Viagem de Moto Viagem de Moto Inspirando viajantes

Machu Picchu

Participantes 2Oito motociclistas, Rodrigo, Paulo, Fassarella, Barbieri, Walter, Moacyr, Odileno e Edgard fizeram uma viagem de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, até Machu Picchu no Peru, seguindo depois para a Bolívia, Chile e Argentina, onde visitaram o Lago Titicaca, o Deserto do Atacama e salares, percorrendo um total de 12.000 km em 22 dias.

Moacyr com pneu furadoAcordei às 4h30 da madrugada e minha moto já me aguardava na garagem. Tudo estava pronto e me aguardando. Despedi-me da família e segui com meu filho Mateus para o ponto marcado para a saída.

Encontramos-nos no posto e logo todos já estavam prontos. A TV Gazeta veio fazer a cobertura da viagem e fez entrevistas e imagens do grupo se arrumando e preparando os últimos detalhes nas motos.

altSaímos com sol forte novamente, a estrada muito ruim, e os buracos e emendas na pista eram um detalhe insuportável de tanto que atrapalhava e nos limitava na pista.

Chegamos em Rio Verde, paramos numa barraca que margeava a pista e devoramos água de côco e melancias. Um grupo de 5 amigos saiu na frente ficando eu, Kadinho e Barbieri para trás.

Chegando num determinado lugar que tínhamos que entrar à esquerda, não vimos placa indicando a próxima cidade que deveríamos encontrar e seguimos em frente.

Hotel AraguaiaSaímos as 8h40min da manhã com muito calor e enormes buracos pela frente, para termos que desviar. O dia estava como se quisesse derreter a gente. Caminhões e caminhões na pista, bi-trens que não acabavam mais. Fomos em frente desviando dos buracos e dos caminhões.

Hora o grupo estava em 5 pessoas, ora estavam dois grupos de 4 pessoas. Variava um pouco. Dependia muito das condições da estrada e do ritmo que cada um imprimia durante a viagem.

Até que chegamos a Pontes e Lacerda.

Saímos a mil do hotel e pegamos a rodovia cheia de buracos novamente. O calor era infernal. Tocamos forte. Paulo estava na minha frente, Fassarella e Barbieri mais atrás.

De repente Paulo passa por um quebra-molas, o baú de sua moto abre e levanta a tampa, e ele não vendo nada que está acontecendo, continua e as coisas do baú começam a pular para fora, sendo um festival de bolsas, carteiras, roupas e tudo que poderia pular. Vi a carteira do Paulo voar do baú, espalhando documentos e dinheiro pela pista toda. Como Fassarella e Barbieri já tinham parado para recolher os pertencer, voei para avisar ao Paulo o que estava acontecendo e ele ficou doido, falando que a carteira com documentos e dinheiro dele estava no baú. Eu avisei para ele que já havia sido tudo recuperado pelos amigos que ficaram para trás fazendo esta função. Continuamos e Paulo amarrou o Baú com um tensor dessa vez.

Em Ariquemes com JorgeAcordamos e encontramos na sala do café um motociclista que havia chegado pela noite no mesmo hotel da gente. Seu nome, Jorge. Estava com uma BMW GS 1200 amarela. Durante o café, ele contava como era a viagem até onde nós queríamos chegar. Falou das dificuldades da estrada que estava sendo construída, que as pontes que faltavam estavam todas prontas e que não teríamos dificuldades para atravessar os rios que cortavam a estrada em obras. Isso foi um alívio para todos, pois já tínhamos visto fotos desta situação, onde as motos estavam praticamente mergulhadas nos rios, atravessando a estrada com pedras soltas. Conversamos muito e com a companhia do Jorge, seguimos juntos para Rio Branco no Acre, onde pudemos ver que o jovem amigo não conseguia nos acompanhar muito com sua possante BMW. Mas tudo bem... ele pelo menos nos seguia na condição e possibilidade dele.

Pedaleira quebrada Rio BrancoJá de manhã fomos às oficinas fazer alguns reparos necessários nas motos. O Jorge e o Paulo nos levaram à Concessionária Yamaha para o Moacyr reparar um vazamento de óleo da moto dele. Eu apenas lavei a lubrifiquei minha corrente. Kadim soldou a pedaleira de alumínio, Rodrigo trocou o óleo da V-Strom e eu, depois de Lubrificar minha corrente, fui à oficina fazer um outro balanceamento na roda dianteira da minha moto, pois com o calor o chumbo do balanceamento voou do aro.

Depois visitamos a loja da Honda, onde descobrimos um verdadeiro império administrado por uma pessoa que foi nosso contato antes de viajar, mas que estava em outra cidade no dia e não pudemos nos falar pessoalmente. Era uma concessionária imensa, com uma frota de motos e equipamentos gigantesca que eu nunca havia visto antes.

Brasil BoliviaSaímos da pousada e fomos visitar a Bolívia. Tiramos fotos na fronteira, na ponte que divide os dois países. Deixamos as motos no lado do Brasil e fomos a pé até o outro lado, pois era perto, cerca de 1 km. Comprei uma máquina fotográfica e todos de alguma forma compraram ou viram alguma coisa interessante.

Retornamos ainda cedo e fomos até a cidade de Assis Brasil. Almoçamos num restaurante, onde havia mais motociclistas também fazendo a mesma coisa que a gente. Conhecemos três motociclistas de Belo Horizonte que estavam também no mesmo roteiro nosso. Conversamos e trocamos idéias.

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