Acordamos e encontramos na sala do café um motociclista que havia chegado pela noite no mesmo hotel da gente. Seu nome, Jorge. Estava com uma BMW GS 1200 amarela. Durante o café, ele contava como era a viagem até onde nós queríamos chegar. Falou das dificuldades da estrada que estava sendo construída, que as pontes que faltavam estavam todas prontas e que não teríamos dificuldades para atravessar os rios que cortavam a estrada em obras. Isso foi um alívio para todos, pois já tínhamos visto fotos desta situação, onde as motos estavam praticamente mergulhadas nos rios, atravessando a estrada com pedras soltas. Conversamos muito e com a companhia do Jorge, seguimos juntos para Rio Branco no Acre, onde pudemos ver que o jovem amigo não conseguia nos acompanhar muito com sua possante BMW. Mas tudo bem... ele pelo menos nos seguia na condição e possibilidade dele.

A estrada de Rondônia até Rio Branco no Acre está totalmente depredada e com buracos traiçoeiros. Mas o ritmo era forte mesmo assim, fazendo com que o grupo vez ou outra se dividisse e se encontrasse pelo caminho. Paramos. A balsa estava de saída e atravessamos o rio que divide os dois estados.

Paramos para tirar fotos na placa oficial do Estado do Acre às 12h15min e fizemos uma grande festa na pista.

O sol, como sempre, de rachar a cabeça e a umidade relativa do ar muito diferente do que temos no Espírito Santo.

Chegamos a Rio Branco e uma legião de amigos do Jorge nos aguardava. Os moto clubes e amigos nos recepcionaram no trevo e nos confraternizamos demoradamente, tiramos fotos, conversamos, nos conhecemos, e seguimos para a capital escoltados por motos, triciclos, carro da Policia Rodoviária Federal e penetras que encontrávamos pelo trajeto, até chegarmos ao hotel de um dos amigos, que nos hospedou com muito gosto.

Chegamos, dividimos os quartos com quem ficaria e fomos numa pizzaria perto do hotel relaxar um pouco, acompanhados de um grupo de motociclistas da Cidade. Tomamos o chope sujo, que nada mais era do que eu já faço quando tomo uma cerveja, ou seja, o chope era servido num canecão com gelo e limão e na superfície do copão tinha sal incrustado, dando um sabor especial à bebida.

Comentários (1)

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uma das coisa boa encontra amigos motociclistas na BR

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