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        Inverno de 2015 no Sudeste do Brasil. Inverno?? Aproveitei um feriado local em São Paulo, clima quente e seco de "veranico" e o marido trabalhando em home office e aceitei o convite de uns amigos para ir até a praia e voltar no mesmo dia. Bate e volta clássico dos paulistanos, o litoral sul, mas com um plus – fui até a Riviera de São Lourenço, a exatos 124 km, incluindo duas serras.

        Para quem não conhece o trajeto, existem duas estradas que ligam a capital do estado ao litoral sul: Rodovia dos Imigrantes e Rodovia Anchieta. A primeira, com quatro largas pistas e alguns retões irresistíveis. A segunda com apenas duas pistas e muitas curvas lindas. Escolhi a primeira opção, pois seria minha viagem de reconhecimento da nossa nova moto, a 883. Fiz minha malinha (erro número 1: mochila emborrachada que resiste ao ar e cansa ainda mais os braços), já estava com o biquíni por baixo da jaqueta de couro e lá fui eu, feliz da vida, aproveitar a estrada ensolarada, eu e a "Negona II".

        Paula

        Confirmei o que escuto muito falar desse modelo de moto: ferro puro. Para euzinha, uma minúscula motociclista de 1,53 mt, foi cansativo. Cheguei ao litoral com a mão direita formigando e os ombros cansados, pois o guidão original dela é muito largo para minha abertura dos braçinhos.

        A embreagem também pesa no final dos quase 130 km. O punho feminino cansa, ainda mais chegando na Riviera, onde existem muitos radares de controle de velocidade e é necessário adaptar a velocidade do veículo ao fluxo a todo instante.

        Na volta, o erro número 2: não me atentei à capacidade do tanque de apenas 12,5 litros, que me pregou uma peça, e eu rodei os 30 km entre Bertioga e Cubatão com o coração na mão por estar sozinha na estrada escura e na reserva da gasolina. Eu estava tão empolgada com a viagem e com a moto nova que me deixei enganar pelo porte inversamente proporcional à sua capacidade de armazenamento de combustível.

        No final tudo deu certo. Voltar pelo Parque Nacional da Serra do Mar, com um céu super estrelado e o ronco solitário da 883 como companhia foi um presente.

        Comentários (1)

        1. Paty

        Eu sempre achei bonito ver o pessoal andando de moto pela estrada, mas nunca tinha cogitado a ideia de pilotar. Mas agora me voltou a vontade. O receio surgiu com a minha altura, mas tou vendo que isso não é empecilho pra ninguém.

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