos para sairmos e tínhamos que arrumar uma oficina para soldar a pedaleira. Mais à frente avistei uma oficina e perguntei se eles poderiam soldar a peça quebrada e confirmaram. Depois me lembrei que a peça é de alumínio e somente uma solda apropriada para isso seria possível resolver o problema. Daí foram levar a peça até onde soldaram a pedaleira do Kadinho e ficamos com a roupa quente num sol escaldante novamente.

Viagem de moto pelo Acre

Aproveitei para tomar uma água de coco e conheci sem querer o Bob. Bob era um personagem que Gildo e Sapavini disseram que haviam conhecido quando semanas antes foram de moto até Rio Branco e, coincidentemente, eu estava diante do próprio. Conversamos um pouco, e após mais de 2 horas, pedaleira no lugar, partimos para nossa aventura.

Andamos 250 Km e chegamos até Brasiléia, cidade próxima à fronteira e fomos numa pousada à beira da pista que nos foi recomendada por outros amigos.

Viagem de moto pelo Acre

Escolhemos os quartos e nos alojamos. Não tinha comida no local e pedimos duas pizzas gigantes. Barbieri foi até a cidade de Brasiléia, que ficava próximo à pousada para jantar algo melhor. Quando estava saindo do meu quarto para comer a pizza, me deparei com uma aranha caranguejeira enorme, gigante, na porta do meu quarto. Chamei a galera para ver, tirei umas fotos dela e a espantei para o jardim da pousada.

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