Expedição Mendoza

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Além das Espécies

“Em breve, estaremos novamente na estrada. Na hora da partida, eu e você voltaremos a ser um só. Então, quando ligar a sua ignição, este meu antigo coração deixará de existir e no seu lugar trovejará um poderoso TwinCam, pulsando, indefinidamente, como um insaciável devorador de horizontes. Como de costume, o meu corpo já tatuado pela vida e customizado pelo tempo será novamente blindado com as centenas de quilos de seu metal e juntos seremos algo muito maior e bem melhor do que somos, individualmente, até chegarmos a mais um final.

Como não fomos acordados na hora solicitada, partimos de São Borja por volta das 9 horas para atravessar a fronteira em Uruguaiana. A aduana brasileira nem nos deu confiança, informando que apenas seria necessário apresentar a documentação do lado de lá. Em Passo de los Libres, no setor de imigração, entregamos o passaporte e o DUT. Carimbaram o passaporte e examinaram o documento da moto e nos mandaram entrar.

O clima de mais uma partida era como sempre de alegria, agora acompanhado de uma ligeira ansiedade para pegar logo a estrada. Talvez porque naquele momento o avião das esposas já deveria ter pousado em Córdoba e elas oportunamente seguiriam para Villa Carlos Paz, a fim de nos aguardar no hotel.

No último dia do evento, pela manhã, um trem imenso de Harley-Davidson interrompeu o trânsito de Mendoza, sendo aplaudido e fotografado pela população enquanto era conduzido para o Aero Clube Rivadavia, onde foi servido aos Harleyros um churrasco criollo, regado a cerveza e muito vino.

Como de costume depois de um encontro de motos, na manhã de domingo tem a hora clássica da partida. Seguindo o GPS, saímos fácil da cidade de Mendoza no rumo de Uspallata, que é um oásis de vegetação na região desértica e fica no sopé da Cordilheira do Andes.

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